Todos (ou quase todos) os comentadeiros da praça coincidem numa observação ao mercado do Sporting: o clube está a investir muito dinheiro em aquisições de jogadores e terá obrigatoriamente de alienar uma ou mais das mais valias no plantel para fazer face ao que já gastou até agora.
Como gosto de entender as "verdades", separando-as das mensagens oriundas de cartilhas, fica aqui apenas um pequeno reparo, que faço com factos e não com contas de merceeiro:
Piccini
Bétis (ESP) - 3M
Coentrão
R.Madrid (ESP) - Empréstimo
Mathieu
Barcelona (ESP) - Livre
A.Pinto
Sp.Braga (POR) - Livre
Battaglia
Sp. Braga (POR) - 3.5M + Esgaio
B.Fernandes
Sampdoria (ITA) - 8.5M
Matheus Oliveira
Estoril (POR) - 1.5M
Acuña
Racing (ARG) - 9.6M
Doumbia
Empréstimo c/ opção
Vamos então às contas, coisa que devia ser feita por quem se apregoa preciso no comentário, mas...:
Contratações: 26.1 M - Dispensas: 21.1 M = Prejuízo (investimento) de 5 M
Entendem agora a estupidez da narrativa do "...O Sporting está a gastar muito..."? Sim, em termos salariais a despesa vai aumentar bastante, mas esse não é o item que a imprensa realça nas análises (até porque não é público a massa salarial de cada contratação). O que dói a muitos encartilhados é que o Sporting está a compor uma equipa mais forte sem cometer loucuras, coisas como Rafa por 23 milhões e Jimenez por valores idênticos ou mesmo Carrillo (o jogador a custo zero mais caro da história do nosso futebol).
De relembrar que o clube tem ainda alguns jogadores no mercado, onde poderá ir resgatar alguns milhões (Marvin, Schelotto, Douglas, Heldon, Slavchev, B.Ruiz e Castaignos).
Saudações Leoninas
sexta-feira, 28 de julho de 2017
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Um mau treino para adeptos sugestionáveis
A partir do momento em que surgiu a notícia que entre os 2 encontros programados com o Mónaco e a Fiorentina seria colocado um jogo treino com o Vit.Guimarães fiquei com a sensação que seria uma partida acima de tudo para dar jogo e rodagem aos elementos com menos minutos da pré-temporada. Com particular destaque, Adrien, William e Gelson precisam de facto de mais jogo pois só tinham participado em meia partida até então.
O que não esperava mesmo era a diversidade táctica utilizada. JJ experimentou que se fartou e fê-lo ao mesmo tempo que poupou titulares. O adversário ao invés jogou com o figurino habitual emulando provavelmente a equipa que enfrentará o Benfica na SuperTaça. O resultado ficou à vista. Não dou especial importância ao resultado e muito menos à exibição, mas concordo que talvez tivesse sido melhor escolher um oponente que procurasse do jogo o mesmo que nós ou de uma valia mais acessível.
Nem todos os adeptos saberão distanciar o que viram do que é a realidade do potencial do plantel. Nem têm na verdade de o fazer, mas o Sporting deveria e poderia ter distinguido a lógica do jogo e esta não era compatível com uma transmissão de tv. Das duas uma: ou jogava com o Guimarães e com transmissão tv, mas dentro do padrão táctico mais habitual ou escolhia testar modelos alternativos com suplentes (ou jogadores fora de posição) realizando um treino à porta fechada com um emblema menos exigente.
As consequências desta derrota não irão além de uns quantos adeptos revoltados e descrentes e uma ligeira desconfiança quanto às segundas escolhas na defesa, mas até estas podiam ter sido evitadas.
Só para se ter uma ideia do quanto a imprensa se delicia com o resultado estes "ensaios" leoninos, basta dizer que o campeão em título perdeu com uma equipa da II divisão inglesa (que até teve de jogar com menos um jogador durante a 2ª parte) e venceu pela margem mínima um clube da 4ª divisão do mesmo país. Não vi análises alarmantes, juízos de valor sobre alguns atletas, avaliações aos defeitos do ataque ou qualquer outro sector da equipa.
Obviamente que foi um mau resultado e é claro que o recurso a sistemas alternativos deve merecer uso mais cauteloso. Também é fácil apontar que não há nenhum jogador (além de A.Geraldes) capaz de substituir Piccini e não havendo Dost, não há tantos golos. Essa é a verdadeira lição deste encontro. Preocupante para mim foi a revelação feita por JJ no final da partida. A.Pinto, A.Geraldes, Piccini e Mathieu estão com problemas físicos. Se somarmos Coates (expulso) a este lote, poderemos ter uma defesa frente à Fiorentina composta por...Coentrão, Tobias e...jogadores da equipa B. A uma semana e meia do primeiro jogo da Liga, isto é que me preocupa.
