Amanhã joga-se uma partida fundamental para a carreira do Sporting nesta Liga. A distância de 2 pontos para o 1º lugar e de 3 para o 3º recomendam vivamente que não se cedam pontos aos rivais. É de uma importância fundamental não perder a colagem à liderança e bastante conveniente não dar "moral" a um Benfica a tentar desesperadamente encontrar tábuas para se conseguir elevar do pântano exibicional em que se encontra.
Convém também salientar que o Rio Ave, apesar de não parecer estar na sua melhor forma, é uma equipa com futebol mais do que suficiente para nos fazer passar por apertos. Amanhã não iremos ver um opositor atrevido a tentar jogar olhos nos olhos, como por exemplo fez na temporada passada, mas isso não significa que deva ser menos difícil de ultrapassar. Ainda me está na memória o verdadeiro atropelamento que sofremos na temporada passada, um 3-1 complicado de explicar, sobretudo complicado de entender como foram tão superiores a nós (especialmente na 1ª parte).
Avisados de que repetir o "apagão" do último jogo disputado não é uma hipótese, resta à equipa do Sporting encarar com máxima responsabilidade a conquista de mais 3 pontos. O conjunto leonino parece estar de boas relações com o golo e sublinhar essa capacidade desde o 1º minuto de jogo é o ideal para não deixar o Rio Ave assentar o seu jogo. O Benfica bem que nos mostrou o que pode acontecer a quem desconsidera estes vilacondenses e, tendo em linha de conta o que fizemos na última deslocação a norte (Moreirense), há muito onde encontrar motivos para exibir o melhor Sporting, na melhor das atitudes, no máximo de concentração que formos capazes.
Um Sporting focado e exigente ultrapassará o Rio Ave com naturalidade. Menos do que isso e estaremos a facilitar as azias da dupla Jorge Sousa - Capela, a recuperação do ânimo do Rio Ave ou o estatuto de Miguel Cardoso no mercado dos treinadores.
Saudações Leoninas
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Muitas notas artísticas
- Dost voltou. Hat trick à "moda antiga", três golos de matador e uma assistência. Já tínhamos saudades destes jogos e o holandês...também. Bem na flash a destacar colegas e a afirmar que podem contar com ele.
- Gelson também pareceu acordar da letargia dos últimos jogos, não marcou mas tantas vezes infernizou os defesas do Chaves que lá encontrou espaços para servir colegas que viriam a decidir a partida. Um pouco mais de foco a "seguir" o lateral adversário e estaria perfeito taticamente.
- Acuña é gajo para dar muitas alegrias aos adeptos, mais do que os golos ficou-me na retina um par de recepções e bypass's aos defesas contrários...jogador importante.
- Bruno Fernandes teve novas missões e o melhor elogio que se pode dar é que a equipa esteve sempre ligada e ligada por ele, primeiro a "pensar", primeiro a distribuir, primeiro a recuar quando perdíamos a posse de bola.
- William, só não foi o "monstro" que nos tem habituado porque...não era preciso. Ainda assim dois ou três "abafanços" que tiraram ideias aos flavienses de atacar pelo meio.
- Piccini. Quem diria? Sobe de nível de jogo para jogo. Confiança, essa pedra de toque miraculosa. Nunca será um "predestinado", mas a jogar como tem jogado, ninguém vai ligar muito a isso.
- Coentrão, o problema não está mesmo dentro de campo. Lá, onde se joga, é um poço de boas decisões e muitos equilíbrios. Se pudesse fazer 10 jogos seguidos...
- Last, but not least...Podence. O Chaves nunca soube bem o que fazer com ele e o puto aproveitou para entre os pingos de Gelson levar as "cartas" bem legíveis a Dost. Não foi um jogo brilhante, mas foi mais do que o suficiente para fazer pensar JJ.
Saudações Leoninas
PS - A decisão do árbitro quanto ao penalti por marcar e amarelo, por simulação, a Gelson é das coisas mais incompreensíveis que vi esta época. O problema não é o VAR, é mesmo a competência do(s) árbitro(s). Inacreditável como mesmo depois de ver as imagens, mantém a decisão e o amarelo. Se alguém precisar de provas para defender que a nossa arbitragem tem um nível fraco...é só ver esse lance. Continuamos a "sofrer" de uma "antipatia" monumental por parte dos árbitros e ontem foi só mais uma "provocação". Como o adversário não dava para mais, o senhor árbitro quis fazer as vezes...criando ele próprio as dificuldades. Amarelos por mostrar a médios dos Chaves...uns 4 ou 5.
