A poucas horas de um jogo que se antevê difícil, mas em que todos depositamos a confiança de ser mais um passo em frente na LE, olhamos para os jogadores disponíveis e não deixa de ser matéria de reflexão a utilidade deste plantel ter mais de que uma solução para cada lugar, que prefazendo um plantel extenso, não dá ainda assim ao Sporting garantias seguras de não poder existir perda de rendimento.
É que com a quantidade de amarelos que o Sporting sofre, a quantidade de jogos acumulados que tem e o desgaste ou lesões a isso associado...qualquer plantel, mesmo grande, torna-se ínfimo. Só para o jogo de hoje temos:
Piccini (regressa de lesão)
Lumor (não foi inscrito)
Coentrão (regressa de gripe)
Coates (suspenso)
A.Pinto (regressa de lesão)
William (suspenso)
Wendel (não foi inscrito)
Misic (impedido de ser inscrito)
Bas Dost (regressou de lesão)
Rafael Leão (lesionado)
Doumbia (lesionado)
B.Cesar (lesionado)
São 11 jogadores impedidos ou bastante condicionados, 11...
Como é óbvio, os que podem ir a jogo são mais que suficiente para poder passar a eliminatória. E assim acontecerá, desejavelmente. O problema não virá tanto agora, mas na(s) próxima(s) fase(s) da competição. Aí, não poderemos tapar ausências com remendos. Ou nos exibimos na melhor das nossas capacidades ou, naturalmente, cederemos perante equipas como Atl.Madrid, Arsenal, Lyon ou Leipzig, emblemas que lutando por lugares de apuramento de CL, não têm qualquer problema em reservar jogadores para tentar vencer esta prova da UEFA.
E exibirmo-nos no nosso máximo também irá depender de o fazermos com os nossos melhores jogadores. Fica a dica...
Hoje irão a jogo, previsivelmente: Patrício, Ristovsky, Coentrão, Mathieu e A.Pinto (Piccini), Battaglia (Petrovic), B.Fernandes, Acuna, Gelson, Montero e Ruiz
Tendo no banco: Salin, Piccini, Petrovic, Rafael Barbosa, RR7, Dost
quinta-feira, 15 de março de 2018
terça-feira, 13 de março de 2018
Gabinetes de Crise e para onde devem ir
O que é um gabinete de crise? Podem achar que é uma estrutura definida numa determinada organização, selecionando pessoas com entendimento de uma determinada problemática, para, juntos resolverem um determinado problema.
Pois bem, o gabinete de crise anunciado, entre muitos gafanhotos por essa figura estadística do futebol português Luis Filipe Vieira não quer resolver absolutamente nada.
Pois bem, o gabinete de crise anunciado, entre muitos gafanhotos por essa figura estadística do futebol português Luis Filipe Vieira não quer resolver absolutamente nada.
Poderia ser um acto de contrição do clube e uma sapiente forma de dar tranquilidade aos adeptos encarnados, definir uma task force para avaliar, auditar e punir todos os que actuando formalmente ou informalmente em representação do clube, tivessem infringido leis, procedimentos ou regras éticas no nosso desporto. Podia até ser um grupo de pessoas que criasse por missão o esclarecimento e defesa de todas as condutas que o Benfica é acusado, quer fazendo sessões de debate com a imprensa, quer usando as redes sociais para igual plataforma com os adeptos.
Mas não. Esse clube não é, de todo, o Benfica actual. Lamento eu e todas as pessoas que amam os valores do desporto, mas o clube da Luz, é neste momento um emblema que apenas conhece dois tipos de expediente: a trapaça e a mentira. Se a trapaça não corre bem, mente-se. Se a mentira não cola, encontra-se nova trapaça. É apenas isto, um roll over de factos inventados, spin e calúnias que escondem golpadas. Golpadas que escondem silêncios comprados e sonoras mentiras.
Este gabinete de crise é, este sim, um insulto à regra mais básica e essencial da nossa democracia: a liberdade de expressão e de informação. Este sim é um acto que ERC e Sindicatos de Imprensa ou Jornalistas deveriam acusar, rasgando as vestes dramaticamente em plena companhia da memória ofendida de Eusébio da Silva Ferreira. Este sim, seria um caso para gritar Ipirangas do alto da legitimidade democrática para o fazer. Infelizmente e paradoxalmente, não há sinais de vida por parte dos nossos "bastiões de liberdade" e o tal gabinete de crise poderá cumprir, sobre passadeira vermelha, aquilo para que foi criado: a ameaça plena e vil aos meios de comunicação social, às redes sociais, a todos os que ousarem dizer a verdade sobre a mil uma noites de orgias que tiveram lugar nestes anos pelas terras de Carnide.
