Este fim de semana foi grato em resultados desportivos para as hostes leoninas. Houve várias e saborosas vitórias em variadas modalidades, mas como é normal, destaco alguns feitos que podem ter significado mais duradouro.
1/ Os 3 pontos no Estoril
3ª vitória consecutiva da equipa principal. Os problemas não estão todos debelados, a máquina ainda opera aos trambolhões, mas já se notam alguns vislumbres da equipa que vimos actuar na temporada passada. Não deve servir de teste o actual estado de forma do Estoril, mas em bom rigor muitas unidades subiram de produção e até Bryan Ruiz já esteve a um nível mais aceitável. Mesmo sem Adrien, a equipa foi capaz de criar e abrir espaços, foi capaz de jogar e tivesse tido mais acerto na hora de finalizar...e teria sido um triunfo como já não temos memória esta época. As notícias são pois de melhoria e mesmo que a recuperação não sirva mais do que o 3º lugar, é sempre importante não deixar a valorização do conjunto cair a pique.
2/ Mais uma Taça para o Futsal
A equipa está cada vez mais ágil e os resultados vão surgindo. É notório o enorme problema que as equipas contrárias têm em conter o nosso ataque e estando este a finalizar normalmente é um relógio pontual e marca bem as horas na quadra. Não está tudo ganho, bem pelo contrário, mas parece que respiramos saúde suficiente para dar uma boa imagem no campeonato e na Final4.
3/ The girls just waana have fun
Que grande empurrão deu o Sporting à vertente feminina do futebol de 11! Uma pedrada na história que levou 10.000 pessoas a um jogo muito bem disputado e que fez todo o sentido ter sido realizado na nossa Sala principal. A organização tem de ser revista (chamar as pessoas sem contar com a adesão é irresponsável), mas a verdade é que se abriu uma porta enorme para que o futebol feminino ganhe outro tipo de visibilidade em Portugal. As nossas leoas acusaram um pouco de nervosismo pela responsabilidade, mas nunca viraram a cara à luta e no final acabaram por prevalecer frente a um Sp.Braga que sempre procurou o empate. O título não está ganho, mas ficou ligeiramente mais perto.
4/ Os putos
A grande campanha da morte anunciada da Academia de Alcochete continua, mais ou menos sincronizada com a vastamente publicitada "qualidade e estrutura" do Seixal. Ainda assim os nossos miúdos teimam em mostrar que o que o nosso ADN de formar boas equipas e grandes jogadores continua intacto. Chamo a atenção para a carreira dos Juniores que tem surpreendido até os mais conhecedores deste patamar competitivo. Qualidade e quantidade ali não falta. Vêm aí mais craques para alimentar a equipa principal, mais 3 ou 4 anos e teremos novamente uma geração muito importante. Cuidar destes putos é continuar com as renovações a bom ritmo (ouviste BdC?!).
5/ O plano B
A carreira da equipa com o novo treinador dá sinais de vida debaixo dos escombros. Um empate e uma vitória. É preciso muito mais, mas recorrendo a jogadores com outro andamento como Esgaio, Geraldes ou Matheus, as coisas tornam-se um pouco mais fáceis. Quem entender como desprestigiante o auxilio à equipa B cospe literalmente no prato que comeu. O Sporting é um clube enorme e os jogadores têm se ser educados nessa grandeza. Pagamos o suficiente para que ninguém seja lesado no seu estatuto. Com alguma normalidade os 4 pontos que nos separaram da linha de água serão alcançados, mantenha-se o objectivo e o sentido de entreajuda.
SL
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Frente a Frente
Vou ser muito sincero com quem segue esta página: BdC não é uma fera em debates. O seu estilo (faz de conta que é) calmo, obriga-o a um discurso pausado, onde se nota que tenta reflectir em cada palavra como se tivesse que passar as suas opiniões por um detector de qualquer coisa. O seu ponto de vista arrasta-se e acaba por repetir-se mais do que lhe convém e sobretudo mais do que os timings cronometrados de um frente-a-frente deixam rentabilizar.
PMR esteve mais “solto” do que eu esperaria e conseguiu debitar quase todas as linhas mestras da sua campanha, o que convém dizer, não é grande proeza, já que são poucas e bastante superficiais. Ainda assim, confesso-me surpreendido pela atitude combativa e assertiva com que tentou fazer-nos acreditar de coisas que nem ele acredita.