Saudações Leoninas
O que não esperava mesmo era a diversidade táctica utilizada. JJ experimentou que se fartou e fê-lo ao mesmo tempo que poupou titulares. O adversário ao invés jogou com o figurino habitual emulando provavelmente a equipa que enfrentará o Benfica na SuperTaça. O resultado ficou à vista. Não dou especial importância ao resultado e muito menos à exibição, mas concordo que talvez tivesse sido melhor escolher um oponente que procurasse do jogo o mesmo que nós ou de uma valia mais acessível.
Nem todos os adeptos saberão distanciar o que viram do que é a realidade do potencial do plantel. Nem têm na verdade de o fazer, mas o Sporting deveria e poderia ter distinguido a lógica do jogo e esta não era compatível com uma transmissão de tv. Das duas uma: ou jogava com o Guimarães e com transmissão tv, mas dentro do padrão táctico mais habitual ou escolhia testar modelos alternativos com suplentes (ou jogadores fora de posição) realizando um treino à porta fechada com um emblema menos exigente.
As consequências desta derrota não irão além de uns quantos adeptos revoltados e descrentes e uma ligeira desconfiança quanto às segundas escolhas na defesa, mas até estas podiam ter sido evitadas.
Só para se ter uma ideia do quanto a imprensa se delicia com o resultado estes "ensaios" leoninos, basta dizer que o campeão em título perdeu com uma equipa da II divisão inglesa (que até teve de jogar com menos um jogador durante a 2ª parte) e venceu pela margem mínima um clube da 4ª divisão do mesmo país. Não vi análises alarmantes, juízos de valor sobre alguns atletas, avaliações aos defeitos do ataque ou qualquer outro sector da equipa.
Obviamente que foi um mau resultado e é claro que o recurso a sistemas alternativos deve merecer uso mais cauteloso. Também é fácil apontar que não há nenhum jogador (além de A.Geraldes) capaz de substituir Piccini e não havendo Dost, não há tantos golos. Essa é a verdadeira lição deste encontro. Preocupante para mim foi a revelação feita por JJ no final da partida. A.Pinto, A.Geraldes, Piccini e Mathieu estão com problemas físicos. Se somarmos Coates (expulso) a este lote, poderemos ter uma defesa frente à Fiorentina composta por...Coentrão, Tobias e...jogadores da equipa B. A uma semana e meia do primeiro jogo da Liga, isto é que me preocupa.
Saudações Leoninas
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Os Putos, parte MMXVIII
Geraldes, Matheus, Domingos Duarte, Gauld, Ruiz, são alguns dos jovens que acabam de sair do elenco principal para outros clubes da I Liga. A eles até é provável que se junte Gelson Dala. Como já disse (tantas e tantas vezes) é preferível que joguem do que se arrastem no banco (ou nem isso). Na idade que têm, a evolução sem jogar é residual, se é que existe. Logo, se não o vão fazer dentro do clube é completamente óbvia a valia de um empréstimo.
Embora esta seja a questão principal, há uma outra que tem feito "correr muita tinta" pelas redes sociais e essa reside na capacidade que alguns destes "putos" teriam de se afirmar como opções válidas na primeira equipa. Antes de dar opinião, vamos a factos:
1/ Os jogadores têm sido opção secundária na pré-época;
2/ Na construção do plantel, nenhum deles teria via aberta como 2ª linha. No máximo seriam 3ª opção.
3/ Deste lote apenas D.Duarte teve uma época completa realizada. A maioria regressou ou ingressou na Sporting A, mas foi na B que teve mais oportunidades.
4/ Todos eles têm contratos de longa duração, não se prevendo para já a alienação de nenhum dos contratos.
Discutir o papel destes atletas como úteis na equipa principal é discutir a avaliação feita pelo clube e por JJ. Como é óbvio todos teremos direito a fazê-lo, mas convém reflectir numa pequena questão: estaremos na posse de todos os dados sobre a aptidão dos jogadores para vingar como titulares? É que se não reunimos essas informações ou certezas, como poderemos questionar a opção de empréstimo? Até que ponto a nossa opinião deve suplantar o julgamento dos profissionais que acompanham estes activos diariamente, tantas horas por dia?
