terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"O que é que se bebe aqui?"

Ponta de lança? Treinador? 4x3x3? Penalty mal assinalado? Esqueçam lá isso. Daqui até Abril o assunto é mesmo Presidente.

O Sporting é assim. Uma galeria de pavões que num jogo de cadeiras, tentam enfiar o rabo o mais depressa possível nos cargos bem remunerados do clube.
Plano? Projecto? Ideia? Para quê? Fotocópia do cartão de cidadão e uma dúzia de entrevistas e a coisa ganha pernas sozinha.
Os nomes das listas são como peças de tetris que vão se ajustando no espaço disponível, não há “game over”, apenas cuidado para que o cozinhado seja credível.


Estas serão algumas das caixas dos jornais nos próximos dias.


Estou disponível

Não consigo, por mais que tente, entender como é que alguém se diz disponível para ser presidente. Como se fosse uma questão de liberdade de agenda, como se fosse uma missão semelhante a servir de testemunha num tribunal “Sim...estou disponível”.

Uma questão de apoios

Já existiram líderes políticos de cadeira de rodas, coxos, quase cegos, ligados à máquina, mas no Sporting para se ser candidato, primeiro é preciso apoio. “Quer dizer...eu vou...mas não me fodo sozinho”

Se o outro gajo avançar...contem comigo

O pessoal dá-se tão bem, que é capaz de concorrer a eleições só para que o “outro” não fique no cadeirão. É o que se pode chamar uma candidatura pela positiva, é só para positivamente lixar o “outro”.

Reunir consensos

Esta escapa-me. A ideia de ir a eleições é existir diferenças, caminhos e ideias opostas, divergências. Mas a malta do Sporting prefere saber “a quantas anda”, ou seja...”será provável que ganhe? É que se é para fazer figuras tristes...”

Ouvir as várias sensibilidades no clube

É a adaptação do chavão “ouvir as bases do partido” usada pelos nossos políticos. E funciona da mesma maneira. Antes de avançar convém consultar os “padrinhos da Banca” e no beija-mão pedir autorização para ser o próximo presidente do clube.

De todos os nomes até agora avançados, confesso que existe um que já deu provas de Sportinguismo, valor e honestidade suficientes para ser levado a sério. Couceiro.

Bem sei que já andou pelo clube. O que para alguns será uma mancha no currículo para mim é uma mais valia. Já conhece o saco de gatos que aquilo se pode transformar. Não sei se terá sido atleta de alguma modalidade do clube, mas dentro deste já foi treinador, delegado da SAD, director desportivo. Fora do clube já treinou clubes e selecções juniores, seniores, portuguesas e estrangeiras. Foi até presidente do sindicato de jogadores.

Que teríamos um presidente que sabia da coisa, disso não há dúvidas. Agora resta saber se lhe dão as tais garantias que diz serem obrigatórias. Vai ser difícil. Alguém garantir que o Sporting não vai ter problemas de tesouraria ou se vai ter a oposição de algum órgão social do clube...é o mesmo que garantir ao um peru que vai passar pelo Natal ileso.

Mas estou de olho no gajo, ou seja, nos gajos que se vão juntar a ele. Um Couceiro bem Couraçado vale por dois. É que o próximo presidente vai precisar de mais qualquer coisa que um porta-aviões blindado para resistir (principalmente se começar a  acertar demasiado) às toneladas de merda que lhe vão jogar em cima.

Gostaria que tivesse um adversário de peso. Não um destes candidatos de trazer por casa, muito deja vu, não dou um chavo pelos Carvalhos, os Teles, os Ferreiras ou todos os outros que nunca desmancharam as barracas desde as últimas eleições. Acho que o  clube precisa de um gajo com G grande e não de wannabees. O último “eu gostava de ser presidente do Sporting” quase que nos fechava as portas do clube.

Mas sou todo olhos e ouvidos. Ideias boas nunca são demais e quantos mais pré-candidatos andarem a varrer os bolsos de quem tem pilim para gastar (quero dizer...investir) melhor. No final, quem ganhar pode muito bem fazer a cooptação (palavra que aprendi ao ler sobre eleições no Sporting) dos prospectos e o clube sair ainda melhor do acto eleitoral.

Mas a procissão ainda vai no adro...

SL

PS 1 – António Oliveira? Estão a gozar comigo? Mais valia dar as chaves de Alvalade ao Pinto da Costa, poupávamos 1 escritura.


PS 2 - Godinho Lopes? Acho que preferia o António Oliveira, ou o Futre em part-time, ou mesmo o Jorge Gabriel em cima do José Eduardo. Ou o Sousa Cintra às terças-feiras...valha-nos nosso senhor...

3 comentários:

  1. Não gostei das primeiras declarações do Couceiro.

    O clube é que tem que lhe dar garantias?

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  2. Couceiro abdicou de ser director desportivo, por necessidade do Clube, para ser treinador, conseguindo o 3º lugar indo ganhar a Braga, salvo o erro na última jornada. Eu também não acredito em Carvalhos, Teles ou Ferreiras. António Oliveira não tem nada a ver com o Sporting, foi apenas nosso jogador quando saiu dos andrades, mas é um portista militante. É curioso que grande parte dos que na blogosfera defendem que o clube deve ser dos sócios e os bancos nada devem decidir, não são sócios... E aqui há vários caminhos possíveis, ou somos quase todos sócios, como os lampiões e temos força ou então nada podemos exigir.

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