Ontem ficou claro para todos os espectadores que PMR é como aqueles vendedores imobiliários que nos fazem acreditar que a espelunca que nos tentam impingir é o céu e que tudo o que podemos duvidar vai ser muito melhor do que o óptimo. Em quase todos os pontos que se demarcou de BdC, foi impossível entender o como, o quando e com quem irá realizar a série infindável de milagres. Todas as equipas vão ser campeãs, todos os gastos vão diminuir, todos os lucros vão subir, os orçamentos vão baixar e o património crescer, quais os pós de fada que vai usar para realizar tudo isto? Mistério. Nem sequer parece muito preocupado em concretizar sequer a ideia por detrás de cada mega-projecto, nem sequer parece muito resoluto em contar com os sócios para validar as suas propostas. Ontem ficou claro que para PMR são as eleições que têm de ser ganhas e os adeptos ou sócios são apenas um meio para atingir os fins. Há uma palavra para este tipo de candidatos: aldrabão.
Não vos vou dizer que fiquei convencido com a prestação do actual presidente. Não. Esperava bem mais. Esperava que desmascarasse completamente a impreparação de PMR, que explorasse as gafes do dossier JJ, das obras que custam valores que só ele imagina, da estabilização imaginária que diz respeitar, da ausência de qualquer trunfo em termos de recursos humanos. Perdi a conta às vezes que desejei mentalmente transmitir choques telepáticos a BdC para que interrompesse a verborreia teatral do seu opositor para contrapor as ideias magníficas de Delfim (um Team Manager que esteve 2 épocas do clube, não tem qualquer ADN da formação, nunca ocupou nenhum cargo de gestão técnica e que tem um litígio actual com o clube), Boloni (que nunca desempenhou qualquer cargo administrativo, não tem qualquer preparação para dirigir uma Academia e o maior mérito que tem no campo da formação, foi ter visto em Ronaldo e Quaresma dois miúdos que podia lançar na primeira equipa) e sobretudo a magnifica actuação ilusionista na promessa adiada do tal grande, enorme, gigante nome que apregoa há semanas.
Entendo que BdC adoptou um estilo contra-natura. Conteve-se. Sabia que qualquer registo acima do politicamente correcto iria atravessar todos os canais de TV, iria fazer todos os editoriais dos jornais, iria ganhar todas as medalhas de lata de última página, iria ser o alvo de todos os dedos apontados dos senhores do costume, aqueles que diziam que fazia falta um Sporting forte, mas vivem com muita azia os seus sucessos ou promessas de tal. O actual presidente quis essencialmente não fazer prolongar o impacto deste debate nos dias a seguir, não quis dar gasolina para o queimarem e diga-se, nesse objectivo, cumpriu impecavelmente. O confronto foi, regra geral, enfadonho…o que penso ter sido o que muitos benfiquistas e portistas menos desejavam e o que muitos sportinguistas estariam dispostos a aceitar como muito melhor do que peixeirada, insultos ou histeria.
Resta dizer que nada de substancial saiu dos argumentos de cada candidato e à excepção de duas gafes de PMR (Sobrinho e Ricciardi não demorarão a processá-lo) o debate produziu zero de matéria capaz de retirar votantes a cada uma das listas, o que valha a verdade, mantém o actual presidente numa posição muito mais confortável.
SL
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Sem plano B?
Aguardo
com moderado optimismo que a actual e muito provavelmente futura Direcção do
Sporting desista da opção de extinguir a equipa B. Algumas considerações sobre
o tema:
1- As
razões que levaram ao Sporting criar a Equipa B continuam válidas. Criar um
patamar intermédio para que os jovens saídos da formação (que não estejam aptos
para a 1ª equipa) não tenham de andar perdidos por clubes sem estrutura, sem as
condições ideais para o seu crescimento como profissionais.
2- Manter
um conjunto de atletas preparados para socorrer alguma carência da equipa A,
parece-me sempre uma solução bastante interessante e o passado revela-nos que
isso pode mesmo fazer a diferença numa época de más contratações ou lesões
focadas num sector específico do plantel da equipa principal. Poder rodar um atleta da equipa A neste conjunto é um plus que não tem sido aproveitado, mas que ainda assim me parece interessantes, especialmente quando os atletas regressam de longas lesões.
3- O
Sporting tem ainda pouca margem e influência nos clubes da I e II Liga. Os
clubes "pequenos" continuam a preferir espetar-nos facas nas costas e
cuspir no nosso prato, de forma a agradar aos Pintos e aos Vieiras. Ficarmos
dependentes das "boas relações" com outros emblemas cria um cenário
perigoso para os nossos jovens profissionais.
4- Um
clube que se arroga de ter uma das melhores formações do Mundo, não pode deixar
de avaliar o problema da equipa B de frente, em vez de simplesmente desistir da
mesma, sobretudo pelos resultados desportivos. Se produzimos os melhores
jovens, haverá razões bastante evidentes que os levam a não conseguir sequer
superar outras equipas B´s como as de Braga B ou Guimarães B.