- Gelson também pareceu acordar da letargia dos últimos jogos, não marcou mas tantas vezes infernizou os defesas do Chaves que lá encontrou espaços para servir colegas que viriam a decidir a partida. Um pouco mais de foco a "seguir" o lateral adversário e estaria perfeito taticamente.
- Acuña é gajo para dar muitas alegrias aos adeptos, mais do que os golos ficou-me na retina um par de recepções e bypass's aos defesas contrários...jogador importante.
- Bruno Fernandes teve novas missões e o melhor elogio que se pode dar é que a equipa esteve sempre ligada e ligada por ele, primeiro a "pensar", primeiro a distribuir, primeiro a recuar quando perdíamos a posse de bola.
- William, só não foi o "monstro" que nos tem habituado porque...não era preciso. Ainda assim dois ou três "abafanços" que tiraram ideias aos flavienses de atacar pelo meio.
- Piccini. Quem diria? Sobe de nível de jogo para jogo. Confiança, essa pedra de toque miraculosa. Nunca será um "predestinado", mas a jogar como tem jogado, ninguém vai ligar muito a isso.
- Coentrão, o problema não está mesmo dentro de campo. Lá, onde se joga, é um poço de boas decisões e muitos equilíbrios. Se pudesse fazer 10 jogos seguidos...
- Last, but not least...Podence. O Chaves nunca soube bem o que fazer com ele e o puto aproveitou para entre os pingos de Gelson levar as "cartas" bem legíveis a Dost. Não foi um jogo brilhante, mas foi mais do que o suficiente para fazer pensar JJ.
Saudações Leoninas
PS - A decisão do árbitro quanto ao penalti por marcar e amarelo, por simulação, a Gelson é das coisas mais incompreensíveis que vi esta época. O problema não é o VAR, é mesmo a competência do(s) árbitro(s). Inacreditável como mesmo depois de ver as imagens, mantém a decisão e o amarelo. Se alguém precisar de provas para defender que a nossa arbitragem tem um nível fraco...é só ver esse lance. Continuamos a "sofrer" de uma "antipatia" monumental por parte dos árbitros e ontem foi só mais uma "provocação". Como o adversário não dava para mais, o senhor árbitro quis fazer as vezes...criando ele próprio as dificuldades. Amarelos por mostrar a médios dos Chaves...uns 4 ou 5.
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Futebol sem lei. País sem Justiça
A justiça é um dos pilares fundamentais de uma democracia. Sem uma justiça eficaz uns prevalecem sobre outros, isto é, as vítimas serão cada vez mais espoliadas dos direitos que as deviam tornar iguais aos agressores. Não há igualdade sem justiça e sem ela emergem os mais corruptos, os mais ricos, os que se relacionam mais e melhor com as esferas de poder, sejam elas políticas ou financeiras.
No desporto e particularmente no futebol, abundam as "teorias de poder", as percepções de esquemas e sistemas que à margem dos regulamentos e leis do país manobram arbitrariedades para aplicar vantagens dispares no campo ou na secretaria. Este é um retrato que tem décadas e que cada vez mais observamos que quanto muito peca por defeito. Quantos mais e-mails são revelados, quantos mais vouchers são descobertos, quanto mais se levantam as ligações de responsáveis pelos cargos de tutela nas instituições reguladoras do nosso futebol, mais descobrimos que as teorias não só eram fumo com fogo, como são apenas a ponta do iceberg que persiste em afundar progressivamente os valores da ética desportiva.
Como será óbvio para qualquer um, este estado só foi possível com a alta contribuição de muitas pessoas e de muitas instituições que são pagas para que nada disto seja possível acontecer. IPDJ, Governo, PJ, FPF e Liga (através dos seus conselhos e juízes). O que fizeram? O que têm feito? O que estão a fazer agora? A imagem não podia ser mais trágica e a resposta terá sempre de ser uma: muito pouco. Para a gravidade dos casos revelados nem sequer uma instrução criminal e desportiva tida como séria, célere e discreta conseguimos gerar. Isto terá consequências mais graves no futuro, pois se nem com as provas de crimes a circular pela frente dos olhos da opinião pública se encontra motivação e capacidade para aplicar...justiça.