No campo teórico, Geraldes ou Matheus são craques. Sê-lo-ão nas quatros linhas? Agora? Valerão mais que os presumíveis titulares? A quem disser que sim, respeito a crítica assertiva a estes empréstimos pois têm a convicção que mais uma época no plantel principal não seria desperdiçada. Mas aos que não tiverem a mesma visão tão clara e definida, recomendo que não "prendam" estes jovens activos do clube a permanecerem no Sporting, estagnando uma evolução que até os pode trazer de volta com um capital muito maior do que o actual.
E se afirmo isto, defendo também que apenas deverão regressar a meio da temporada à casa mãe se estiver claro e bem claro que vão ser opção na maioria das jornadas ou se os empréstimos não estiverem a garantir essa mesma rentabilidade.
Saudações Leoninas
Embora esta seja a questão principal, há uma outra que tem feito "correr muita tinta" pelas redes sociais e essa reside na capacidade que alguns destes "putos" teriam de se afirmar como opções válidas na primeira equipa. Antes de dar opinião, vamos a factos:
1/ Os jogadores têm sido opção secundária na pré-época;
2/ Na construção do plantel, nenhum deles teria via aberta como 2ª linha. No máximo seriam 3ª opção.
3/ Deste lote apenas D.Duarte teve uma época completa realizada. A maioria regressou ou ingressou na Sporting A, mas foi na B que teve mais oportunidades.
4/ Todos eles têm contratos de longa duração, não se prevendo para já a alienação de nenhum dos contratos.
Discutir o papel destes atletas como úteis na equipa principal é discutir a avaliação feita pelo clube e por JJ. Como é óbvio todos teremos direito a fazê-lo, mas convém reflectir numa pequena questão: estaremos na posse de todos os dados sobre a aptidão dos jogadores para vingar como titulares? É que se não reunimos essas informações ou certezas, como poderemos questionar a opção de empréstimo? Até que ponto a nossa opinião deve suplantar o julgamento dos profissionais que acompanham estes activos diariamente, tantas horas por dia?
No campo teórico, Geraldes ou Matheus são craques. Sê-lo-ão nas quatros linhas? Agora? Valerão mais que os presumíveis titulares? A quem disser que sim, respeito a crítica assertiva a estes empréstimos pois têm a convicção que mais uma época no plantel principal não seria desperdiçada. Mas aos que não tiverem a mesma visão tão clara e definida, recomendo que não "prendam" estes jovens activos do clube a permanecerem no Sporting, estagnando uma evolução que até os pode trazer de volta com um capital muito maior do que o actual.
E se afirmo isto, defendo também que apenas deverão regressar a meio da temporada à casa mãe se estiver claro e bem claro que vão ser opção na maioria das jornadas ou se os empréstimos não estiverem a garantir essa mesma rentabilidade.
Saudações Leoninas
terça-feira, 25 de julho de 2017
Saber emprestar também é uma arte
Muito melhorou na estratégia de empréstimos do futebol do Sporting. Tempos houve em que ceder um atleta a um clube terceiro era uma espécie de roleta que colocava os nossos activos em qualquer clube, sem qualquer resguardo pela razoabilidade e adequação do jogador ao clube, ao meio, ao estilo de jogo. Hoje em dia, melhoraram-se alguns parâmetros, mas ainda assim é preciso fazer mais para, por exemplo evitar erros recentes como emprestar Tobias ao Nacional ou Chaby ao U.Madeira.
Pode não ser fácil conseguir o clube perfeito para um jovem atleta, pode até não existir muito interesse em alguns dos "emprestáveis" pelo Sporting, mas alguns itens deveriam ser condição obrigatória:
1/ Fazer corresponder o tipo de atleta e posição ao estilo de jogo do clube e do futuro treinador;
2/ Não existirem anti-corpos com o clube ou com o futuro treinador desse emblema (por parte do Sporting);
3/ Não fazer baixar, nem elevar demasiado a fasquia - em relação à evolução do jogador;
4/ Encontrar parcerias dentro da I Liga, II Liga e clubes de outros campeonatos para ter um leque de cenários bastante abrangente e com vários graus de exigência:
5/ Acompanhar assiduamente a carreira do atleta ao longo do ano, com relatórios que reportem a validade do empréstimo e os ganhos obtidos;
6/ Concebo até a vantagem de premiar o clube anfitrião com a cedência de uma pequena percentagem do passe do atleta (caso a cedência se comprove num ganho absoluto para a valorização do jogador, p.e. 2 ou 3%)
Há muitas formas de tornar um empréstimo num caso de sucesso, tal como é puro amadorismo pensar que o talento do jogador e o facto de contribuir na totalidade (ou quase) do pagamento do seu salário será o quanto baste para que a operação seja bem sucedida. O futebol actual é uma intensa rede de interesses, aos quais não escapam treinadores, empresários e principalmente os gestores dos clubes. Compreender estas teias é essencial para escolher os melhores caminhos para os atletas.