5- Com um
custo anual de 3 milhões de euros, a equipa B do Sporting é uma das equipas
mais caras da II Liga. A culpa não será certamente dos jovens que transitam
directamente dos Júniores, pois a sua massa salarial não é (ou não deveria ser) tão expressiva. Além do mais, 3
milhões é uma verba que considero investimento e não despesa. Despesa é gastar quase os mesmos recursos num Petrovic, que nunca trará o possível retorno desportivo ou financeiro que mais de duas dezenas de atletas, bastante jovens e com enorme margem de progressão.
6- Receio que ao suspender a equipa B, muitos jovens como foram Dier, Ruben Semedo, Geraldes, Podence, Gelson, Palhinha deixem de ter um palco para poderem exibir as suas qualidades. É que até para poderem ser interessantes aos olhos dos treinadores de outros clubes portugueses e conquistarem um lugar por empréstimo, estes jogadores necessitam de tempo e espaço. A equipa B dá esse espaço e o enquadramento fundamental na passagem do escalão júnior para o sénior. Sem Sporting B, podemos perder muitos talentos pelos caminhos tortuosos de más equipas da II Liga ou até divisões inferiores. Um claro downgrade de opções para a evolução do trabalho da Academia.
7- Não leio no lema do clube "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória....e desistir quando não somos capazes de resolver problemas".
Se alguém tiver um argumento razoável que valide a opção de extinguir a equipa B, que não se encontre rebatido nestas considerações, peço encarecidamente que me responda. Terei todo o prazer em assumir que me engano e que "perder" a equipa B é um profundo desrespeito pela identidade formadora do Sporting e um enorme erro de gestão desportiva.
SL
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
El Mago - Buck "Ruiz" Rogers
No seu jeito de quem está em casa a ver a novela, pega no jogo como quem pega no comando. Aumenta o som com passes de uma visão completa das movimentações dos colegas. Muda de canal, mudando o jogo, rematando ou criando oportunidades para vermos outros “programas”. Alan Ruiz é um jogador diferente. É craque “old school”. Não varre o campo como Modric, não dribla como Messi, nem sequer “chama” a bola como Ronaldo ou Ibrahimovic. Não. Este argentino não vive na nossa era. Espanta-me até como Jesus o suporta. Taticamente dá muito pouco ao jogo e raramente faz o que um 10 faz, raramente faz o que um falso ponta de lança faz. Alan faz uma posição que ainda não existe e que o treinador do Sporting ainda está a tentar descobrir. Não é um 8, não é um 9,5, muito menos um 10. É um 10 e meio, sendo que chega normalmente atrasado para funções mais resguardadas e não gosta de batalhar com os defesas em funções mais adiantadas. O Alan gosta mesmo é da bola, de preferência com adversários a 2m dele, esteja onde estiver.
Se a prestação táctica é um inferno, a prestação técnica é um paraíso. Recebe, ajeita, passa, dribla, remata…não há nada que o argentino não faça melhor que os seus colegas, mas infelizmente tem um tempo e uma visão que ainda não compreende os seus parceiros, nem estes o entendem a ele. Quase sempre parece jogar numa década distinta, algures entre o final dos anos 70 e inicio do império do nick & rush, o nosso craque vê-se e actua num jogo que se desenrola em câmara (quase) lenta. Nesse tempo e espaço, só dele, faz magia. O problema é que estamos em 2017 e não há tempo para as rotações baixas d’El Mago. Nas últimas partidas, Alan tem viajado no tempo e quase que já o consigo ver a retirar o gelo da criogenização e a entrar furiosamente (bom…é melhor dizer, moderadamente) numa velocidade e articulação mais anos 90. Não sei, não sabe Jesus e talvez não saiba ninguém quando, e se, o argentino alguma vez dará de caras com a actualidade do futebol europeu. Mas sei que se isso suceder e a sua nave-espacial aterrar em Alvalade nos tempos mais próximos, iremos ter craque. Iremos ter sucessor para uma coroa há muito sem pretendente. Uma coroa deixada cair aos trambolhões por um Balakov em fungas (€uro legítimas) de se juntar a um Estugarda já em decadência.