E porque ameaçam? Porque temem a opinião pública? Porque temem o ruído junto dos patrocinadores? Porque temem a imagem de badalhos agora perfeitamente ilustrada? Porque temem a reacção dos adeptos quando somada à derrota desportiva? Porque temem a falta de pujança no ataque à capacidade da Justiça? Porque temem o desfavor da classe política a mais um encobrimento absolutamente terceiromundista? Porque temem as explicações a dar a família e amigos? Porque temem a repetição de capas e capas com as suas caras ao lado de palavras como corrupção, vergonha ou podridão? Porque temem a corrosão dos negócios que fazem paralelamente ao futebol e tantas vezes à pendura dele?
Não sei a resposta. Mas sei essas perguntas todas. Sei também que um bando de advogados, bem pagos, fará tudo o que tiver de fazer para continuar a ser bem pago. Destruir o futebol ou o sabor de liberdade a ele associado é apenas uma questão de fee's. Pela destruição da inocência do futebol serão x milhões, pela perda de liberdade de expressão, serão y milhões e finalmente, pela chantagem e coacção de pessoas que apenas querem continuar a pensar e falar pela sua própria cabeça...essa até vai com desconto. Quem manda querer ser cidadão e enfrentar a cúpula do Direito privado português. Quem manda ousar questionar as duas redes mais mafiosas do nosso país, empreiteiros que governam clubes e advogados que governam, bem...tudo?
Meus caros. Sei bem o que o Benfica entende por Justiça e até calculo que saiba já o quanto custará tê-la, agora uma coisa vos posso garantir. O meu silêncio não se traduz em euros, nem a retirada dos meus direitos enquanto cidadão português é movida à base de ameaças com processos. Se tiver de ir a um qualquer tribunal, acusado de seja o que for que inventarem, irei com orgulho. Orgulho e profundo respeito pelos valores que me foram transmitidos por professores, pais, amigos e outras pessoas de bem.No dia em que temermos estes "gabinetes" mafiosos de coacção sobre as nossas liberdades, deixaremos de ser homens e seremos, enfim, apenas mais umas toupeira...ou e-toupeiras. Apenas mais uns figurantes, escravizados e robotizados para bater palmas aos Pedros Guerras e outras torturas que não quero, nem vou imaginar.
Deixo-vos apenas com uma última nota, que resume elegantemente aquilo que quero com este texto expressar:
"O gabinete de crise que vá para a puta que os pariu!"
"O gabinete de crise que vá para a puta que os pariu!"
SL
terça-feira, 6 de março de 2018
Responsabilidade
A recente mensagem de condolências do Benfica à Fiorentina, a propósito da morte do seu atleta David Astoria, provocou-me além de náuseas, uma súbita revolta que terei todo o gosto em partilhar com todos os que lerem este post.
1- Em parte alguma vi, li ou ouvi uma mensagem semelhante (nem sequer através dos 135 cartilheiros a soldo desse clube) aquando a morte de Marco Ficcini e faria até mais sentido que esta tivesse tido lugar;
2- Agora que é mais do que óbvio que o clube pagou, usando esquemas entre escritórios de advogados, a defesa do assassino de Marco Ficcini (além de outros criminosos que em part-time dão uma perninha nas claques encarnadas), esta mensagem de pesar é ainda mais hipócrita;
3- Não se mais alguém reflectiu num pormenor importante: ao tornar-se parte interessada e direi responsável, pelo que os seus adeptos fazem (que outra justificação haveria para pagar as elevadas despesas das suas defesas em tribunal?) o Benfica devia também assumir o ónus da compensação às vítimas. Tal como um pai ou um dono de um animal também se torna automaticamente responsável pelos danos a terceiros provocados pela um filho ou pelo Bobby tresloucado, o Benfica escolheu, de facto, assumir a “paternidade” sobre os crimes praticados.
4- A saída da prisão do assassino que tirou a vida, intencionalmente e premeditadamente, a Marco Ficcini é uma vergonha do tamanho da falta de escrúpulos de quem dirige o Benfica. A “culpa” não é do Benfica obviamente, mas sim de um sistema judicial que protege quem tem a sorte de poder pagar dezenas de milhares de euros a bons advogados. Aguardar pelo julgamento em liberdade não é uma condição que seja plausível para a dimensão do crime cometido. Há abundantes provas da gravidade do tipo de crime e contundentes dificuldades do réu a escapar de uma pena gravíssima. A hipótese de fuga ou probabilidade de ocorrência de novos crimes obrigaria sempre a outro tipo de decisão que não a libertação.
