O que vale um derby quando estamos a 5 pontos do 2º lugar e a 8 do 1º? Para mim, vale muito. Pode não servir para mais do que encurtar distâncias para o líder da tabela, mas essa também se torna importante para devolver alguma verdade aos números desta época. Não vejo o Sporting inferior aos seus rivais. Não tem um plantel inferior, não tem um treinador mais limitado, não tem uma massa adepta que lhe impeça de fazer uma temporada super-suportada nas bancadas.
O que faltou ao Sporting para estar a par e passo dos seus competidores ao título foi pouco, mas foi decisivo. Algum desnorte na construção do plantel (com apostas em jogadores que foram pensados como decisivos e não justificaram esse estatuto), alguma falta de concentração em jogos de vitória obrigatória e como não podia deixar de ser os habituais erros de arbitragem absurdos (empate em Guimarães, empate no Nacional, derrota na Luz, etc). A equipa abanou bastante e embora nunca tenha caído em nenhum precipício, deixou-se afundar num marasmo exibicional que a distanciou da forma da época passada. O verniz entre o treinador e alguns jogadores ameaçou estalar, mas o ponto de ordem foi feito, pena que tarde demais para recuperar o tempo perdido.
Mas 8 pontos de distância não espelha minimamente a diferença (se é que existe) entre Benfica e Sporting e é isso que a nossa equipa tem de demonstrar no Sábado. Uma vitória, mais do que devolver esperança (5 pontos a tão poucos jogos do fim é uma distância enorme) devolverá a confiança aos jogadores, adeptos e treinador, a confiança de que evitando alguns dos erros cometidos este ano, estaremos em plenas condições de voltar a estar noutro patamar na próxima temporada. A questão da arbitragem será mais complexa e exigirá uma concertação de factores que não controlamos.
SL
PS - Ah...e na verdade estou-me a cagar para quem ganha o título.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Os putos não ganham títulos
A frase do título já foi amplamente discutida e é mesmo a opinião de muitos adeptos (e não só) do futebol cá do burgo. Devo dizer que acho a frase (ou o seu contrário) um preconceito absolutamente estúpido. Primeiro porque a idade de um jogador é só um dos seus atributos e nem é especialmente relevante. Há jogadores com 24 anos com bastante mais maturidade do que veteranos de 34, já que nem sempre os jogadores sabem acumular a experiência da mesma forma e existem jovens que precocemente desenvolvem comportamentos inatos que os levam a superar a normal "falta de jogo" em competições de alto nível.
Aliás cada vez mais um jogador de 34 anos pode conseguir performances atléticas comparáveis a atletas 10 anos mais jovens, variando sim no tempo de recuperação que será obrigatoriamente mais longo. O dogma da idade é acima de tudo um arquétipo desusado que cada vez mais se prova inútil e até limitativo da forma como se olham os jogadores e as equipas. Ao ver o Mónaco ou o Leipzig jogar entendemos facilmente que é preferível ter uma formação de média de idades bastante baixa e muito talento a ter uma média de idades mais elevada, muito mais experiente, mas menos talentosa. O diferencial é o talento e não a idade.
O que devemos cada vez mais considerar como fulcral nestas análises é o factor "momento". Qual é o momento do atleta? Está confiante, sem lesões, confia no treinador, encaixa-se bem no onze, desenvolve bem o plano de jogo, está adaptado à língua e ao estilo de jogo da competição, está confortável com os objectivos do clube? O momento é tudo isto e muito mais, mas é neste círculo de dados que devemos posicionar considerações ou comparações. Num dado momento o jogador A pode estar mais apto que um jogador B, por qualquer das razões acima descritas, mas nunca por ser mais novo ou mais velho.
Convém até desmistificar a ideia de progressão linear na carreira dos jogadores de futebol. De ano para ano, os jogadores não evoluem de forma automática, evoluem conforme as suas experiências de jogo. Podem até regredir se jogarem pouco, se jogarem mal, se tiverem lesões graves, se a equipa tiver pretações bastante abaixo das suas metas. Lembro-me facilmente de jogadores que eram bem melhores aos 21 ou 22 anos do que aos 27 ou 28 anos.
