quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Lá por fora

Espanha
Na frente, Real Madrid junta-se a uns surpreendentes Celta e Villareal. Barça e Atl.Madrid seguem-se com 1 ponto de atraso. Valência começou mal o campeonato (é 9º classificado) e o Sevilha é o último da tabela com 2 empates e 3 derrotas em 5 jornadas.

França
Na frente nada de novo, PSG lidera, seguido de um St.Ettiene a fazer jus a outras épocas do seu historial. Mónaco e Marselha estacionaram a meio da tabela, Bordéus começa mal (outra vez) e o último classificado é o Montpellier que amealhou apenas 1 ponto em 6 jogos disputados.

Italia
Um surpreendente Inter lidera já isolado, tendo a Fiorentina a 3 pontos. A Juve está a recuperar e já anda pelo meio da tabela onde também estão os crónicos Nápoles, Milan, Roma e Lazio. Arranque impressionante do Sassuolo e Chievo que se mantêm na zona "europeia".

Alemanha
Para já o Dortmund vai acompanhando a pedalada de Bayern (que lidera), no topo apenas o Hertha é caso para destacar (segue em 5º). Péssimo arranque do promissor Monchengladbach (1 vitória em 6 partidas) e mau início do Leverkussen (já segue em 11º com 3 derrotas).

Inglaterra
O caminho perfeito do City acabou com derrota em casa frente ao fantástico West Ham, mas ainda assim lidera 2 pontos à frente do rival United. Leicester de Ranieri segue em 4º tendo atrás de si Arsenal e Everton. Chelsea e Liverpool começaram mal e seguem em 15 e 13º respectivamente.

SL


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

4 para 2

Duas posições no meio campo. William, Adrien, João Mário e Aquilani. 4 jogadores. Em princípio, dois irão para o banco. Mas terá mesmo de ser assim? No sistema de JJ de 2 médios, 2 alas e 2 avançados parece quase impossível que Adrien e João Mário estejam em campo juntos. Adaptar-se-á o modelo aos jogadores? Ou será inflexível?

Todos os analistas defendem que JJ será fundamentalista no modelo táctico e que dos 3 titulares da época passada, um terá de passar mais tempo no banco esta temporada. Eu compreendo que o histórico do treinador aponta esse cenário. Mas também sei que JJ não será capaz de retirar força ao 11 apenas porque prefere jogar só com 2 médios...e valha a verdade não têm sido as alas ou o ataque os sectores mais seguros e convincentes da equipa.

Não me espantaria nada se ao regresso de William se juntasse uma mudança no modelo, voltando a um esquema mais semelhante ao de Jardim e Marco Silva...com João Mário no vértice do triângulo ou mesmo num sistema híbrido com João Mário mais avançado ainda no terreno, principalmente em jogos com dificuldade mais elevada (guardando o modelo de 2 avançados para jogos onde as cautelas defensivas não fossem tão necessárias).

O "cérebro" terá sem dúvida trabalho para fazer.

SL

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Indisfarçável

Já não são apenas "dores passageiras". São sintomas reais. O Sporting perdeu organização, concentração e...Carrillo. O Nacional fez muito pouco para ameaçar levar 3 pontos de Alvalade, mas fez o suficiente (e com 10 homens) para empatar. Os leões entraram bem, com dinâmica e vontade de marcar cedo...e sem nada que o justificasse...enervaram-se, foram perdendo fulgor e clareza. A meio da segunda parte o estado de ansiedade de muitos jogadores eram absoluto. Pela juventude e ainda alguma inexperiência desculpa-se Esgaio e Gelson, mas já será mais complicado justificar a nulidade de Teo, Jefferson, João Mário e principalmente Ruiz.

Foram muitas unidades abaixo do exigido. Tanto assim que quem entrou salvou o jogo. Montero e Mané combinaram para um belo golo aos 86m e André Martins andou bem perto de assistir para mais um. Fora as ideias "feitas" de que tudo é difícil e que sofrer para marcar um golo durante 60 minutos de vantagem numérica é normal...o que é visível é uma falta de confiança exagerada, em todas as fases do jogo e em quase todos os elementos do 11. Jesus saberá melhor que ninguém que a manutenção deste "estado" fará o clube perder pontos mais tarde ou cedo. Urge voltar à sala de estudo e pensar em novas peças para o tabuleiro. A ausência de Carrillo e as exibição dos laterais direitos põem toda uma ala em questão. As últimas partidas foram claras, vão ter de existir adaptações.