5- Todo o sistema judicial e policial está posto em causa, e olhando as últimas notícias sobre a detenção de Paulo Gonçalves, especialmente as razões porque foi preso, só posso temer pelo que este cancro chamado Benfica possa provocar no maior pilar da nossa democracia, a nossa Justiça. Isto passou há muito, as coisas “da bola”. E isso sim faz-me temer o pior pelo nosso país.
6- À família de Marco Ficcini e todas as outras a quem os adeptos do Benfica tenham causado algum dano (e defendidos pelo clube em tribunal)…aconselho vivamente a interporem um pedido de indemnização ao clube encarnado. Vão existir amplas provas de como o emblema da Luz pode ser considerado parte interessada e responsável. Mas ao fazê-lo, escolham bem o tribunal, pois nos tempos que correm até os juízes, funcionários judiciais, advogados de acusação ou responsáveis do MP podem estar na folha de pagamentos ou na lista de pedidos para receber bilhetes do Benfica.
SL
sexta-feira, 2 de março de 2018
Disciplina
Sem querer fazer qualquer juízo de valor ou moralismos e bem distante do editorial de Octávio Ribeiro sobre a "educação" de jogadores do Sporting, acho ainda assim, que o facto de em duas jornadas consecutivas termos tidos casos de jogadores (Coates em Tondela e Gelson em Alvalade) que retirando a camisola colocaram a sua utilização na partida seguinte em risco (Gelson factualmente) carece de uma observação disciplinar, não de forma retroactiva, mas sim olhando para a estupidez de isto poder voltar a repetir-se num futuro próximo.
Não conheço o regulamento disciplinar do Departamento de Futebol Profissional do Sporting, mas acho que talvez mereça alvo de nova reflexão, agravamento de multas e sua comunicação aos jogadores, muito especificamente no capítulo de infrações disciplinares (não enquadráveis em situações colectivas de jogo) que levem a uma suspensão por parte da Liga ou FPF. Mais do que dar lições de moral é preciso lidar com os jogadores como se lida com qualquer profissional de qualquer área - definindo regras - explicando a sua lógica - fazendo-las cumprir "dura lex".
Comprendo o gesto de Gelson, acho-o até aceitável. Tanto como evidente um castigo interno. Gelson é um homem e um profissional e sabia (deveria saber) que fez uma opção e como tal...tem de haver consequências. Agora, isso é um assunto interno, que deve ser tratado por quem de direito e de forma absolutamente privada. Tal como deve ter sido.
SL
Não conheço o regulamento disciplinar do Departamento de Futebol Profissional do Sporting, mas acho que talvez mereça alvo de nova reflexão, agravamento de multas e sua comunicação aos jogadores, muito especificamente no capítulo de infrações disciplinares (não enquadráveis em situações colectivas de jogo) que levem a uma suspensão por parte da Liga ou FPF. Mais do que dar lições de moral é preciso lidar com os jogadores como se lida com qualquer profissional de qualquer área - definindo regras - explicando a sua lógica - fazendo-las cumprir "dura lex".
Comprendo o gesto de Gelson, acho-o até aceitável. Tanto como evidente um castigo interno. Gelson é um homem e um profissional e sabia (deveria saber) que fez uma opção e como tal...tem de haver consequências. Agora, isso é um assunto interno, que deve ser tratado por quem de direito e de forma absolutamente privada. Tal como deve ter sido.
SL
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Rotatividade e Gestão
Confesso que não consigo compreender as regras que definem a gestão de esforço do plantel do Sporting com JJ ao comando. Isso não significa que esteja a ser mal feita ou que tenha de ser feita uma rotatividade que eu entenda. Simplesmente não atinjo o racional do que faz e quando o faz.
JJ parece confiar, mais uma época, apenas num lote muito restrito de atletas e a cada oportunidade de descansar algum jogador essencial, perde-se o timing, já que há sempre um "perigo" qualquer à espreita. As cautelas são sempre bem vindas, mas de tanta previdência, escasseiam sempre os jogos onde as segundas linhas podem conquistar algum capital de confiança, provando serem peças "dentro" do baralho.
A ideia de que JJ precisa de plantéis vastos, baralha-me completamente. Para quê? Vejo os minutos de jogos oficiais de alguns jogadores e à parte das necessidades de treino, não vejo qualquer justificação para que um activo passe uma temporada a somar banco ou nem isso. Sim, o nível de exigência é elevado, mas porventura, aumentará ainda mais ao longo da época em vez de suceder o contrário.