Os putos ganham efectivamente títulos. Especialmente os bons.
SL
Aliás cada vez mais um jogador de 34 anos pode conseguir performances atléticas comparáveis a atletas 10 anos mais jovens, variando sim no tempo de recuperação que será obrigatoriamente mais longo. O dogma da idade é acima de tudo um arquétipo desusado que cada vez mais se prova inútil e até limitativo da forma como se olham os jogadores e as equipas. Ao ver o Mónaco ou o Leipzig jogar entendemos facilmente que é preferível ter uma formação de média de idades bastante baixa e muito talento a ter uma média de idades mais elevada, muito mais experiente, mas menos talentosa. O diferencial é o talento e não a idade.
O que devemos cada vez mais considerar como fulcral nestas análises é o factor "momento". Qual é o momento do atleta? Está confiante, sem lesões, confia no treinador, encaixa-se bem no onze, desenvolve bem o plano de jogo, está adaptado à língua e ao estilo de jogo da competição, está confortável com os objectivos do clube? O momento é tudo isto e muito mais, mas é neste círculo de dados que devemos posicionar considerações ou comparações. Num dado momento o jogador A pode estar mais apto que um jogador B, por qualquer das razões acima descritas, mas nunca por ser mais novo ou mais velho.
Convém até desmistificar a ideia de progressão linear na carreira dos jogadores de futebol. De ano para ano, os jogadores não evoluem de forma automática, evoluem conforme as suas experiências de jogo. Podem até regredir se jogarem pouco, se jogarem mal, se tiverem lesões graves, se a equipa tiver pretações bastante abaixo das suas metas. Lembro-me facilmente de jogadores que eram bem melhores aos 21 ou 22 anos do que aos 27 ou 28 anos.
Os putos ganham efectivamente títulos. Especialmente os bons.
SL
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Dios nos livre
Teo de volta? Ele diz que sim. Eu desejava que não, mas parece-me que com a idade com o rapaz já tem e com mais uma época para esquecer a nível disciplinar e exibicional...provavelmente é o desejo do Colombiano que vai ser cumprido e não o meu.
Ainda assim, tenho a esperança que exista algum clube chinês ou arábico que tenha uns cobres para levar este jogador, sendo que para ele, deve ser já igual ao litro competir em Portugal ou noutro país qualquer.
Não me entendam mal, gosto do Teo como jogador...acho mesmo que quando se resolve a jogar à bola e a entregar-se à sua actividade profissional é uma solução excelente. O pior é que isso sucede de tempos a tempos com enormes hiatos de infantilidade e primadonice extrema. Sinceramente, não é um risco que o Sporting deva correr, se for possível.
SL
Ainda assim, tenho a esperança que exista algum clube chinês ou arábico que tenha uns cobres para levar este jogador, sendo que para ele, deve ser já igual ao litro competir em Portugal ou noutro país qualquer.
Não me entendam mal, gosto do Teo como jogador...acho mesmo que quando se resolve a jogar à bola e a entregar-se à sua actividade profissional é uma solução excelente. O pior é que isso sucede de tempos a tempos com enormes hiatos de infantilidade e primadonice extrema. Sinceramente, não é um risco que o Sporting deva correr, se for possível.
SL
terça-feira, 18 de abril de 2017
A apagar fogos com chá e scones?
Cânticos ofensivos, objectos arremessados para campo, very lights, petardos, declarações incendiárias emanadas de cartilhas de propaganda, claques não oficiais a receber apoios oficiais…enfim todo um cardápio de inoperância da Liga e da FPF que vai ao encontro de uma superlativa negligência. É grave e um dia pode gerar consequências muito mais graves que bate-bocas deselegantes. Mas o que fazem as instâncias mandatadas para cuidar que nada disto suceda, ou pelo menos, que nada disto suceda de forma impune? Nada. Míseras multas que não chegam sequer para desmotivar o completo hooliganismo que tomou conta das claques e dos dirigentes que as suportam.
