quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Tudo o que preciso dizer

Fosse qual fosse o Presidente do Sporting, estando a ser atacado em todas as frentes possíveis e imaginárias, numa “campanha” suja de indiscrição que não há memória, qualquer sportinguista deveria sentir a obrigação de oferecer a sua solidariedade, apoio e declarada indignação. É o dever de cada leão proteger o seu semelhante e quer seja um presidente, quer seja um mero adepto, ninguém pode admitir que se cometam o tipo de atropelos à vida privada que Bruno de Carvalho tem sofrido.

Ao permitir que tudo se escreva sem impunidade, que tudo se invente e recrie à luz da notícia sensação, estamos todos a colaborar para o descrédito do Presidente, da Presidência e do Sporting em último grau. Ridicularizar permanentemente o mais alto cargo leonino tem custos muito elevados para a imagem do clube perante os seus parceiros, investidores, patrocinadores e é urgente que todo o universo leonino perceba a importância disto. Se ser “inteligente” e “independente” é fingir que não me dou conta do ar de superioridade com que os lampiões falam do meu presidente, então eu quero ser o mais burro e mais seguidista que for capaz.

É que parecendo que não, a história é escrita pelos que ganham e deixada escrever pelos que admitem derrota. Recuso-me a dobrar o joelho perante vermes, gente sem honra, coragem ou força para me derrotar. Recuso-me a ver o meu presidente a ser “cozinhado” pelos mesmos que temem as ceboladas, pelos mesmos que ajudam a falir bancos, a traficar droga ou a patrocinar alternes multinacionais. Por isso…tudo o que preciso de dizer é mesmo: Em frente, Presidente!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Silly Season Natalícia

Não gosto de ser alarmista, mas pelo "andar da carruagem" vamos ter daqui a poucos dias o início oficial da campanha de vendas imaginárias do Sporting. Candidatos não faltam. Um Gelson a entusiasmar um duelo Barça-Real-Man Utd, um Adrien a reacender o interesse da Premier League, Patrício na calha de Bravo para o City,  William entre a vaga de Pogba na Juve e a memória de Patrick Vieira no Arsenal...há pano para mangas e elas vão ser cozidas e descosidas diariamente nas novelas do costume.
Em sentido inverso não vai existir lateral esquerdo latino-americano que escape à proximidade da 10A e pelo meio irá ser despachada meia equipa com o destaque para Melli, Jug, Jefferson, Douglas, Paulo Oliveira, Zeegelar, Petrovic, Elias, Paulista, A.Ruiz, André ou Castaignos.
É que os jornais não se vendem sozinhos e os programas de paineleiros têm de ser alimentados com qualquer coisa que seja polémico. E convenhamos, nada é tão "sensacional" como mexidas intermináveis numa equipa. É sempre "dinheiro no banco".
No dia 1 de Fevereiro, olhamos para a realidade e nada aconteceu...mas depois das vendas, dos shares e dos clicks, essa evidência já não serve para nada. O lucro foi feito.

SL

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Uma acusação colada a cuspo

Primeiro o argumento era que BdC se tinha dirigido aos balneários do Arouca para agredir o seu presidente. Minutos depois das imagens serem colocadas a circular a versão mudou para colocar o foco numa suposta cuspidela, desaparecendo a referência à deslocação do presidente do Sporting à zona do clube visitado. Um flip-flop muito curioso e uma súbita lembrança, mais de uma semana depois do acontecimento. A pergunta que se impõe é: como é que o Pinho “júnior” em plena sala de imprensa, minutos depois do acontecimento se “esqueceu” (do único e mais gravoso pseudo-facto) da cuspidela? 