À medida que os habitués vão somando jogos, vão adquirindo ritmo e chegando a níveis de elite. Quando precisam de repousar, os que os deviam substituir estão perros e demasiado ansiosos por provar em míseros minutos o que valem, sabendo que poderão ter de esperar meses até à próxima "aberta". Este é um problema factual, que acresce de relevância à medida que o Sporting se mantém em todas as provas e há real necessidade de dividir o esforço competitivo de jogos de 3 em 3 dias.
O dinheiro não estica e vale a pena justificar que JJ não tem provavelmente o plantel que desejaria, mas ainda assim é preciso dizer que os treinadores em Portugal têm de possuir alguma arte de fazer muito com orçamentos médios (olhando a média europeia), sendo que o Sporting tem a vantagem de ter uma massa associativa que adora que sejam lançados novos valores, acarinhando com muita paciência o crescimento da sua cantera na equipa principal.
E isto entronca directamente na política de gestão da equipa B que tem sido relevada para um papel completamente secundário e assumida como depositário de jogadores sem margem de crescimento ou experiências de mercado. Quando o plantel principal precisa de algo suplementar, deixou de ser a referência para entregar soluções e JJ tem preferido remendar com adaptações dentro do plantel principal, esvaziando a lógica da equipa B.
Rafael Leão é a excepção que confirma, mais do que a resistência de JJ a recorrer à equipa B, a ausência de jogadores jovens com potencial para fazer a transição.
Aconteça o que acontecer, estar permanentemente a ouvir JJ a queixar-se do excesso de esforço em cima dos seus ateltas, quando muitos do que estão no plantel têm tão poucos jogos, levanta-me uma questão cada vez mais importante: o problema será da qualidade dos jogadores suplentes ou da "confiança" que lhe é dada por JJ?
SL
JJ parece confiar, mais uma época, apenas num lote muito restrito de atletas e a cada oportunidade de descansar algum jogador essencial, perde-se o timing, já que há sempre um "perigo" qualquer à espreita. As cautelas são sempre bem vindas, mas de tanta previdência, escasseiam sempre os jogos onde as segundas linhas podem conquistar algum capital de confiança, provando serem peças "dentro" do baralho.
A ideia de que JJ precisa de plantéis vastos, baralha-me completamente. Para quê? Vejo os minutos de jogos oficiais de alguns jogadores e à parte das necessidades de treino, não vejo qualquer justificação para que um activo passe uma temporada a somar banco ou nem isso. Sim, o nível de exigência é elevado, mas porventura, aumentará ainda mais ao longo da época em vez de suceder o contrário.
À medida que os habitués vão somando jogos, vão adquirindo ritmo e chegando a níveis de elite. Quando precisam de repousar, os que os deviam substituir estão perros e demasiado ansiosos por provar em míseros minutos o que valem, sabendo que poderão ter de esperar meses até à próxima "aberta". Este é um problema factual, que acresce de relevância à medida que o Sporting se mantém em todas as provas e há real necessidade de dividir o esforço competitivo de jogos de 3 em 3 dias.
O dinheiro não estica e vale a pena justificar que JJ não tem provavelmente o plantel que desejaria, mas ainda assim é preciso dizer que os treinadores em Portugal têm de possuir alguma arte de fazer muito com orçamentos médios (olhando a média europeia), sendo que o Sporting tem a vantagem de ter uma massa associativa que adora que sejam lançados novos valores, acarinhando com muita paciência o crescimento da sua cantera na equipa principal.
E isto entronca directamente na política de gestão da equipa B que tem sido relevada para um papel completamente secundário e assumida como depositário de jogadores sem margem de crescimento ou experiências de mercado. Quando o plantel principal precisa de algo suplementar, deixou de ser a referência para entregar soluções e JJ tem preferido remendar com adaptações dentro do plantel principal, esvaziando a lógica da equipa B.
Rafael Leão é a excepção que confirma, mais do que a resistência de JJ a recorrer à equipa B, a ausência de jogadores jovens com potencial para fazer a transição.
Aconteça o que acontecer, estar permanentemente a ouvir JJ a queixar-se do excesso de esforço em cima dos seus ateltas, quando muitos do que estão no plantel têm tão poucos jogos, levanta-me uma questão cada vez mais importante: o problema será da qualidade dos jogadores suplentes ou da "confiança" que lhe é dada por JJ?
SL
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
O direito a não validar o sistema
A maior justificação para a razoabilidade da sugestão feita por BdC aos sócios e adeptos do Sporting para vincarem a sua indignação com a comunicação social foi dada pela própria. Infelizmente, a resposta foi corporativista, persecutória, revanchista e sem a mínima capacidade ou vontade de entender o que sente o Sporting como um coletivo de pessoas. O que BdC colocou como condição para evitar fazer posts no seu facebook, foi entendido (e que jeito dá isto…) como ataque directo da Presidência, à liberdade da imprensa. Porquê? Por acaso o Presidente do Sporting pediu que se restringisse o acesso da CS aos canais habituais do clube? Pediu que se agredisse ou sequer se injuriassem os jornalistas? Pediu que exercesse algum controlo ou impedimento dos meios às notícias que querem investigar ou realizar? Não!