Quantos bons jogadores se perderam nos últimos 20 anos por uma deficiente evolução nos clubes emprestados, quantos passaram ao lado das melhores oportunidades por desinteresse (ou interesses diferentes) de treinadores incompetentes?
Saudações Leoninas
Pode não ser fácil conseguir o clube perfeito para um jovem atleta, pode até não existir muito interesse em alguns dos "emprestáveis" pelo Sporting, mas alguns itens deveriam ser condição obrigatória:
1/ Fazer corresponder o tipo de atleta e posição ao estilo de jogo do clube e do futuro treinador;
2/ Não existirem anti-corpos com o clube ou com o futuro treinador desse emblema (por parte do Sporting);
3/ Não fazer baixar, nem elevar demasiado a fasquia - em relação à evolução do jogador;
4/ Encontrar parcerias dentro da I Liga, II Liga e clubes de outros campeonatos para ter um leque de cenários bastante abrangente e com vários graus de exigência:
5/ Acompanhar assiduamente a carreira do atleta ao longo do ano, com relatórios que reportem a validade do empréstimo e os ganhos obtidos;
6/ Concebo até a vantagem de premiar o clube anfitrião com a cedência de uma pequena percentagem do passe do atleta (caso a cedência se comprove num ganho absoluto para a valorização do jogador, p.e. 2 ou 3%)
Há muitas formas de tornar um empréstimo num caso de sucesso, tal como é puro amadorismo pensar que o talento do jogador e o facto de contribuir na totalidade (ou quase) do pagamento do seu salário será o quanto baste para que a operação seja bem sucedida. O futebol actual é uma intensa rede de interesses, aos quais não escapam treinadores, empresários e principalmente os gestores dos clubes. Compreender estas teias é essencial para escolher os melhores caminhos para os atletas.
Quantos bons jogadores se perderam nos últimos 20 anos por uma deficiente evolução nos clubes emprestados, quantos passaram ao lado das melhores oportunidades por desinteresse (ou interesses diferentes) de treinadores incompetentes?
Saudações Leoninas
segunda-feira, 24 de julho de 2017
E ao 6º jogo...
...em pleno Alvalade e frente ao adversário mais cotado da pré-época, o Sporting exibiu os princípios do que pode vir a ser uma equipa ao nível dos objectivos a que se propõe. Deve porém ser realçado o acréscimo que deu Gelson Martins e Acuña ao onze inicial. Houve mais ideias, mais velocidade e jogadores como B.Fernandes e Dost souberam acompanhar a mudança metida acima.
Há alguns pormenores a afinar, sobretudo na defesa, que continua a deixar os pontas de lança adversários receber a bola com linha desimpedida para a baliza. Isto pode ser uma consequência natural de fazer avançar a linha para reduzir espaços de criação de jogo ao oponente ou simplesmente uma dificuldade entre os defesas de comunicar a movimentação da linha (Coentrão, Mathieu e Piccini) são elementos novos na rectaguarda.
O resultado foi bom, mas poderia ter sido diferente, um erro de Tobias (faz parte) deu ao Mónaco um golo (que até mereceram pelo que jogaram durante os 90m) mas este poderia ter sido o primeiro jogo com de "baliza limpa" tal foi o acerto e concentração de toda a equipa a defender. Ficaram sem dúvida bem vincadas as opções de JJ para o plantel final que deverá ser algo parecido com:
Patrício, Beto, P.Silva
Piccini, Foulquier (rumor)
Coentrão, J.Silva
Coates, Mathieu, A.Pinto, Tobias
William, Battaglia
Adrien, B.Fernandes, M.Oliveira
Gelson, Iuri, B.Cesar, Acuña
Dost, Doumbia
A.Ruiz, Podence
3 dúvidas:
1- Vai o Sporting assegurar um ponta de lança para servir de back-up a Dost (Doumbia revelou-se muito precipitado a jogar sozinho na frente);
2- Petrovic e Matheus Pereira cabem neste plantel se ninguém sair?
