segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Clássicos

Adeptos do Benfica queixam-se do árbitro. Adeptos do Porto queixam-se do árbitro. Sinceramente, como adepto do Sporting dou razão (ou retiro-a) a ambos. Razões de queixa assistem a ambas as equipas, mas não me parece que Jorge Sousa tenha desequilibrado a partida em favor de qualquer um. Há claramente um fora-de-jogo mal assinalado em desfavor do Porto (atenção que não se pode falar em golo anulado, já que o apito já tinha soado anteriormente) e provavelmente um penalti de Luisão.
Do outro lado, o Benfica pode queixar-se de algumas entradas de jogadores do Porto que podiam ter tido sanções disciplinares mais graves.

No deve e no haver, com uma arbitragem que espalhou erros por toda a partida e por ambos os conjuntos, só se pode concluir que não foi pela arbitragem que o jogo terminou com um empate, mas sim pela ineficácia dos anfitriões e pela táctica à "pequeno" dos benfiquistas. E aqui merece um especial destaque a perda de "gás" que a equipa nortenha vem a demonstrar em frente à baliza, expondo um Porto com mais fragilidades do que revelou no início da época. Há cada vez mais analistas que já entenderam que a equipa de Sérgio Conceição tem pouca profundidade táctica, ou o plano A resulta, ou não há nada a fazer e o "disco riscado" repete-se pelos 90 minutos, sem capacidade para ir muito mais além de substituir peças.

O Benfica foi mais do mesmo frente aos rivais que lutam pelo título. Uma equipa escondida, remetida a 40 metros, com as linhas quase juntas...a rezar para que nenhuma bola entre na sua baliza. É a cena de Rui Vitória, que assenta as suas hipóteses de sucesso na perda de poucos pontos nos outros jogos, dando de barato que ficaria feliz com 4 empates nos "clássicos". Valha ao menos a verdade, não tremeu tanto como seria esperado, mas também não deixa de ser evidente que se o Porto tem marcado alguma das oportunidades que teve, veríamos o lado mais negro desta equipa - ou seja - a incapacidade para esticar a manta para também atacar.

Já no outro clássico, o de Lisboa, o Sporting fez serviços mínimos para levar de vencida o Belenenses. E, diga-se, que devia ter sido mais que o suficiente. Várias ocasiões de golo desperdiçadas e um nervosismo (mais nas bancadas do que no rectângulo de jogo) desnecessário são lados da mesma moeda e convém que todos os adeptos se vão consciencializando que há muitos jogos onde é preciso sofrer. Nem todas as vitórias são "à vontadinha", nem todos os 3 pontos são "na descontra". O Belenenses também joga, e mesmo que pouco, joga.

A própria equipa do Sporting também tem de adquirir mais pragmatismo, não se podem perder golos em fases decisivas dos jogos, mesmo que o adversário pareça não vir a constituir ameaça à nossa baliza. Coisa que por exemplo não aconteceu em Paços de Ferreira, equipa que repetidas vezes ameaçou perigar a nossa vitória. Mais foco e concentração na decisão é fundamental, entendendo que golos perdidos podem ser o caminho para a perda de pontos. Mais do que por vezes avançar no marcador, é decisivo retirar confiança ao adversário...afastando-o de vislumbrar a obtenção de pontos.

SL

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