Escapa convenientemente a quem dirige jornais, tvs e demais meios, que o que levou BdC a fazer a sugestão que fez, é algo que os adeptos e sócios do Sporting há muito pedem ao seu clube. Eu próprio, nesta página, já defendi inúmeras vezes que o tratamento de que somos alvo por parte de alguns jornais e tv’s não é passível de continuar e teria de ser objecto de alguma manifestação firme de desagrado. A opção de sugerir uma vasta expressão de não consumo é até a versão mais light dessa tomada de posição. Eu teria extendido o boicote ao próprio clube, mesmo sabendo que há compromissos a respeitar com patrocinadores.
Qualquer patrocinador deverá também aceitar que surgir constantemente a sponsorizar um clube que não faz nada certo, tudo o que produz e defende é ridicularizado e está sempre associado a polémicas empoladas ou até inventadas, é um cenário muito pouco lucrativo para o dinheiro que investiu.
Também para os nossos patrocinadores, o estatuto do Sporting e o respeito pela sua imagem pública, deveria ser uma batalha que valerá muito a pena ser travada.
Mas voltando ao cenário actual, é para mim muito revelador que a maioria dos jornalistas e dirigentes da nossa Comunicação Social não entenda minimamente o que está a acontecer na mente coletiva dos Sportinguistas. Se a relação já não era pacífica na era pré-BdC, piorou bastante com a entrada dos actuais corpos directivos. Quiseram e querem à força instigar oposição interna, promovendo incessantes campanhas sujas de difamação e patetização, fazendo acreditar a quem o queira que o Sporting tem ao seu comando um crápula, tonto e ditador, não hesitando nunca atropelar todo e qualquer código deontológico nesse processo. A chegada das revelações do caso dos emails do Benfica só acentuou as certezas de muitos sportinguistas. Esta permanente oposição da mídia à governação do Sporting não só não é nada inocente, como é patrocinada e alimentada por interesses do nosso rival. Toda a rede de “meninos queridos” que se abriga nas várias redações de jornais e tv’s, não só participa voluntariamente na “caça ao Bruno”, como entende claramente que é um favor que fazem ao establishment encarnado. E isso nunca os preocupou.
Como achariam que os sportinguistas iriam reagir, mais tarde ou mais cedo? O que a classe jornalista achou que iria acontecer depois de em duas semanas terem dado guarida e palanque a todos os que quisessem assassinar a legitimidade da direcção a realizar a passada AG de dia 17? A todos os que quiseram inventar perigos para a democracia interna do nosso clube? O que a classe jornalista achou que restaria de uma relação que já era má, quando escolhe deliberadamente e sempre o lado da notícia que denigre mais o clube? O que a classe jornalista imaginou que resta aos sportinguistas fazer para tentar manifestar o seu profundo nojo e ódio pelo tratamento que o nosso clube merece, dia após dia, capa após capa, debate após debate?
A função da imprensa é reportar dados concretos, analisar, reflectir sobre os mesmos e numa versão já pós-moderna emitir opinião, sempre numa posição equidistante e imparcial. Deviam ser os primeiros a entender o que sentem os sportinguistas e a entender o que leva BdC a fazer a sugestão que fez. Não são então os mais informados? Não são os que mais compreendem a “Big Picture”? Não são os que nada lhes escapa? Se são, não parecem. A reação os OCS é muito semelhante à daqueles garotos que passam a vida a “picar” um miúdo mais velho e quando este perde a paciência e lhes manda um berro, correm para abraçar as pernas dos pais, chorando e acusando o outro de o ter agredido. Nenhum jornalista a sério, inteligente e leitor eficaz do momento do nosso panorama desportivo, terá qualquer dificuldade em entender que BdC mais não fez do que dar corpo a uma profunda indignação (e geral) dos adeptos, que surge na natural reação a um tratamento abaixo do digno e muito abaixo do correcto.