Não sei como irá terminar quer o caso dos vouchers, quer o caso dos e-mails. Mas sei uma coisa, caso não seja aplicada punição exemplar aos mentores destes esquemas de coacção e tráfico de influências, estaremos na antecâmara de uma verdadeira convulsão e hecatombe no futebol português. Nada será pacificado, bem pelo contrário, agravar-se-á drasticamente todo o clima de desconfiança e não restará nada que mantenha relação de equilíbrio ou reserva moral. Em todos os sentidos, a incapacidade de produzir justiça hoje, apadrinhará as revoltas de amanhã e justificará a propaganda feita em qualquer dos sentidos. Todos se dirão injustiçados apontando o dedo ao rival e será praticamente impossível entender quem é o réu e quem é a vítima.
A impunidade cada vez mais absoluta, levará os que nunca optaram por escolher vias paralelas e marginais a fazê-lo e ninguém poderá apontar-lhes o dedo, pois entraremos numa espécie de "terra sem lei", um enorme campo de batalha de agressões, viciações, ameaças, motins, elevar-se-á quem se revelar mais hipócrita, destacar-se-á quem coage melhor, quem suborna de forma mais eficiente, os guias de estilo serão geminados nos melhores compêndios de operacionalidade mafiosa. Isto é o que acontecerá, pois é o que acontece sempre que a Justiça é fraca e "esquece-se" da sua regra fundamental, é cega. É cega e não vê cores clubísticas, sendo-lhe indiferente a origem do crime, tratando Benfica igual a Gondomar, Sporting igual a Cucujães, Porto igual a Canelas2010.
Se o Estado temer as consequências de punir, só como exemplo, o Benfica pelo verdadeiro Polvo de tráfico de influências que criou e operou (o tempo passado será abusivo), gerará algo muito pior que a sua própria cobardia e herdará mais tarde um monstro social muito mais difícil de conter, pois este ameaçará não só o desporto como os próprios alicerces da Justiça, ou seja, da Democracia.
Para que não chegamos a este futuro, resta apenas uma opção. Apenas uma. Aplicar a lei, como se costuma dizer, doa a quem doer. Recolher as provas, levantando tudo o que tiver de ser levantado e colocando todos os culpados ou cúmplices, primeiro nos tribunais e mais tarde nas cadeias. Este não é um cenário aconselhável, é o cenário obrigatório.
Saudações Leoninas
No desporto e particularmente no futebol, abundam as "teorias de poder", as percepções de esquemas e sistemas que à margem dos regulamentos e leis do país manobram arbitrariedades para aplicar vantagens dispares no campo ou na secretaria. Este é um retrato que tem décadas e que cada vez mais observamos que quanto muito peca por defeito. Quantos mais e-mails são revelados, quantos mais vouchers são descobertos, quanto mais se levantam as ligações de responsáveis pelos cargos de tutela nas instituições reguladoras do nosso futebol, mais descobrimos que as teorias não só eram fumo com fogo, como são apenas a ponta do iceberg que persiste em afundar progressivamente os valores da ética desportiva.
Como será óbvio para qualquer um, este estado só foi possível com a alta contribuição de muitas pessoas e de muitas instituições que são pagas para que nada disto seja possível acontecer. IPDJ, Governo, PJ, FPF e Liga (através dos seus conselhos e juízes). O que fizeram? O que têm feito? O que estão a fazer agora? A imagem não podia ser mais trágica e a resposta terá sempre de ser uma: muito pouco. Para a gravidade dos casos revelados nem sequer uma instrução criminal e desportiva tida como séria, célere e discreta conseguimos gerar. Isto terá consequências mais graves no futuro, pois se nem com as provas de crimes a circular pela frente dos olhos da opinião pública se encontra motivação e capacidade para aplicar...justiça.
Não sei como irá terminar quer o caso dos vouchers, quer o caso dos e-mails. Mas sei uma coisa, caso não seja aplicada punição exemplar aos mentores destes esquemas de coacção e tráfico de influências, estaremos na antecâmara de uma verdadeira convulsão e hecatombe no futebol português. Nada será pacificado, bem pelo contrário, agravar-se-á drasticamente todo o clima de desconfiança e não restará nada que mantenha relação de equilíbrio ou reserva moral. Em todos os sentidos, a incapacidade de produzir justiça hoje, apadrinhará as revoltas de amanhã e justificará a propaganda feita em qualquer dos sentidos. Todos se dirão injustiçados apontando o dedo ao rival e será praticamente impossível entender quem é o réu e quem é a vítima.
