Os próximos Adriens e Williams não estão na América do Sul ou no leste europeu. Tiremos daí a ideia. O Sporting não tem dinheiro, nem os bolsos amigos dos empresários para ir recrutar jogadores que se afirmem na rapidez e pujança necessária para serem os "tais" reforços que não conseguimos esta época.
Acredito que os substitutos dos bons valores que temos hoje no plantel, estão já hoje na equipa B e quanto mais nos convencermos que não vamos descobrir Yazaldes no Dinamo de Bucareste ou Peyroteus no Nacional de Montevideo, mais depressa valorizaremos o que foi, em devido tempo, adquirido e formado por Alcochete.
A operação Carrillo tenderá a ser o modelo. Leva anos, tem muitos retrocessos, não é unânime...mas funciona. E terá de ser aperfeiçoada. Sem mudanças de paradigma, sem excesso de contratações, mantendo a convicção que o talento trabalhado dá frutos, o Sporting poderá investir mais na estabilidade e renovações do que na permanente contratação e dispensa ano sim, ano sim.
Mas para que isso seja efectivo, convém manter pelo menos 2 pessoas nos mesmos lugares. O treinador principal da equipa A e B, trabalhando em conjunto durante alguns anos, poderão criar um modelo de transição eficaz e agilizar a entrada de novos talentos no momento ideal. O efeito "pegar de estaca" pode ser bem mais repetível que as pontualidades que temos conseguido com Mané ou Tobias. A mudar de treinadores de forma permanente, o diálogo das duas formações séniores sofrerá...e os processos de evolução recomeçarão quase sempre do zero.
Wallyson, Medeiros, Gauld, Rubio, Palhinha, Gelson, Matheus, Ponde, Podence, Chaby, D.Duarte, Geraldes...há muita gente a esperar pelos momentos certos.
SL
quarta-feira, 11 de março de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
Fraquezas
Sim, o Penafiel é a equipa mais fraca desta Liga. E também sim, o Sporting tinha obrigação de não ter sofrido tanto para conquistar os 3 pontos frente à equipa mais fraca da competição em sua casa. Mas o futebol costuma pregar partidas estranhas, especialmente quando a juventude abunda na equipa e vem de resultados que provocaram imenso desgaste físico mas não só.
Assim que Tobias foi expulso e depois do golo de livre, dois erros que podiam ter sido cruciais (a vencer 2-0 em casa, Tobias não devia ter arriscado tanto e a barreira no livre esteve absolutamente infeliz) adivinhou-se impediatamente que o Sporting iria passar um mau bocado. O que um não faz o outro aproveita e o Penafiel na primeira parte fez 3 ataques, num expulsou um jogador do Sporting, nos outros dois…marcou.
Ao regressar do intervalo, a equipa fez o que podia ter feito, fez entrar Ewerton e continuou à procura da sorte que acabaria por, justamente chegar. Sinceramente não ficaria bem ao Penafiel levar pontos deste jogo…mesmo com 1 jogador a mais desde os 15m nunca assumiu o jogo e confiou na sorte que lhe trouxe os 2 golos para ser ainda mais feliz. Não foi. Diga-se que a expulsão foi justa, mas outros amarelos ficaram por mostrar…o árbitro andou a espalhar cartões evitando a acumulação…e só expulsou quando o Sporting já estava na frente do marcador, diga-se também, muito mal na 1ª expulsão do Penafiel. É verdade que não se esperaria tanta dificuldade, mas realmente uma expulsão aos 15m e golo na sequência do livre…é duro para qualquer equipa, foi muito para esta. Abanou, mas não caiu, tremeu mas aguentou-se. Podemos subvalorizar o Penafiel o quanto quisermos para "querer ver" uma derrota nesta vitória, mas isso serve para quê? Para justificar não ir a Alvalade? Não pagar cotas? Mandar esta época às malvas e passar para o lado dos "eu sempre disse que…"? Boa sorte e que encontrem felicidade ou desabafo nessa trincheira.
Existem dois (pelo menos) tipos de sportinguismo: o que é válido sempre e o que perde validade à medida que a diferença de pontos aumenta na tabela classificativa. Nenhum dos dois está contente, mas um resiste muito mais do que o outro à adversidade. 25 mil destes estiveram ontem em Alvalade.
SL
PS- Quando é que alguém enfia um trapo nos "assobiadores" do nosso estádio, irra...alguém que me explique para que serve assobiar os próprios jogadores...não dá para guardar até ao intervalo ou final da partida? É insultante estar a ver um jogo, a conter o nervosismo e a frustração e ter alguém ao lado que por tudo e por nada insulta os próprios atletas, assobia e quando o Sporting marca diz preciosidades como "f#da-se! é tão fácil...tão a ver otários?! É só jogar qualquer coisinha...marcamos logo!"...Mourinhos de aviário...
segunda-feira, 9 de março de 2015
Distâncias
Numa jornada onde 1º e 2º venceram e 4º e 5º perderam 3 pontos, não é preciso nenhum expert para concluir qual grupo devemos acompanhar. O Sporting deve aproveitar o jogo de hoje para começar a criar novamente distância atrás de si, operação que deve ser ampliada na próxima jornada com a deslocação do Braga a Carnide.