A resposta para mim é clara. Não estando presente e olhando só para o testemunho oferecido pelas imagens, não só não houve qualquer agressão (física) de BdC, como não há qualquer cuspidela. O interessante é que o depoimento do Arouca segue as primeiras reacções de alguns comentadores benfiquistas que conseguiram distinguir entre uma enorme mancha branca, uma cuspidela. Se eu fosse juiz nesta causa, analisaria toda a ocorrência, relacionando 7 factos com especial gravidade para o presidente do FC Arouca:

1/ É o presidente do Arouca que se dirige à zona do WC onde já está BdC;
2/ É visível que é Pinho a provocar o dirigente leonino;
3/ Não houve qualquer agressão do Presidente do Sporting;
4/ É visível que BdC está a fumar um cigarro electrónico. 
5/ Vê-se uma macha branca sair da boca de BdC ao mesmo tempo que fala e não é visível qualquer linguagem corporal de alguém que quer atingir com um escarro o presidente do clube adversário; 
6/ A interpretação de que é o que diz (e não o que cospe) BdC nesse momento que provoca uma reacção de Pinho é o melhor palpite que alguém pode dar olhando para as imagens;
7/ Pinho agride um Segurança por duas vezes e recorre mais tarde à sua entourage quando entende que está claramente impossibilitado de conseguir aquilo que pretendia desde o primeiro segundo - agredir ou insultar BdC.

Qualquer conclusão outra que não estas, pecará por não estar fundamentada nas imagens que foram fornecidas. E quanto à súbita ingerência dos “detectives vermelhos”, é caso para dizer que o apelo presidencial para “falarem só do Benfica” não só foi completamente ignorado, como passa a configurar no anedotário do futebol português. A maior parte dos “players" mediáticos benfiquistas…só fala é mesmo do Sporting, mesmo que isso implique tentar distinguir frame a frame a diferença entre uma baforada de tabaco e uma cuspidela. 


SL

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O eterno problema lateral de JJ

Se houve imagem de marca de JJ no Carnide, a dificuldade de "acertar" num lateral esquerdo, foi uma delas. E logo no inicio, esse estigma parecia votado ao esquecimento. É que Jefferson vinha de 2 épocas em bom nível, titularidade mais que segura, renovação de contrato fresquinha e uma transferência a despontar (com vários emblemas médios na Europa a seguir o atleta).
Mas o que tem de ser tem muita força e logo após o início da temporada com JJ ao comando, Jefferson lesiona-se, com tempo de paragem a navegar nos dois meses. De lá para cá, não mais a posição teve sossego e as "soluções" nunca foram convincentes. Nem Jefferson, nem Jonathan, Zeegelar...ou mesmo B.Cesar conseguiram dar o que o treinador "menos amigo de defesas esquerdos" pretendia.

No verão andámos de Insua, a Mas, voltando a Insua. Hoje mete-se mais um Siquera na roda e passa-se o tempo a imaginar o que renderá cada um deles e o que custará aos cofres leoninos mais uma voltinha no carrossel do mercado. Pelo meio, o presidente diz que não há planos de reforços, ainda mais pelo meio Zeegelar é convocado para a seleção Holandesa. No início restará sempre a sensação que a saga do lateral continuará e no fim, tudo o que o Sporting irá realizar na abertura em Janeiro. Confesso que Zeegelar terá de subir muito de produtividade e/ou Jefferson regressar ao mundo dos "jogadores de futebol" para que esta questão fique resolvida na confiança resoluta dada pelo presidente. Pode parecer insipiente e até dispensável perder 2 minutos de raciocínio com tudo isto, mas a verdade é que o passado de JJ e o que há no plantel de momento, é caso para um mínimo de reflexão.