A impunidade cada vez mais absoluta, levará os que nunca optaram por escolher vias paralelas e marginais a fazê-lo e ninguém poderá apontar-lhes o dedo, pois entraremos numa espécie de "terra sem lei", um enorme campo de batalha de agressões, viciações, ameaças, motins, elevar-se-á quem se revelar mais hipócrita, destacar-se-á quem coage melhor, quem suborna de forma mais eficiente, os guias de estilo serão geminados nos melhores compêndios de operacionalidade mafiosa. Isto é o que acontecerá, pois é o que acontece sempre que a Justiça é fraca e "esquece-se" da sua regra fundamental, é cega. É cega e não vê cores clubísticas, sendo-lhe indiferente a origem do crime, tratando Benfica igual a Gondomar, Sporting igual a Cucujães, Porto igual a Canelas2010.
Se o Estado temer as consequências de punir, só como exemplo, o Benfica pelo verdadeiro Polvo de tráfico de influências que criou e operou (o tempo passado será abusivo), gerará algo muito pior que a sua própria cobardia e herdará mais tarde um monstro social muito mais difícil de conter, pois este ameaçará não só o desporto como os próprios alicerces da Justiça, ou seja, da Democracia.
Para que não chegamos a este futuro, resta apenas uma opção. Apenas uma. Aplicar a lei, como se costuma dizer, doa a quem doer. Recolher as provas, levantando tudo o que tiver de ser levantado e colocando todos os culpados ou cúmplices, primeiro nos tribunais e mais tarde nas cadeias. Este não é um cenário aconselhável, é o cenário obrigatório.
Saudações Leoninas
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Mais longe
Só confundindo acasos com tendências, é que podemos achar que estamos a conseguir acompanhar a pedalada de evolução desportiva dos clubes de topo da Europa. Na verdade, todos os anos perdemos capacidade para fazer mossa ou chegar mais adiante na Liga dos Campeões.
É verdade que uma ou outra equipa, num ano de feliz congregação de bons jogadores, vedetas emergentes e orientação técnica ultra-eficaz tem conseguido romper o status quo. Mas, pondo a coisa em perspectiva, é clarividente que os grandes clubes portugueses estão cada vez mais distantes dos poderosos de Espanha, Itália ou Inglaterra.
Uma questão de dinheiro, mas não só. Há também uma décalage competitiva que nos afasta de obter resultados mais positivos nas competições europeias.
As nossas equipas não são tão rápidas, não têm tanta constância na performance atlética, perdem a concentração mais facilmente e sobretudo sentem enormes dificuldades em fazer centenas de transições defesa-ataque-defesa em cada jogo.
As nossas equipas não são tão rápidas, não têm tanta constância na performance atlética, perdem a concentração mais facilmente e sobretudo sentem enormes dificuldades em fazer centenas de transições defesa-ataque-defesa em cada jogo.
Na Liga dos Campões, os 3 grandes têm de defender mais e melhor para não sofrerem golos e atacar mais e melhor para os marcar. Isso nota-se cada vez mais e a culpa é a distância competitiva entre o nível Champions e o nível da nossa Liga (bem maior no nosso caso do que comparando com as ligas espanhola, italiana ou inglesa).
O dinheiro permite chegar a atletas com mais qualidade, mas mesmo imaginando que teríamos acesso ao mesmo lote de valor que os clubes mais endinheirados, se lhes dermos um padrão de exigência mais baixo ao qual se vão habituar...os resultados estarão sempre mais perto do insucesso, tal como é cada vez mais difícil para os clubes italianos em comparação com os espanhóis ou a forma como podemos explicar que os clubes britânicos têm muito mais dinheiro e menos resultados que "nuestros hermanos".