Preferiram apontar os dedos a BdC, acusando-o de atentar contra a liberdade de imprensa. A cobardia mascarou-se de coragem e preferiu acusar um presidente em vez de um clube como um todo. Navegando numa imagem já há muito queimada pelos mesmos, preferiram meter-se com o indivíduo em vez de enfrentar os adeptos. Fingindo acreditar que os adeptos sportinguistas não partilham com o seu Presidente (mais uma vez validado por 90%) da necessidade de vincar o profundo nojo que nos dá o estado actual da nossa imprensa e a sua subserviência a interesses pró-Benfica. Nós não somos tontos, nem nos escapa a sede de sangue que alimenta as vendas, os shares e as polémicas que pagam as horas de live e os carácteres impressos. Não estamos a Leste do que significa “alinhamento editorial” e muito menos nos passa ao lado a forma absolutamente inacreditável como somos o patinho feio do futebol português, sempre a jeito para ridicularizar as nossas ambições, a menorizar os nossos feitos, a ignorar a nossa contribuição e a nossa importância para a sobrevivência dos seus próprios interesses.
O que é primordial é servir, doses massivas da glória imperial do Benfica. Isso fazem-no bem, mesmo que muito à custa do nosso eterno rebaixamento. Mais do que ficarem chocados com a sugestão de BdC, assusta-os que fiquem sozinhos a vender jornais e a emitir programas para os nossos rivais. Assusta-os que não consigam distinguir entre o que é a Direção e os adeptos do clube, assusta-os verdadeiramente que o Sporting esteja unido e por uma vez defenda os seus interesses, recorrendo a tudo o que é a nossa imensa força popular e social. Assusta-os que nós, Sporting, ameacemos a narrativa que demoraram anos a impor. A narrativa de um emblema frágil, convulso, desunido e errático.
Esta é uma luta meritória, de quem não aceita continuar a ser denegrido, atacado e desinformado. Tão e só isso. Um pacto entre pessoas que não consegue ver o seu clube retratado na imprensa de forma digna e verdadeira. Não é uma luta de BdC, é uma luta de todos os que queremos que o clube cresça e cumpra o desígnio dos seus fundadores.
SL
Escapa convenientemente a quem dirige jornais, tvs e demais meios, que o que levou BdC a fazer a sugestão que fez, é algo que os adeptos e sócios do Sporting há muito pedem ao seu clube. Eu próprio, nesta página, já defendi inúmeras vezes que o tratamento de que somos alvo por parte de alguns jornais e tv’s não é passível de continuar e teria de ser objecto de alguma manifestação firme de desagrado. A opção de sugerir uma vasta expressão de não consumo é até a versão mais light dessa tomada de posição. Eu teria extendido o boicote ao próprio clube, mesmo sabendo que há compromissos a respeitar com patrocinadores.
Qualquer patrocinador deverá também aceitar que surgir constantemente a sponsorizar um clube que não faz nada certo, tudo o que produz e defende é ridicularizado e está sempre associado a polémicas empoladas ou até inventadas, é um cenário muito pouco lucrativo para o dinheiro que investiu.
Também para os nossos patrocinadores, o estatuto do Sporting e o respeito pela sua imagem pública, deveria ser uma batalha que valerá muito a pena ser travada.
Mas voltando ao cenário actual, é para mim muito revelador que a maioria dos jornalistas e dirigentes da nossa Comunicação Social não entenda minimamente o que está a acontecer na mente coletiva dos Sportinguistas. Se a relação já não era pacífica na era pré-BdC, piorou bastante com a entrada dos actuais corpos directivos. Quiseram e querem à força instigar oposição interna, promovendo incessantes campanhas sujas de difamação e patetização, fazendo acreditar a quem o queira que o Sporting tem ao seu comando um crápula, tonto e ditador, não hesitando nunca atropelar todo e qualquer código deontológico nesse processo. A chegada das revelações do caso dos emails do Benfica só acentuou as certezas de muitos sportinguistas. Esta permanente oposição da mídia à governação do Sporting não só não é nada inocente, como é patrocinada e alimentada por interesses do nosso rival. Toda a rede de “meninos queridos” que se abriga nas várias redações de jornais e tv’s, não só participa voluntariamente na “caça ao Bruno”, como entende claramente que é um favor que fazem ao establishment encarnado. E isso nunca os preocupou.
Como achariam que os sportinguistas iriam reagir, mais tarde ou mais cedo? O que a classe jornalista achou que iria acontecer depois de em duas semanas terem dado guarida e palanque a todos os que quisessem assassinar a legitimidade da direcção a realizar a passada AG de dia 17? A todos os que quiseram inventar perigos para a democracia interna do nosso clube? O que a classe jornalista achou que restaria de uma relação que já era má, quando escolhe deliberadamente e sempre o lado da notícia que denigre mais o clube? O que a classe jornalista imaginou que resta aos sportinguistas fazer para tentar manifestar o seu profundo nojo e ódio pelo tratamento que o nosso clube merece, dia após dia, capa após capa, debate após debate?