Caso façamos o nosso dever e entendendo que a pressão diminui assim que se torna mais ou menos aceite que o título é um objectivo longínquo, será normal (ou teremos de o tornar assim) que no final da próxima jornada o 4º classificado diste 7 pontos de nós e tendo, também nós, a vantagem teórica de um confronto directo em nossa casa. O 3º lugar não é nenhum prémio, mas do mal o menos, sempre que não conseguirmos medir forças com a regularidade dos nossos grandes rivais, ao menos que não deixemos para wannabes a última (possível) vaga para a Champions.
Tenho para mim, completamente fundada a opinião de que o tempo das grandes aquisições dos nossos rivais (com fundos ou não) termina no final desta época. Não será tão cedo que um emergente internacional argentino ou belga, ou mesmo brasileiro venha parar aos planteis de clubes portugueses, e nem mesmo as operações de Mendes terão a mesma preponderância. Agora há Deportivos e Valências para alimentar e a entrada directa para La Liga é mais sedutora que a nossa "Quinta do Duque".
A rivalidade financeira de porto e benfica deixará de ser medida em mais do dobro que a realidade comparativa do Sporting. Por mais que as aparências se mantenham, a verdade é que os dedos dos nossos rivais já não irão ter por muito tempo anéis como Gaitans e Jacksons. Por mais que tentem "vender" um novo paradigma como igual ao anterior, Pizzi não é Enzo, Cesar não é Luisão, Boubakar não é Jackson…e por aí fora.
O mercado dos três grandes irá aproximar-se muito do que o Sporting tem feito, jovens esperanças (por testar) vindas de fora, algum trunfo oportunidade do momento e muito mais aproveitamento do mercado interno e da formação. Acho mesmo que Lopetegui e Jesus serão os últimos treinadores a terem acesso a jogadores oriundos de Real Madrid, Atlético, Boca Juniores, Milan, ou outro posto avançado do dinheiro europeu. Os próximos a vir, chegarão do Hannover, do Palermo, do Swansea ou do Newells…e muitos deles porque falharam e não porque brilharam.
O que parecia um sprint, tornar-se-á uma corrida de fundo e sobretudo uma corrida onde os "turbos" irão escassear. A aproximação de valor real dos planteis será uma realidade ainda mais visível do que já é neste momento e o Sporting deixará bem mais cedo do que hoje muitos entendem, de ser o patinho feio do trânsito dos valores emergentes de Portugal para a Europa endinheirada.
SL
sexta-feira, 6 de março de 2015
Muito suado, demasiado suado
A primeira meia-final foi reveladora das dificuldades porque passa a equipa do Sporting nesta fase da época. Expectante, ansiosa, incapaz de por no campo o seu jogo (que o tem) e colocar o adversário exposto a erros. Os sucessivos desaires tiraram brilho ao Sporting e os jogadores parecem de alguma forma menos enérgicos, menos capazes de criar desequilíbrios e (como vem sendo hábito) finalizar as oportunidades criadas. Não está em causa a "dignidade"…está em causa a capacidade de mentalmente dar a volta à perda de objectivos e ilusão de sucesso.
Marco Silva fez descansar Cedric, recorreu a Jefferson, poupou Adrien e Montero ou Slimani. Nani está lesionado. Os que entraram Miguel Lopes, André Martins, Tanaka e Mané tiveram histórias bem diferentes durante a partida. O lateral levou um amarelo completamente absurdo, desnecessário e justo…para levar um vermelho na fase decisiva da partida, também ele absurdo mas desta vez injusto…começa a ser hábito erros graves de arbitragem calharem-nos sempre a nós. Regra geral e apesar do amarelo, Miguel Lopes esteve bem na partida a atacar, especialmente no apoio ao seu ala. André Martins fez o que costuma fazer, pouco intenso, a espaços inexistente…já são muitas oportunidades para se afirmar, se calhar será mesmo melhor para as duas partes que não renove. Tanaka foi outro que passou ao lado da partida, o japonês não soube "entrar" na partida, a culpa não será só dele…a equipa subiu pouco e quase sempre pelas alas enquanto esteve em campo. Nos jogos fora e na táctica de um ponta de lança sozinho é duvidosa a escolha deste jogador para o papel. Mané, resistiu à substituição da praxe que costuma colocar Capel em campo e ainda bem, já que marcou numa jogada óptima o golo do empate. Aliás penso mesmo que foi o melhor jogador em campo.
Quanto aos restantes, nada a salientar, apenas é importante referir a decisiva entrada de Adrien em campo, agarrando um meio-campo que William não estava a dar conta sozinho. Slimani ainda está bastante longe da sua forma ideal, somou erros e faltas, mas "chamou" os centrais e aguentou a defesa e isso foi o que Mané e Carrillo precisavam. O primeiro golo do nacional parece deixar Patrício em cheque, mas se nos lembrar-mos do que aconteceu a Gottardi na primeira parte, é mesmo de acreditar que a iluminação tenha de alguma forma condicionado o lance. O guardião madeirense teve sorte, o nosso não.