Possíveis soluções para contrariar esta tendência, entre outras:
- Diminuição do nº de clubes na I Liga;
- Diminuição da carga fiscal dos jogadores de futebol;
- Mudança na forma de apitar dos árbitros lusos, pondo fim aos eternos tempos mortos e faltas por tudo e por nada;
- Limite de jogadores profissionais inscritos por clube (30 jogadores ou 60 para clubes com equipas B);
- Limitação de contratação de jogadores fora da UE (salvo jogadores com número mínimo de internacionalizações nas camadas jovens);
- Diminuição do nº de clubes na I Liga;
- Diminuição da carga fiscal dos jogadores de futebol;
- Mudança na forma de apitar dos árbitros lusos, pondo fim aos eternos tempos mortos e faltas por tudo e por nada;
- Limite de jogadores profissionais inscritos por clube (30 jogadores ou 60 para clubes com equipas B);
- Limitação de contratação de jogadores fora da UE (salvo jogadores com número mínimo de internacionalizações nas camadas jovens);
De outra forma, continuaremos a pertencer, cada vez mais, à periferia do dinheiro e dos troféus em disputa na UEFA. Isso devia preocupar a FPF e a Liga, mas infelizmente, parece não haver "vontade" para mais do que contar os milhões da Selecção (que também tenderão a minguar também, a partir do momento em que os 3 grandes forem incapazes de manter altos níveis na formação de jogadores ou pelo menos tão bons como os das academias de outros países).
Saudações Leoninas
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Sinais positivos
Enquanto não entramos em Turim para um mais jogo de grau de dificuldade máximo, convido a reflectirmos sobre o que valia esta lista de jogadores há uns meses atrás e o que vale hoje:
Piccini
Ristovsky
Fabio Coentrão
Mathieu
Battaglia
Bruno Fernandes
Acuna
Doumbia
...e sim, são os reforços do mercado de Verão.
Saudações Leoninas
Piccini
Ristovsky
Fabio Coentrão
Mathieu
Battaglia
Bruno Fernandes
Acuna
Doumbia
...e sim, são os reforços do mercado de Verão.
Saudações Leoninas
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Alerta CM!!!
Desde o início do seu primeiro mandato que esta direção do Sporting se tem confrontado com a profunda antipatia da generalidade da comunicação social. E são facilmente entendidas as razões para que isso tenha sucedido. Antes de mais, convém lembrar que a(s) presidência(s) que se lhe antecederam viam como “ossos do ofício” a contingência do nosso clube ser um autêntico queijo suíço quanto à manutenção de informação interna como…assuntos internos. Muitas vezes era fácil de constatar por qualquer sportinguista que havia gente fora do clube mais “por dentro” dos segredos do que os que estava “lá dentro”. Fossem contratos ou relações com fornecedores, listas de dispensas e aquisições de jogadores, entradas ou saídas de dirigentes ou treinadores…era um fartote de “inside’s” para todos os gostos e feitios.
Como é óbvio isso mudou muito aquando a entrada do actual conselho directivo e terá deixado saudades a muitos OCS a facilidade que era obter notícias suculentas do Sporting, quase sem ter de sair da cama. A segunda fractura dá-se com o travão absoluto transmitido aos empresários, agências, fundos e financiadores de transferências. Mendes, Doyen e companhia são, como se sabe, unidades que gostam de ter jornalistas bem próximos das suas folhas de pagamentos paralelos e estes muito cedo foram colocados em campo na tentativa de tirar crédito e mérito às posições do Sporting. Deu pano para mangas a autêntica propaganda suja montada com a exclusiva necessidade de vencer o braço de ferro com a intenção do clube em escorraçar alguns cabecilhas de agiotismo profundo, "amigos do peito” de muitos cronistas e editorialistas.
A terceira parte deste enorme divórcio entre o lado mais “interesseiro” e dependente da imprensa e o Sporting dá-se obviamente com a quebra de relações com o Benfica. Não que esse novo antagonismo preocupe muito a “jornalagem” (que não preocupa…até lhe é bastante lucrativa) mas o cão costuma obedecer ao dono e tomar as suas dores. Atiçados como nunca para tomar partido na “guerra”, a imprensa cor-de-avença mobilizaria um contigente espetacular para “tratar” de retratar o Sporting como o Benfica sempre quis que se fizesse. Piorou absurdamente com a passagem de JJ para o Sporting e desde então vivemos neste jogo do rato e da ratazana, com uma doentia motivação para encontrar e distorcer tudo e qualquer coisa passível de ser encontrada e distorcida.