Desde então que não mais tivemos Maestros, Magos ou Regista’s e dependemos sempre dos alas (e foram dos melhores que o mundo teve e tem) para ultrapassar as defesas. Eu assumo que Alan Ruiz me agrada. Agrada-me e desagrada-me. Num minuto estou a babar com um passe épico ou um remate “bulls-eye”, no minuto seguinte estou a arrancar as sobrancelhas, depois de mais uma sucessão de 14 dribles a mais, mais uma das 34 faltas que faz (sim, com o guião de JJ) ou uma pressa de jogar condizente com uma velhinha a decidir se quer ou já não se lembra se quer, atravessar uma estrada. Não é consensual, talvez nunca o venha a ser, talvez precise apenas da nossa paciência até que descubra um calendário e um relógio que o venha a ajudar a entender a nossa década e o tempo do nosso jogo. Talvez marque 3 golos e faça 2 assistências na próxima partida. Talvez durma até ser substituído. A “novela” que vê é um pouco imprevisível e nunca ninguém sabe se perderá o comando debaixo de alguma parte do sofá. Um dez e meio, Ruiz, El Mago e argentino é complicado de decifrar.
SL
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
O lampião que está a ir aos nossos bolsos
O NovoBanco está em fase de venda. É de todo o interesse do Estado português que o processo se conclua o mais rápido possível. Cada dia que o NovoBanco sobrevive da subvenção pública são milhões de problemas que não são resolvidos e já vai longa a sobrevivência “assistida” deste banco. O que dificulta a venda? A longa lista de devedores que nunca irão pagar um tostão dos mais de 6 mil milhões de euros de créditos mal parados, o resumo do carnaval de cumplicidades e aldrabices que os donos do ex-BES nunca tiveram intenção de pagar. Se imaginam que quem vai acabar por pagar estes 6 mil milhões de euros é o Estado, estão mais próximos de entender a razão deste post. É que somos todos nós, contribuintes, que no final (e os políticos estão há anos a fazer de conta que há outra via) vamos arcar com o BES mau e algum outro banco aproveitar o BES bom.
Destes 6 mil milhões, mais de mil milhões pertencem à pandega da “família benfiquista” encabeçada por Luis Filipe Vieira. A mim revoltam-me todos os cêntimos que vou pagar para que aldrabões, sejam benfiquistas, sportinguistas ou portistas, continuem a gozar à grande, rindo-se das nossas humildes poupanças…enquanto as suas off-shores engordam. Revolta-me e enoja-me que bandalhos como o Presidente do Benfica continuem a subir a palanques e a encher páginas de jornais, discursando sobre “boa gestão” e acusando outros de terem vantagens no pagamento de dividas.
Um país onde pessoas como Luis Filipe Vieira não estão presos por crimes de especulação, desvio de fundos e burla financeira, não merece contribuintes como eu e vocês que cumprimos, ao cêntimo, todas as obrigações que o tal Estado (que nos devia proteger destes criminosos) nos impõe.
SL
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Tantos Olivers
Há coisas inexplicáveis e depois há as "coisas" do Mendes. Se Charles Dickens fosse vivo tenho a certeza que se inspiraria na série de acontecimentos fenomenais que rodeiam o longo e interminável conto que é a atividade do Sr. Comendador.
O "Twist" mais recente é uma comédia singular, que narra a história de um menino espanhol que é comprado por um clube de futebol português, mais teso que um carapau.
Embora não fosse sequer racional investir 20 milhões, quando se estava aflito para vender património, o clube contaria com o Comendador para cobrir a cláusula e sem querer dar um valente spoiler nos que ainda não sabem o desfecho desta história, digo-vos só que o coitado do Oliver vai acabar por andar numa "roda" viva, a servir de azeite para muita pasta trocada.
SL
O "Twist" mais recente é uma comédia singular, que narra a história de um menino espanhol que é comprado por um clube de futebol português, mais teso que um carapau.
Embora não fosse sequer racional investir 20 milhões, quando se estava aflito para vender património, o clube contaria com o Comendador para cobrir a cláusula e sem querer dar um valente spoiler nos que ainda não sabem o desfecho desta história, digo-vos só que o coitado do Oliver vai acabar por andar numa "roda" viva, a servir de azeite para muita pasta trocada.
SL
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Ora...o que é que tu achas?
Todos temos opinião sobre o Sporting, mas será que a nossa forma de ver é semelhante à da maioria? Será que o que te preocupa é o mesmo do que todos os outros sportinguistas?
Aqui no lado direito deste post tens a oportunidade de votar e consultar a tua e as demais opiniões sobre o estado actual, a evolução e as fragilidades do nosso clube.
Expressa a tua opinião nos 4 surveys. No final, as confirmações ou as surpresas serão motivo de reflexão e consequente post aqui do escriba.
Obrigado a todos.
SL
Aqui no lado direito deste post tens a oportunidade de votar e consultar a tua e as demais opiniões sobre o estado actual, a evolução e as fragilidades do nosso clube.
Expressa a tua opinião nos 4 surveys. No final, as confirmações ou as surpresas serão motivo de reflexão e consequente post aqui do escriba.
Obrigado a todos.
SL
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