SL

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Reforços de Inverno

Gelson Dala, Ary Papel. Os nomes podem dizer muito pouco ou nada aos Sportinguistas residentes em território nacional, mas acreditem...para os leões que se encontram em Angola estas são duas entradas no clube, mais que aguardadas. São dois nomes que significam coisas distintas, mas que são sem dúvida do melhor que o Girabola já produziu nos últimos anos. Dala é (desculpem o abuso de comparação) um avançado muito móvel, que à semelhança de (só como exemplo) Liedson, só está efectivamente na área na hora de concretizar. A margem de progressão do jogador é, reconhecidamente, enorme e ao contrário de Ary, pode ser ainda adaptado a várias funções no ataque. Sabendo que o Girabola não é a Liga Portuguesa e considerando que Portugal não é Angola, dir-se-á que é preciso muito tempo e paciência para retirar destes dois atletas algum trunfo para a equipa principal, mas o futebol é uma linguagem universal para os grandes talentos e quem se poderá dizer surpreendido se estas duas chegadas acabarem por dar a JJ algum suplemento de imprevisibilidade no ataque, coisa que só Gelson consegue dar no Sporting actual.

SL

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Uma questão Teo lógica

Recuso-me a pensar que um clube centenário, com um Museu a transbordar de troféus, se sinta na necessidade de “resgatar” um jogador de futebol como Teo Gutierrez que além de não confirmar o estatuto (salarial e desportivo) com que chegou a Alvalade, serviu de lenha a dezenas de artigos de mais ou menos carvão ao longo da época. Serviu de pouca solução em 70% da temporada e só “despertou” para o Sporting nos últimos 10 jogos da Liga…momento em que se esfalfava para poder ainda ser convocado para disputar a Copa América Centenário pela Colômbia. Declarações públicas de “alívio” por ter saído do Sporting, de querer sair do Sporting, de não querer voltar ao Sporting estão por aí espalhadas na imprensa Sul Americana e escusado será dizer que desejo ardentemente limpar o cu às mais recentes em que diz exatamente o oposto. 
Jogadores destes, marquem 15 ou 20 golos num ano, são imprevisíveis no relvado e demasiado previsíveis na má imprensa e num mau balneário. Jogadores como Teo, ajudam a ganhar jogos (nos poucos momentos da época em que nos fazem o favor de querer jogar à bola) e a perder adeptos, a afundar o orgulho dos que se importam com os exemplos desportivos, com o estatuto de clube que não quer vencer a qualquer custo. 

Um jogador individualista, pesetero, egocêntrico, que dialoga mais com Dios do que com os seus adeptos ou os adeptos do seu clube, que a única coisa que lhe interessa saber do Sporting é a que dia chega o salário…é precisamente o tipo de jogadores que eu acho que devemos evitar no nosso clube, pois não fazem história, não marcam adeptos, não constroem uma imagem correta do nosso clube no mundo e sobretudo…goste ou não JJ…retirará espaço de evolução a jogadores já contratados (e não foram baratos) que têm de ser rentabilizados, quer estejamos ou não na luta por títulos. É que atirar para o lixo 3 e 4 milhões de euros gastos há menos de 4 meses, não é um sintoma de um clube bem gerido, é um sintoma de amadorismo primário, de “compras” por capricho ou impulsivas. 
Não me revejo num clube que deseja o regresso de Teo, tanto como não me revejo num clube que gasta 14 Milhões em Castaignos, André, Elias ou Alan Ruiz e 8 ou 9 jogos depois, desiste de os rentabilizar. Sei que este não é o caminho do Sporting. Sei que embora a imprensa goste de passar essa imagem, não é isso que os dirigentes do meu clube irão fazer. Eu não vou a Alvalade assobiar jogadores com a camisola que idolatro. Se não jogam bem, o Treinador tira-os da equipa, se não servem para o clube o Presidente tira-os do plantel. Enquanto estiverem no relvado são os melhores, enquanto estiverem no plantel são solução. Eu, como adepto, não desisto de ninguém que esteja “dentro”, mas quero desistir sempre de jogadores como Teo, pois esses estarão sempre “fora”, com a cabeça numa qualquer praia sul americana, a beber rum e a glorificar Deus pela sorte que têm de terem de fazer tão pouco para a engorda sistemática da sua conta bancária. 