3- A lateral esquerda parece-me de elevado risco. Coentrão pela vertente física, Jonathan pela incerteza do que pode valer como titular caso a primeira opção não esteja disponível.
Agora também é tempo é de encontrar as melhores opções para os jogadores que não tiveram lugar no plantel...e são muitos. Alguns estão quase, outros longe de uma solução, mas convém tratar bem destas dispensas, é que mesmo sem espaço dentro da equipa, continuam a ser activos (alguns até bem caros).
Jug (?), A.Geraldes (?), F.Geraldes (Rio Ave), R.Gauld (Aves), Leo Ruiz (Boavista), Palhinha (?), B.Ruiz (?), Douglas (?), Zeegelar (?), Schelotto (?), Heldon (?), Gelson Dala (?) e Castaignos (?)
Saudações Leoninas
Há alguns pormenores a afinar, sobretudo na defesa, que continua a deixar os pontas de lança adversários receber a bola com linha desimpedida para a baliza. Isto pode ser uma consequência natural de fazer avançar a linha para reduzir espaços de criação de jogo ao oponente ou simplesmente uma dificuldade entre os defesas de comunicar a movimentação da linha (Coentrão, Mathieu e Piccini) são elementos novos na rectaguarda.
O resultado foi bom, mas poderia ter sido diferente, um erro de Tobias (faz parte) deu ao Mónaco um golo (que até mereceram pelo que jogaram durante os 90m) mas este poderia ter sido o primeiro jogo com de "baliza limpa" tal foi o acerto e concentração de toda a equipa a defender. Ficaram sem dúvida bem vincadas as opções de JJ para o plantel final que deverá ser algo parecido com:
Patrício, Beto, P.Silva
Piccini, Foulquier (rumor)
Coentrão, J.Silva
Coates, Mathieu, A.Pinto, Tobias
William, Battaglia
Adrien, B.Fernandes, M.Oliveira
Gelson, Iuri, B.Cesar, Acuña
Dost, Doumbia
A.Ruiz, Podence
3 dúvidas:
1- Vai o Sporting assegurar um ponta de lança para servir de back-up a Dost (Doumbia revelou-se muito precipitado a jogar sozinho na frente);
2- Petrovic e Matheus Pereira cabem neste plantel se ninguém sair?
3- A lateral esquerda parece-me de elevado risco. Coentrão pela vertente física, Jonathan pela incerteza do que pode valer como titular caso a primeira opção não esteja disponível.
Agora também é tempo é de encontrar as melhores opções para os jogadores que não tiveram lugar no plantel...e são muitos. Alguns estão quase, outros longe de uma solução, mas convém tratar bem destas dispensas, é que mesmo sem espaço dentro da equipa, continuam a ser activos (alguns até bem caros).
Jug (?), A.Geraldes (?), F.Geraldes (Rio Ave), R.Gauld (Aves), Leo Ruiz (Boavista), Palhinha (?), B.Ruiz (?), Douglas (?), Zeegelar (?), Schelotto (?), Heldon (?), Gelson Dala (?) e Castaignos (?)
Saudações Leoninas
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Perder o timing
Não digo que chamar Octávio Machado para dirigir o departamento de futebol do Sporting foi um erro. Mas talvez se tenha adiado o fim desse papel. O "palmelão" é um homem do futebol, não daqueles engravatados de iPhone na mão, mas um decano do futebol real, dos balneários, das guerrilhas e um conhecedor profundo das layers de esquemas que regem o burgo.
Quem seguiu com alguma atenção o que este ex-jogador, treinador e director foi dizendo ao longo de várias décadas terá de dar razão ao muito que foi revelando algures debaixo da sua frase de assinatura "vocês sabem do que eu estou a falar". Sim, Octávio...agora sim temos uma ideia do que estavas a falar. Mas, apesar desta validade como guerreiro anti-sistema, a verdade é que ninguém já compreendia muito bem qual era a sua função específica.
Como tal e precisamos de inserir nesta circunstância o estado de saúde que Octávio atravessou, penso que a honorabilidade de esperar pelo fim da ligação contratual não foi a melhor opção. O próprio Octávio acabou por não se pacificar com aquilo que já era mais do que óbvio, aquilo que dava à estrutura de alguma forma tinha sido ultrapassado por todos os acontecimentos recentes do futebol português.
Ontem foi dia de resposta por parte de BdC e foi...dura. Confesso que teria preferido que o presidente optasse por desvalorizar as palavras de Octávio e apenas lhe tivesse desejado "boa sorte", mas por razões que são entendíveis, BdC fez por colocar o ex-director técnico num lugar secundário revelando até algum rancor pelas palavras pouco elogiosas que dedicara não tanto a ele próprio, mas aos que acompanham a estrutura do futebol.