A recente “proibição” de acesso às instalações do Sporting por parte do CM e da CMtv é apenas mais um capítulo de uma antipatia que já vai longa e convém não caímos de paraquedas no terreno de batalha, achando inocentemente que a coisa começou agora ou que vai ter fim próximo. Pela minha parte, acho que a tal “proibição” só peca por tardia e seja qual for o argumento para a implementar a verdade é que dificilmente encontramos no CM ou na CMtv há anos, uma notícia sobre o Sporting que a seja na plena extensão do seu significado. Veículo prioritário de “carvão” e invenções, o CM e a sua TV, não faz jornalismo algum e portanto será de um esforço sobre-humano reconhecer-lhe o abrigo da “liberdade de expressão jornalística”. E de facto pode-se argumentar perfeitamente que se o que fazem deve ser protegido, levemos essa protecção ao máximo, protegendo a sua integridade…não sendo de forma alguma bem-vindos dentro do Sporting.
Não espero que esta decisão seja apoiada pelos sindicatos de jornalistas ou direito cível e a hipocrisia que governa as instituições que deviam limitar o mau serviço ao desporto e ao Sporting do CM, será a mesma que lhe garantirá a ultrapassagem a este gesto simbólico do Sporting. Mas enquanto não se colocam em campo os advogados e as “ordenações jurídicas” esta pasquinagem de elite (de merda) não porá o pés dentro de Alvalade ou do PJR e isso…já por si…satisfaz-me muito mais do que não fazer nada. É chegada a hora dos sportinguistas entenderem que “quem não se sente, não é filho de boa gente” e que é necessário, mais do que é aplaudível, exibir aos que estão contra nós e nos difamam diariamente…que não passam impunes, pelo menos dentro dos espaços que chamamos nossos.
É apenas mais um capítulo de uma luta obrigatória e à qual me juntarei de bom grado. Uma luta onde sei que mantenho a posição mais próxima da verdade e da decência, mesmo que nos próximos dias venham dizer exactamente o contrário, agitando a bandeira bafienta do tal “ditador” leonino. O tal que é acusado enquanto o verdadeiro bandalho e, esse sim agarrado ao poder absoluto, ditador é elogiado seja qual for a caralha*** que disser, o árbitro que fod*** ou o rombo espetacular que faça nos cofres do seu clube para dar de comer aos “compadres”. Se querem manter-se sãos e calmos, façam a vocês próprios um favor nos próximos meses (de toda a vossa vida): não comprem o CM, não leiam, não vejam a sua TV. Prometo-vos que nunca ler, ouvir ou ver personagens como Janela ou Octávio Ribeiro é um acréscimo de felicidade ao vosso dia-a-dia.
Saudações Leoninas
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
A Festa de Oleiros
Apesar da distância de valor com o adversário ser o suficiente para não existir propriamente incerteza na passagem à próxima fase da Taça, o Sporting (versão poupança de titulares) confirmou a sua superioridade e cumpriu o necessário para que ninguém se sentisse defraudado ontem à noite em Oleiros.
Salin (apesar do golo sofrido no lado do poste - que será sempre dele) fez o mínimo para manter a suplência tranquila. Jonathan e Ristovky fizeram, na maior parte do tempo o que se lhes exigia. A.Pinto e Petrovic não se pode dizer que estiveram bem, mas cada um terá mais ou menos desculpas para tal. Um porque jogou fora de posição ou outro porque o seu parceiro jogou fora de posição, não era o melhor jogo para avaliações e os 2 golos sofridos exibiram dificuldades que na verdade foram meramente fortuitas.
No meio-campo Palhinha, Bruno Cesar, Iuri e Mattheus Oliveira chegaram e sobraram para manter a equipa a produzir bom futebol, apoiado e moderadamente rápido. Tiveram ainda tempo de marcar 3 dos 4 golos da equipa e fazer sobressair Palhinha como o MVP da partida, algo que JJ (bem) evidenciou.
No ataque, Podence e Dala. Duas das melhores promessas da equipa, mas com aproveitamentos completamente diferentes. O português, apesar da falta de apoio e subidas caóticas do bloco atacante da equipa (normal para um onze completamente de recurso) conseguiu colocar em sentido o Oleiros e abrir caminho para muitas das jogadas que deram ou golos ou oportunidades. Faltou talvez um pouco mais de trabalho de desmarcação, mas desculpa-se pela facilidade evidente que transpareceu desde o início da partida. Gelson Dala esteve ainda mais desacompanhado e ainda mais desconcentrado. Nota-se que tem imenso talento, mas falta familiaridade com as exigências do futebol europeu. Não há tempo para pensar, hesitar, reagir...a decisão é feita (tem de ser) instintiva e Dala assim que dominar esse "tempo" poderá exibir o resto que tem...e que é muito. É um processo, um caminho e sobretudo uma aprendizagem.