Chegámos ao cúmulo de ver dirigentes a subir na cadeia de comando da UEFA, enquanto o nosso futebol vai estalando de incompetência e laxismo. Dizem que a culpa é dos clubes, que retalham o poder da FPF e Liga, retirando-lhes capacidade de intervenção e manobra, esvaziando-lhe a autoridade e independência. Rio-me desta análise. É quase como se encolhêssemos os ombros, aceitando que os “ladrões” controlem os “polícias”. Aceitamos realmente que os infractores tenham mais poder que os que devem punir e evitar as infracções? É assim tão fácil desresponsabilizar pessoas que foram eleitas e ganham muitos milhares de euros mensalmente para ficarem imóveis perante o banditismo crescente do nosso futebol?
Urge uma profunda reflexão e um apontar de dedos a quem se diz “responsável” por organismos a quem compete defender o espectáculo e os espectadores do futebol. Se não se sentem capazes ou autónomos para tomar medidas exemplares e estruturais, que se demitam oficialmente. É que fingir que se toma um chá na sala enquanto a casa arde é, além de ridículo, um passo seguro rumo à desgraça.
SL
sexta-feira, 7 de abril de 2017
De Janela para o abismo
Adorei o spin que o Benfica encontrou para justificar os briefings do Janela aos paineleiros. A fuga para a frente que foi o assumir da cartilha como sinónimo de organização e eficiência comunicacional é absolutamente divinal e tão podre de argumentos como a honestidade desse poeta de propaganda chamado Carlos Janela.
Alguém que tenha lido 2 ou 3 linhas do documento partilhado entende exactamente o que aquilo é e só um mentecapto poderá defender que é sintoma de qualquer coisa que alguém se pode orgulhar. Aquele documento é um manual de demências em forma de argumentos, mal arrebanhado e sobretudo ofensivo para quem se apresenta num programa de televisão como um agente independente, com voz própria.
A distorção moral que levou a alguém no Benfica a ter algum dia imaginado ser útil enviar documentos com dezenas de páginas recheadas de falsidades, invenções, teorias da conspiração e todo um arsenal de pseudo-factos é assinalável, mas não é surpreendente. Faz parte de uma forma de estar no desporto que condiz com a mentalidade do seu presidente, que lembremo-nos “foi educado” seguindo máximas do seu “mestre” e amigo pessoal, Pinto da Costa. Vencer justifica tudo, acumular poder justifica todos os expedientes e a divergência interna ou externa será sempre punida severamente. Na doutrina de PInto da Costa e Vieira não existe espaço para mais nada que não seja a obediência total e a rendição absoluta ao que o “presidente” diz e faz. E incomoda tanto a opinião “livre” que urge sempre a necessidade de afunilar a opinião pública na direcção da perfeita adoração, do elogio permanente e da total ausência de questões incómodas.
O que verdadeiramente significa a cartilha de Janela? Para mim é uma submissão voluntária do espírito crítico ao pensamento único e completamente favorável a todo e qualquer expediente. Os media tenderão a reflectir cada vez mais uma agenda uniformizada e controlada e não uma visão diversificada e crítica. Se isto mostra organização e inovação? Sim, mostra, mas o resultado da mesma não podia ser mais negativo. Se todos imitassem o Benfica, o diálogo era inexistente e impossível de atenuar discordâncias e sabemos ao que isso leva ao fim de algum tempo. Joseph Goebbels foi um génio, um inovador, mas dificilmente existirá alguém que o cite como bom exemplo e não vejo a História a celebrá-lo como algo de que nos devemos orgulhar.
SL
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Polvo à mineiro
Todos sabiam que haviam briefings, todos já tinham topado a lábia lampiã de janela, mas faltavam provas.