SL

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Teimosia e bolas de neve

A sensação que fico depois de ver o jogo de ontem em Dortmund é muito semelhante à que tenho tido no final dos últimos jogos do Sporting. Exasperação. O Sporting, contrariamente ao que os marcadores têm “dito” não é uma equipa desorganizada, nota-se disciplina quer nas movimentações quer nos posicionamentos, esse trabalho ainda não caiu por terra e notou-se ontem que mesmo introduzindo um esquema táctico diferente e nunca testado em qualquer tipo de jogo…não houve caos e por vezes até foi visível alguma clarividência em articular as peças, mesmo que posicionadas de forma distinta e com diferentes funções no relvado.
O maior problema é a definição das jogadas. O último passe, a derradeira demarcação, a espontaneidade no remate, a concretização (seja na escolha ou na posição de onde se remata). 

Um sintoma do que estou a falar é bem visível na capacidade das defesas contrárias (sejam Dormunds ou Tondelas) em controlar o ataque leonino raramente recorrendo à falta especialmente em zonas próximas às suas áreas defensivas. Este é um sinal, mais do que evidente de que às defesas contrárias basta, na esmagadora maioria dos casos, acompanhar as movimentações, diminuindo linhas de passe…e o resto é deixar o tempo passar, deixando as sucessivas "ondas baterem contra as rochas”, perdendo assertividade e discernimento conforme o relógio avança. O Sporting actual não “mata” e logo…morre sucessivamente na praia, no campo, na cidade, vai morrendo conforme as oportunidades são desaproveitadas e muitas das vezes com 15 ou 20 minutos sem um remate à baliza. No futebol esta “doença” chamada falta de confiança para concretizar volume ofensivo de jogo é considerada grave e muitas das vezes o remédio depende pouco dos paliativos administrados por tácticas ou mudanças de jogadores.

O actual síndrome de que padece esta equipa pode muito bem já ter atirado o clube para a Liga Europa (onde precisamos de não perder com o Légia, pois já têm 1 ponto) sendo que o apuramento para a LC dependerá de vencer o Real Madrid e rezar para que este perca em casa com o Dortmund, indo nós também vencer a Varsóvia. Não é impossível, mas se formos realistas e olhando para o que produzimos no momento em campo…é mais seguro contar com as dificuldades em levar de vencida o actual campeão europeu, que não vai deslocar-se a Alvalade com a descontração que evidenciou na Polónia. A Liga portuguesa é outra conversa. Os 6 pontos perdidos parecem ser complicados de recuperar, não porque os adversários façam grandes brilharetes e se mostrem tão fortes que não venham a desperdiçar pontos…mas sim porque nós mostramos problemas suficientes para nos “coçarmos” bastante nos próximos 6 ou 7 jogos.

Para mim é evidente que o mais importante para o meu clube é começar a marcar golos e a vencer jogos, iniciando uma rotina vencedora e especialmente regressando ao hábito de amealhar 3 pontos de forma normal e sem perturbações de monta. E se é verdade que este cenário é a receita mais óbvia e primária, não deixa de ser real que talvez exista muito trabalho a fazer para que não dependamos de uma súbita carambola de erros adversários. Quem vê futebol há alguns anos, sabe que o pior para um clube grande é chegar a um ponto onde os adversários lhe “cheiram” o receio de perder pontos e avançam para as partidas com a ideia de que existem mais probabilidades de pontuar que o normal. O que se pode fazer para aproximar a equipa da porta de saída desta crise de resultados? Essa é a pergunta que deve pairar há semanas na cabeça de JJ e não devendo arrogar a saber mais do que um treinador tri-campeão, tenho cérebro e não ficarei a dever nada a ninguém se adiantar que (para mim) é claro que há muito trabalho motivacional a fazer e demasiados jogadores muito abaixo do que sabem fazer. São problemas solúveis, bastando que a teimosia permita ajuda no trabalho mental dos atletas e a procura no plantel (e até fora dele) de alternativas aos titulares. Envolve risco? Sim. Mas olhando para os resultados, o risco maior é mesmo o de deixar a bola de neve rolar.


SL