A função da imprensa é reportar dados concretos, analisar, reflectir sobre os mesmos e numa versão já pós-moderna emitir opinião, sempre numa posição equidistante e imparcial. Deviam ser os primeiros a entender o que sentem os sportinguistas e a entender o que leva BdC a fazer a sugestão que fez. Não são então os mais informados? Não são os que mais compreendem a “Big Picture”? Não são os que nada lhes escapa? Se são, não parecem. A reação os OCS é muito semelhante à daqueles garotos que passam a vida a “picar” um miúdo mais velho e quando este perde a paciência e lhes manda um berro, correm para abraçar as pernas dos pais, chorando e acusando o outro de o ter agredido. Nenhum jornalista a sério, inteligente e leitor eficaz do momento do nosso panorama desportivo, terá qualquer dificuldade em entender que BdC mais não fez do que dar corpo a uma profunda indignação (e geral) dos adeptos, que surge na natural reação a um tratamento abaixo do digno e muito abaixo do correcto.
Preferiram apontar os dedos a BdC, acusando-o de atentar contra a liberdade de imprensa. A cobardia mascarou-se de coragem e preferiu acusar um presidente em vez de um clube como um todo. Navegando numa imagem já há muito queimada pelos mesmos, preferiram meter-se com o indivíduo em vez de enfrentar os adeptos. Fingindo acreditar que os adeptos sportinguistas não partilham com o seu Presidente (mais uma vez validado por 90%) da necessidade de vincar o profundo nojo que nos dá o estado actual da nossa imprensa e a sua subserviência a interesses pró-Benfica. Nós não somos tontos, nem nos escapa a sede de sangue que alimenta as vendas, os shares e as polémicas que pagam as horas de live e os carácteres impressos. Não estamos a Leste do que significa “alinhamento editorial” e muito menos nos passa ao lado a forma absolutamente inacreditável como somos o patinho feio do futebol português, sempre a jeito para ridicularizar as nossas ambições, a menorizar os nossos feitos, a ignorar a nossa contribuição e a nossa importância para a sobrevivência dos seus próprios interesses.
O que é primordial é servir, doses massivas da glória imperial do Benfica. Isso fazem-no bem, mesmo que muito à custa do nosso eterno rebaixamento. Mais do que ficarem chocados com a sugestão de BdC, assusta-os que fiquem sozinhos a vender jornais e a emitir programas para os nossos rivais. Assusta-os que não consigam distinguir entre o que é a Direção e os adeptos do clube, assusta-os verdadeiramente que o Sporting esteja unido e por uma vez defenda os seus interesses, recorrendo a tudo o que é a nossa imensa força popular e social. Assusta-os que nós, Sporting, ameacemos a narrativa que demoraram anos a impor. A narrativa de um emblema frágil, convulso, desunido e errático.
Esta é uma luta meritória, de quem não aceita continuar a ser denegrido, atacado e desinformado. Tão e só isso. Um pacto entre pessoas que não consegue ver o seu clube retratado na imprensa de forma digna e verdadeira. Não é uma luta de BdC, é uma luta de todos os que queremos que o clube cresça e cumpra o desígnio dos seus fundadores.
SL
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
O verdadeiro fosso
Roquete, Severino, Madeira Rodrigues, Pereira Cristovão, Dias da Cunha, a lista é vasta e por vezes mais parece um grupo de "exilados" políticos a dar entrevistas num país tropical, suplicando por mudanças de regime num país assolado por uma ditadura sanguinária.
Só que não.
Existem cada vez mais duas ideias divergentes do que é o Sporting de Clube de Portugal como instituição.
1/ A dos supracitados é uma mistura entre clube de cavalheiros, casa de chá, uma estrutura de exclusividades e direitos nobiliarios, transmitidos por famílias que partilham 7 apelidos e 65% dos alugueres de apartamentos entre o bairro de Benfica e o Lumiar. É o Sporting das pastelarias das avenidas novas, dos senhores que dizem que jogaram rugby na infância e que as meninas têm aulas de ténis e bailes de debutantes. O Sporting é o seu Kidzania particular, o local ideal para ir fumar charutos na tribuna enquanto se brinca ao dirigir um clube desportivo. Interessa deixar "boa imagem", ser "educado", parecer "bem" e sobretudo que tudo tenha um "bom ar", limpo e arrumado, cordato, mesmo que passando a fachada esteja tudo numa balbúrdia e decadente...o que as "visitas" acham é que é importante. Governa-se um clube com a preocupação máxima de projectar uma imagem que se identifique com os valores que receberam de berço. A imagem acima de tudo, o croquete e a elegância bem mais significativos do que ganhar. Isso é acessório. Os adeptos também, tratados como desprezíveis, aqueles saloios desprovidos de classe, um mal necessário que o projecto Roquete tentou diminuir a “clientes”.