Agora já existem (vejam aqui:http://bit.ly/2nDqze1) e isso só demonstra por A + B que a instrumentalização dos media no Benfica não só é coordenada como paga e isto é um verdadeiro polvo de comunicação.
Não sei como vão reagir os directores de estações televisivas ou os chefes de redação dos jornais e rádios, mas se existisse um pingo de dignidade, de transparência ou respeito pelo público, estes avençados eram todos corridos. Mas isto sou eu a imaginar que vivemos num país de pessoas que se regem por regras de boa conduta e respeito pelo que fazem.
SL
Agora já existem (vejam aqui:http://bit.ly/2nDqze1) e isso só demonstra por A + B que a instrumentalização dos media no Benfica não só é coordenada como paga e isto é um verdadeiro polvo de comunicação.
Não sei como vão reagir os directores de estações televisivas ou os chefes de redação dos jornais e rádios, mas se existisse um pingo de dignidade, de transparência ou respeito pelo público, estes avençados eram todos corridos. Mas isto sou eu a imaginar que vivemos num país de pessoas que se regem por regras de boa conduta e respeito pelo que fazem.
SL
terça-feira, 4 de abril de 2017
Descalcem a bota
O Sporting fez várias participações ao Conselho de Disciplina pedindo castigos a atletas, treinador e dirigentes. Fez também uma queixa ao IPJ por apoios ilegais às claques do Benfica (que não estão legalizadas).
E fez muito bem. Não que espere grandes consequências, rigor ou sequer tratamento igual ao que nos tem sido dado pelas mesmas instâncias, mas porque é bom assinalar a todo o desporto nacional que não andamos a dormir e muito menos comemos (injustiças) e calamos.
Há quem não goste destas denúncias sem ser parte interessada, mas convém lembrar a essas pessoas que muito pior seria se adoptássemos uma postura passiva e desusadamente neutra nesta guerra sem quartel que os lampiões nos têm dado. É preciso colocar Vieira e os seus advogados com a certeza de que o Sporting responde quando atacado e que o tempo em que os punhos de renda massajavam as acções de guerrilha encarnadas, acabou.
Desenganem-se os que acharem que estamos a exagerar nas denúncias ou pedidos de castigo, pois de uma coisa eu tenho a certeza, no nosso lugar os nossos rivais fariam muito mais e muito pior do que nós fazemos.
Cabe agora aos juízes descalçar a bota que nós enviámos, expondo-se ridiculamente à tendência que têm em proteger certos clubes e perseguir outros.
SL
P.S. - Não deixa de ser algo poético que Samaris venha a ser castigado sobre a mesma moldura que foi Slimani por um acto muito semelhante sobre...o próprio.
E fez muito bem. Não que espere grandes consequências, rigor ou sequer tratamento igual ao que nos tem sido dado pelas mesmas instâncias, mas porque é bom assinalar a todo o desporto nacional que não andamos a dormir e muito menos comemos (injustiças) e calamos.
Há quem não goste destas denúncias sem ser parte interessada, mas convém lembrar a essas pessoas que muito pior seria se adoptássemos uma postura passiva e desusadamente neutra nesta guerra sem quartel que os lampiões nos têm dado. É preciso colocar Vieira e os seus advogados com a certeza de que o Sporting responde quando atacado e que o tempo em que os punhos de renda massajavam as acções de guerrilha encarnadas, acabou.
Desenganem-se os que acharem que estamos a exagerar nas denúncias ou pedidos de castigo, pois de uma coisa eu tenho a certeza, no nosso lugar os nossos rivais fariam muito mais e muito pior do que nós fazemos.
Cabe agora aos juízes descalçar a bota que nós enviámos, expondo-se ridiculamente à tendência que têm em proteger certos clubes e perseguir outros.
SL
P.S. - Não deixa de ser algo poético que Samaris venha a ser castigado sobre a mesma moldura que foi Slimani por um acto muito semelhante sobre...o próprio.
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