Problema 1
Esgaio e Gelson provaram estar demasiado verdes para resolver partidas difíceis. Evoluirão no futuro? Sim. Dão segurança para grandes embates no presente? Não. Jesus vai assumir o risco? Claro que não. Não me espantaria que nos próximos dias comece a ensaiar uma adaptação a lateral e a repensar um novo ala para a direita.

Problema 2
Ruiz. Tem muita técnica, mas encostado à linha dá pouco ao jogo, muito pouco. Não tem velocidade para "rasgar" a defesa. Não tem cruzamento para servir Slimani. Toca muito bem a bola...combina com Jefferson de forma muito elegante, mas...falta muito mais ainda. Pode-se dizer que Gelson, mesmo fazendo uma partida a coleccionar erros...foi mais preponderante que o costa-riquenho. Cansaço? Não me parece. Inadaptação ao papel de extremo? Sim.

Problema 3
A disfunção de Adrien. Este jogador não pode ser o alicerce defensivo do meio-campo. É o motor e não os travões. A equipa com Adrien a 6...estará sempre destapada. O médio simplesmente não pára quieto e em transição defensiva anda de espaço em espaço a tentar "morder" o portador de bola. Basta uma mudança de flanco e Adrien já não está no sítio certo...que venha William depressa...ou o Paulista, porque frente a uma equipa que ataque ou contra-ataque (a sério) vamos continuar a sofrer.

Problema 4
Teo está "roto". Salta à vista que está sem velocidade, repentismo, agarra-se à bola como um pugilista ao seu adversário e dá-se à marcação de forma fácil. É um estupendo jogador, mas já começa cansado as partidas. Se Ruiz dura 40m, Teo dura 25m. Mesmo um Montero em baixa de confiança vai conquistar-lhe o lugar. Eu dava-lhe 2 semanas de férias (com regime de treinos) e provavelmente tinhamos jogador a sério a partir de Novembro. Assim vai continuar a arrastar-se até à lesão.

Problema 5
Não está Carrillo. Nem vai voltar a estar. O pai do jogador já disse o adeus da praxe e parece-me que do lado do jogador está tudo resolvido. Família e empresários perfeitamente orquestrados para criar conflito e justificar a "revolta" do jogador. Há uma clara tentativa de colocar as coisas como um caso de prepotência de BdC..,é uma estratégia como outra qualquer e uma "desculpa" para não assinar a renovação. O problema agora nem é tanto o que fazer com Carrillo, mas como superar a sua falta. A equipa perde um flanco sem ele. E para mim a solução nunca será o seu regresso (o clube é muito mais importante que ele). Mas algo terá de ser feito, Jesus parece andar a experimentar...e Gelson ontem não deve ter recebido boa nota. Próximo: Mané.  Será suficiente?

SL

PS - A expulsão foi correcta atendendo ao critério. O critério é que foi exagerado. Juntando isso aos 3 penaltis por marcar (sobre Ruiz e duas bolas nas mãos em lances com Slimani e Jefferson) dá uma arbitragem horrível. E não acho que o Nacional tenha sido tão mais prejudicado. Uma coisa o árbitro fez bem...amarelou o anti-jogo. Nisso, os meus parabéns.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Provas

Hoje é dia de provar que o que aconteceu com o Lokomotiv foi apenas um acidente de percurso. Provar que a novela dramática de Carrillo não afecta a equipa. De provar que em casa, sabemos mandar e derrotar adversários sejam eles o Nacional ou CSKA ou qualquer outro. De provar que a cabeça está no sítio e que este não é apenas mais um jogo, mas o mais importante que existe para disputar.
Depois de um rival ter perdido 3 pontos, é hora de provar que aproveitamos as oportunidades para criar uma distância que pode perturbar as mentalidades lampiãs mais sensíveis.

SL

Já agora, convém também provar que nem que marquem jogos para a 24h00, nós vamos lá estar!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Igualdades

A partir de hoje os adversários do Sporting passam a estar em igualdade de circunstâncias. Todos têm jogos europeus, não há supertaças. Veremos como serão as suas segundas-partes.