2/ O dos adeptos. O Sporting do calor humano e massas vibrantes. Não se quer ser mais fino, nem menos ambicioso que qualquer rival. Não há preocupações com as “diferenças” de estilo ou forma, isso é vulgarmente acessório do que é mesmo o objectivo do clube: ganhar! Cospe-se, insulta-se, há entradas feias no cardápio e muitas cerveja bebidas em tantas outras roulotes. Há bifanas e entremeadas, há todas as partes do porco servidas sobre o pão da festa e de uma identificação muito mais democrática. O Sporting “de todos”, “para todos” é na verdade um emblema feito de uma única casta que apenas vive para celebrar o jogo, a luta, a coragem e a vontade de ser melhor. A roupa seja velha, suja ou rota não está escondida mas sim à vista de todos e todos estão convidados a viver o clube pelo aquilo que é: uma associação de quase 170 mil sócios, que cresce cada vez mais ao estarem escancaradas as portas a qualquer nome, qualquer proveniência, basta querer. Este também é o Sporting que quer ser unido, que rejeita “quintas” ou “partilhas” com adversários. Não há almoços nem scones grátis, tudo é de todos e todos têm de pagar o mesmo preço - o suor, a dedicação e a lealdade.
A cada dia que passa estes dois conceitos aprofundam diferenças e hostilizam-se. Não tenhamos quaisquer dúvidas que Bruno de Carvalho é apenas um dos pontos de divergência, uma charneira em torno da qual se concentram e gravitam muitos dos choques que aumentarão nos próximos meses e anos. Vejo todas as ocorrências e movimentações que ocorrem na antecâmara da próxima AG e só consigo extrair uma profunda convicção: BdC quer acelerar o rompimento entre estas duas massas de opinião, quer aumentar definitivamente o espaço entre estas duas visões (cada vez mais incompatíveis) do que será o clube no futuro. No fundo, quer que os sócios se assumam de uma vez por todas qual é o Sporting a que ele preside de facto.
Quer ganhe, quer perca os contrastes serão sempre ampliados. A dita oposição no exílio não terá qualquer margem de manobra para eleger candidatos em futuras eleições e isso não se deve à ditadura de um homem ou de um Conselho Directivo, mas sim há própria mutação dos sócios e adeptos que transmitem todo o tipo de sinais sobre o emblema que querem ter no futuro, cada vez mais afastados da caracterização do ponto 1 deste texto. Leio nas entrelinhas o nascimento de algumas “Vénus”, que se preparam para assumir-se como transgénero, um mix de qualidade que tenderá a apresentar-se no epicentro das clivagens e apelativa a ambas as ideias do Sporting.
Nada mais absurdo e condenado ao fracasso. Os Balduínos de ocasião só trarão paz podre e falta de identificação, governando em ziguezagues intermináveis de “agrados” sem entenderem que já não há remendos nem agrafos que unam as partes, as feridas passadas, os ódios ou as fendas. Não haverá terceiras vias Blairianas no Sporting. Haverá apenas a vitória de uma das partes e o abandono definitivo da derrotada. O Sporting Clube de Portugal, sem infelizmentes ou felizmentes, terá de ser um. Não dois.
Nesse sentido imagino como óbvia a necessidade de validar este fraccionamento, esperando a definitiva compreensão por parte da ala coqueteira de que o clube que acharam como lógico herdarem ad eternum, já não existe. Já não é seu. Pertence a quem o quis salvar e amar, a quem o segue, sem clamar o seu governo ou posse. Que nasça outro clube qualquer para o seu entendimento de classe ou heráldica, saiam do exílio e sejam “livres” num novo emblema, fundem o que quiserem no Estoril, Cascais, Eriçeira, Malveira, onde podem continuar a partilhar um leão, de cor verde, colonial e bem parecido, o local ideal para migrações de fim-de-semana após as aulas de equitação, onde os filhos poderão esquecer as agruras de uma semana do Liceu Francês, Colégio Alemão, dos Sagrados Corações e Planaltos.
O Sporting Clube de Portugal albergará sempre os que lhe sejam fiéis e desprendidos de “direitos” especiais, os que se sintam iguais a todos os outros. Os que bem ou mal paridos, de berço de ouro ou Ikea, de colégio privado ou escola pública, de charuto ou cigarro de enrolar…amem o Leão como animal de luta e não como mascote a colocar num botão de punho.
SL
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