Nota ainda para as entradas de Demiral, Rafael Leão e Jovane Cabral, três putos de enorme potencial que convém não serem esquecidos nestas oportunidades, eles precisam delas.
Destaco ainda a solidez defensiva da equipa do Oleiros. Notou-se que se esfalfaram para disfarçar as óbvias diferenças atléticas e tácticas da sua equipa e se olharmos ao marcador...isso foi muito bem conseguido. Não foram bobos da corte e, tal como fizeram tudo para se respeitarem fora do campo (no processo de definição do local do encontro) cumpriram esse objectivo dentro dele. Não elogio a CM de Oleiros na mesma medida, gastar dinheiro (tão necessário para tantas coisas mais importantes) para 90m de um jogo de futebol...não há festa que justifique.
Saudações Leoninas.
P.S. - O tal relvado de "última geração" também cumpriu os mínimos. Não lesionou ninguém...até ver. Ficou-me na retina o lance do 1º golo do Oleiros e a contribuição do "gramado"...para a desmarcação do avançado...além das linhas cor de laranja, um verdadeiro Tron de marcações sobrepostas. Enfim...
Salin (apesar do golo sofrido no lado do poste - que será sempre dele) fez o mínimo para manter a suplência tranquila. Jonathan e Ristovky fizeram, na maior parte do tempo o que se lhes exigia. A.Pinto e Petrovic não se pode dizer que estiveram bem, mas cada um terá mais ou menos desculpas para tal. Um porque jogou fora de posição ou outro porque o seu parceiro jogou fora de posição, não era o melhor jogo para avaliações e os 2 golos sofridos exibiram dificuldades que na verdade foram meramente fortuitas.
No meio-campo Palhinha, Bruno Cesar, Iuri e Mattheus Oliveira chegaram e sobraram para manter a equipa a produzir bom futebol, apoiado e moderadamente rápido. Tiveram ainda tempo de marcar 3 dos 4 golos da equipa e fazer sobressair Palhinha como o MVP da partida, algo que JJ (bem) evidenciou.
No ataque, Podence e Dala. Duas das melhores promessas da equipa, mas com aproveitamentos completamente diferentes. O português, apesar da falta de apoio e subidas caóticas do bloco atacante da equipa (normal para um onze completamente de recurso) conseguiu colocar em sentido o Oleiros e abrir caminho para muitas das jogadas que deram ou golos ou oportunidades. Faltou talvez um pouco mais de trabalho de desmarcação, mas desculpa-se pela facilidade evidente que transpareceu desde o início da partida. Gelson Dala esteve ainda mais desacompanhado e ainda mais desconcentrado. Nota-se que tem imenso talento, mas falta familiaridade com as exigências do futebol europeu. Não há tempo para pensar, hesitar, reagir...a decisão é feita (tem de ser) instintiva e Dala assim que dominar esse "tempo" poderá exibir o resto que tem...e que é muito. É um processo, um caminho e sobretudo uma aprendizagem.
Nota ainda para as entradas de Demiral, Rafael Leão e Jovane Cabral, três putos de enorme potencial que convém não serem esquecidos nestas oportunidades, eles precisam delas.
Destaco ainda a solidez defensiva da equipa do Oleiros. Notou-se que se esfalfaram para disfarçar as óbvias diferenças atléticas e tácticas da sua equipa e se olharmos ao marcador...isso foi muito bem conseguido. Não foram bobos da corte e, tal como fizeram tudo para se respeitarem fora do campo (no processo de definição do local do encontro) cumpriram esse objectivo dentro dele. Não elogio a CM de Oleiros na mesma medida, gastar dinheiro (tão necessário para tantas coisas mais importantes) para 90m de um jogo de futebol...não há festa que justifique.
Saudações Leoninas.
P.S. - O tal relvado de "última geração" também cumpriu os mínimos. Não lesionou ninguém...até ver. Ficou-me na retina o lance do 1º golo do Oleiros e a contribuição do "gramado"...para a desmarcação do avançado...além das linhas cor de laranja, um verdadeiro Tron de marcações sobrepostas. Enfim...
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