SL

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Helenização das Quinas

O prometido é devido. Muitos de nós ficamos desiludidos com o tipo de jogo (não consigo chamar aquilo de táctica) que Portugal exibe na era de Fernando Santos. O problema é que muitos “fecham os olhos” à qualidade de jogo considerando que se os resultados aparecem alguma coisa estará a ser bem feita. Confunde-se o acaso com o estratégico. Se duas bolas paradas não tivessem entrado em duas partidas diferentes quase em cima do apito final, a Selecção estaria em risco de ficar em 3º lugar e não em primeiro, dando pontos aos seus rivais de apuramento directo Albânia e Dinamarca e retirando a si própria 4 pontos. É esta a distância do fracasso desta versão do Engenheiro. Dois cantos.

Acima de tudo, a “equipa de todos nós” tem uma falta de velocidade impensável, a bola e os jogadores demoram uma eternidade a “pensar” um lance ofensivo e não fora Ronaldo ter um processador 10x mais rápido e as defesas contrarias podiam ir beber cafés enquanto entravam em transição defensiva. Será falta de qualidade do elenco? A minha resposta e a minha opinião é...sim. E não.
Sim, neste momento (que já dura há vários meses diga-se) as escolhas das convocatórias e 11 titular não estão a ajudar a que esta “forma” de jogar se ultrapasse.
Não, muitos dos jogadores que participaram nas últimas partidas têm qualidade mais que suficiente para o terem feito...o problema é existir uma enorme coincidência de atletas numa fase “down” da carreira.

Vamos posição a posição para se entender melhor a coisa. Na baliza Rui Patrício não tem comprometido, bem pelo contrário...é raro (aconteceu numa partida é certo) o jogo que não salva a equipa de um ou dois intensos apuros. À direita na defesa, compreendo a adaptação de Vierinha, mas salta à vista as dificuldades defensivas do jogador, que está, ainda por cima, com peso a mais...problema que não é incomum nesta selecção. Não entendo o que dá mais à equipa que Cedric. Nos centrais, e leiam com atenção antes de me acusarem de sacrilégio...Pepe, Bruno Alves e Ricardo Carvalho serão em teoria os melhores, mas meus caros...não é no centro da defesa que reside o problema e como tal, sabendo que será muito difícil que mantenham o nível (já muito em queda...especialmente física) em clubes como o Madrid ou Mónaco...seria de todo inteligente que por exemplo Paulo Oliveira e José Fonte ou Ruben Vezo tivessem ganho muitos minutos de experiência ao mais alto nível...pois serão os que no futuro terão mesmo de jogar. Na esquerda, começa a ser doentio colocar Eliseu em jogo. O aproveitamento em qualquer fase do jogo é quase nulo, o que pesa em cima da performance do ala e do central do seu lado. Mais uma vez, não sei o que dá a mais que Guerreiro e não sabendo em que século voltará Coentrão a competir a sério...talvez não fosse má ideia optar por Antunes como segunda solução.

No centro do meio-campo, ter William como primeira opção e Danilo como suplente é um luxo, por aqui só existirá algum problema se o Tiago voltar a aparecer nas contas (sem força nem velocidade para ocupar mais de 30m de terreno). Raul Meireles há 6 anos era seleccionável e até uma boa solução, mas hoje em dia é apenas um fantasma do jogador que á foi e não é mais uma tatuagem ou mais uns cortes de cabelo que o vão recuperar para a alta-roda. Adrien e Moutinho podem fazer a melhor companhia ao 6, mas porque não jogarem ambos, avançando Moutinho? Miguel Veloso é bom de bola, mas...é mais um jogador “congelado” numa lentidão de processos, a liga ucraniana a mais não deve obrigar e compará-lo a João Mário é quase criminoso. É uma pena Sérgio Oliveira ter sido despachado para o banco no Porto, pois penso ser um médio que podia ascender à Selecção A rapidamente. Mas como em tantos momentos na vida de um seleccionador, os bons, os independentes “ajudam” à titularidade dos jogadores nos clubes chamando-os à selecção numa espécie de “wild card” quase que forçando a uma mudança de estatuto no seu clube de origem. Na alas o problema é vasto. Nani, Dani, Varela e Quaresma têm sido os escolhidos...nenhum está numa boa fase desportiva da carreira. De todos eles apenas Nani manteria como solução, mas para já não no 11 titular. É preciso ideias novas, frescas, fulgor, velocidade. Mané, Bernardo Silva e Rony Lopes são os melhores candidatos e se jogar com regularidade até Bruma e Gelson Martins podiam ser boas soluções. O problema é ter alguém que arrisque neles enquanto não se transformam em titulares absolutos nos clubes. É um risco? Claro que é. Será menor mesmo assim que andar a carregar às costas jogadores fora de forma em ciclos depressivos de valor e competência no terreno de jogo. O nome...sempre o nome.