Espero que tenha sido o ponto final numa polémica absolutamente desnecessária, que revela acima de tudo que o timing da saída de Octávio foi demasiado tardio, quiça por excelentes razões que não foram dessa forma colhidas por quem de direito. Algo que também não surpreende ninguém. Octávio nunca saiu a bem de nada na sua vida. É a sua imagem de marca.
Saudações Leoninas
P.S. - Se Octávio foi a 3ª escolha, foi a escolha acertada. É que com nomes como Carlos Janela (o cartilheiro-mor) ou Pedro Sousa (que teve/tem um processo em tribunal com o Sporting) à sua frente...mal por mal, preferiria 1000 a escolha que acabou por ser feita.
Ontem foi dia de resposta por parte de BdC e foi...dura. Confesso que teria preferido que o presidente optasse por desvalorizar as palavras de Octávio e apenas lhe tivesse desejado "boa sorte", mas por razões que são entendíveis, BdC fez por colocar o ex-director técnico num lugar secundário revelando até algum rancor pelas palavras pouco elogiosas que dedicara não tanto a ele próprio, mas aos que acompanham a estrutura do futebol.
Espero que tenha sido o ponto final numa polémica absolutamente desnecessária, que revela acima de tudo que o timing da saída de Octávio foi demasiado tardio, quiça por excelentes razões que não foram dessa forma colhidas por quem de direito. Algo que também não surpreende ninguém. Octávio nunca saiu a bem de nada na sua vida. É a sua imagem de marca.
Saudações Leoninas
P.S. - Se Octávio foi a 3ª escolha, foi a escolha acertada. É que com nomes como Carlos Janela (o cartilheiro-mor) ou Pedro Sousa (que teve/tem um processo em tribunal com o Sporting) à sua frente...mal por mal, preferiria 1000 a escolha que acabou por ser feita.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Calma...
É claro que perder 3 vezes seguidas frente a adversários com aparente igual valia em termos competitivos é desmoralizador. Não deixa pelo menos de fazer soar alguns alarmes nos adeptos mais impacientes. Mas mesmo que tenhamos a paciência de entender que há muitas coisas a agilizar neste novo plantel e que isso requer tempo, não deixa de pelo menos servir de análise a forma como sofremos golos e a aflição que se gera para criarmos oportunidades.
Por outro lado, é mais que evidente que com Patricio a dar mais segurança ao sector recuado, Adrien e William a pautarem as manobras e o ritmo de jogo, Acuna e Gelson a abrirem espaços no ataque (colocando Dost ou Doumbia muito mais em jogo) este Sporting vai parecer outro. Será também óbvio que a integração dos reforços é ainda muito recente e por mais que B.Fernandes dê sinais de ser individualmente um bom reforço, não deixa de ser verdade que o seu diálogo com os restantes companheiros de meio-campo é ainda muito ineficaz.
Na minha opinião, o cansaço e sobretudo a demora no entendimento das manobras são o facto mais preocupante neste estágio. Muitos jogadores ainda não se adaptaram e talvez isso não fosse esperado, mas tem obviamente solução. Além disso, acredito que o mercado - o grande - está só agora a começar e muita coisa pode ainda mudar e coisas decisivas. Vamos pois ter calma e confiar nos profissionais, que é para isso que lhes pagamos.
Saudações Leoninas
Por outro lado, é mais que evidente que com Patricio a dar mais segurança ao sector recuado, Adrien e William a pautarem as manobras e o ritmo de jogo, Acuna e Gelson a abrirem espaços no ataque (colocando Dost ou Doumbia muito mais em jogo) este Sporting vai parecer outro. Será também óbvio que a integração dos reforços é ainda muito recente e por mais que B.Fernandes dê sinais de ser individualmente um bom reforço, não deixa de ser verdade que o seu diálogo com os restantes companheiros de meio-campo é ainda muito ineficaz.
Na minha opinião, o cansaço e sobretudo a demora no entendimento das manobras são o facto mais preocupante neste estágio. Muitos jogadores ainda não se adaptaram e talvez isso não fosse esperado, mas tem obviamente solução. Além disso, acredito que o mercado - o grande - está só agora a começar e muita coisa pode ainda mudar e coisas decisivas. Vamos pois ter calma e confiar nos profissionais, que é para isso que lhes pagamos.
Saudações Leoninas
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