Na frente do ataque temos uma enorme mais valia, chamado Ronaldo e o maior problema de todos, chamado ponta de lança. Não sei quanto mais tempo ou jogos vai precisar Éder para chegar ao segundo golo, mas para mim o que era preciso ver (ou não ver) está mais que visto. Mais uma vez, há bons avançados nos sub21 e não sei o que a selecção perderia em testar André Silva (a ganhar pó no Porto) ou Ricardo Valente do Guimarães.

Acima de tudo Fernando Santos está a adiar uma verdadeira revolução na Selecção, protelando a titularidade a muitos jovens, apegando-se à suposta segurança de jogadores mais experientes. Mas está à vista que o que se ganha em maturidade, perde-se em dinâmica e construção de jogo ofensivo. Resultado: um fio de jogo previsível, lento, com enormes dificuldades em criar oportunidades frente a boas selecções. Temo o pior no Euro de França. E o pior será pensar em muitos destes agora titulares como soluções para disputar uma prova no final de mais uma época desgastante e não tentar evitar os equívocos que expulsaram médicos e Paulo Bento do cargo.

Olho para o estado da selecção da Grécia e vejo muitas coisas que podem ser (mal) repetidas. Ainda acrescida pela luta entre a ProEleven e a Gestifute que vão até ao ponto de colocar seja o que for na titularidade de um clube ou selecção só para evitar que o concorrente o faça. O panorama não está famoso, os jogadores portugueses cada vez têm mais dificuldade em “furar” nos grandes e, mesmo que não se possa exigir ao seleccionador que faça apostas cegas, não vai restar outra opção a este ou ao próximo...é que convém ver que por exemplo Ricardo Carvalho e Pepe têm 37 e 33 anos. Ainda assim todo este problema é a ponta do iceberg do futebol nacional. Há tanta coisa a fazer nos escalões de formação, limitação de estrangeiros, controlo do poder de influência das marcas e empresários...que por vezes acho que os apuramentos da Selecção são uma novela visível que decorre enquanto os problemas estruturais vão alimentando fortunas no background.

SL

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Tantas dúvidas "seguras"

A segurança. A palavra maldita que representará o pecado de Fernando Santos. Jogadores envelhecidos, desgastados, propícios as lesões e a intenso desgaste no final das épocas. A próxima geração está hipotecada...pelo menos até que dê mais "segurança" ao seleccionador, o que acontecerá...bem provavelmente já não será este a sentir a confiança de ter de apostar num elenco renovado.

Jogadores como Cedric, R.Guerreiro, P.Oliveira, William, Danilo, Adrien ou Bernardo Silva já constam normalmente das opções...mas falta dar-lhes o tempo de jogo e isso é muito mais importante do que se imagina. Isso e colocar um ponta de lança, mesmo que inexperiente a rodar na equipa. Eder não é e nunca será um avançado condizente com o nível que se deseja da nossa selecção. 18 ou 19 jogos...1 golo. Será preciso dizer que por exemplo André Silva ou qualquer outro faria bem melhor?

Eliseu, Vieirinha, Dany...outros erros de casting, sem confiança ou completamente fora de forma, claramente a taparem soluções mais eficazes que tardam. O jogo da equipa é afectado...é muito lento, demasiado repetitivo, a soma das desinspirações chega a ser constrangedora. Acorda Fernando, deixa a "segurança". Olha para a Grécia e o resultado de uma geração à espera que a segurança dos "velhos" findasse.

SL