O que sai deste jogo é um resultado suficiente para entrar em Alvalade confiante na passagem. Mas foi um jogo muito sofrido, o que tendo em conta a valia do oponente, é de considerar a dificuldade que serão as próximas partidas da Liga. Felizmente que o calendário do 4º classificado é exigente (primeiro porto e depois carnide), esta equipa precisa de tranquilizar e redefinir os seus objectivos. Precisa também de voltar às vitórias e o Penafiel parece o adversário ideal para isso. Mas que ninguém se iluda, a equipa não está num bom momento de forma e os níveis de confiança estão a roçar os mínimos da decência. É hora de Marco Silva mostrar o que vale e se tem o balneário na mão, conseguir que entre nas partidas…pelo menos…focado em ultrapassar todas as dificuldades. Vai ser preciso.
SL
PS - Os dois golos do Sporting: Tobias e Mané. Quem dera que continuem a confiar nestes rapazes.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Mais um fósforo...
O paradoxo: todos os jornalistas, cronistas, arautos de algibeira elogiam Marco Silva. É unanime. E no entanto tantas notícias à procura de "sangue", reflectindo uma vontade "escura" que a sua permanência no Sporting seja bastante mais curta que a duração do seu contrato.
Para o establishment, é claro como a água, Marco Silva está mal no Sporting. As linhas tortas de cronistas apelam constantemente para a leitura do seu contrato, para as cláusulas, para a saúde da sua relação como BdC, com os adeptos e com tudo o que mexa no Sporting.
Alguns adeptos do Sporting, que ficaram na página da teoria mal demonstrada de José Eduardo, permanecem na barricada a dar tiros para o ar, imaginando que estão a fazer um favor enorme ao clube em acelerar o voltar de costas ao treinador.
Depois do clássico no Dragão, choveram as "observações" e a fogueira começou a ser montada, ainda falta madeira e a bruxa, mas isso é coisa que promete ser alimentada ao sabor dos erros, pois que MS tem de pagar pelos males da equipa, pois que os "milagres" não aconteceram e o "santo" vira amigo dos diabos num passo de inquisição leonina enfermado de ignorância e demasiados Records debaixo do braço.
Um treinador vale pelos resultados. Jardim valeu pelos dele, mas como alguém já observou recentemente não fica para "provar" as melhorias introduzidas e a cena do "anjo na terra", o "milagreiro de passagem" sabe a pouco quando há um crescimento gradual prometido aos adeptos.
Deixemos cada um fazer o seu trabalho. Marco Silva não é o melhor treinador do mundo, não será (de longe) o pior que passou por Alvalade nas últimas épocas...como nos esquecemos depressa...e na imperfeição natural, juventude e outras argumentações do momento, penso mesmo que terá um futuro difícil de ser comparado com as promessas que elevaram Domingos, Paulo Sérgio, Sá Pinto ou Oceano ao estatuto de "este é que vai ser o nosso Mourinho".
Sim, ainda vivemos na quimera do treinador que de tão genial, sai debaixo das pedras para dar títulos improváveis ao clube, transformando pau em espada e fraqueza em força. Essa locomotiva messiânica tarda em dar à costa, mas entretanto (e ao sabor dos pasquins) vamos acendendo fósforos como quem queima treinadores...quem sabe haverá um que leve mais do que uma época a consumir-se. Quem sabe.
Entretanto, há filas de espera para que o nosso "queijo" no caia da boca.
SL
Para o establishment, é claro como a água, Marco Silva está mal no Sporting. As linhas tortas de cronistas apelam constantemente para a leitura do seu contrato, para as cláusulas, para a saúde da sua relação como BdC, com os adeptos e com tudo o que mexa no Sporting.
Alguns adeptos do Sporting, que ficaram na página da teoria mal demonstrada de José Eduardo, permanecem na barricada a dar tiros para o ar, imaginando que estão a fazer um favor enorme ao clube em acelerar o voltar de costas ao treinador.
Depois do clássico no Dragão, choveram as "observações" e a fogueira começou a ser montada, ainda falta madeira e a bruxa, mas isso é coisa que promete ser alimentada ao sabor dos erros, pois que MS tem de pagar pelos males da equipa, pois que os "milagres" não aconteceram e o "santo" vira amigo dos diabos num passo de inquisição leonina enfermado de ignorância e demasiados Records debaixo do braço.
Um treinador vale pelos resultados. Jardim valeu pelos dele, mas como alguém já observou recentemente não fica para "provar" as melhorias introduzidas e a cena do "anjo na terra", o "milagreiro de passagem" sabe a pouco quando há um crescimento gradual prometido aos adeptos.
Deixemos cada um fazer o seu trabalho. Marco Silva não é o melhor treinador do mundo, não será (de longe) o pior que passou por Alvalade nas últimas épocas...como nos esquecemos depressa...e na imperfeição natural, juventude e outras argumentações do momento, penso mesmo que terá um futuro difícil de ser comparado com as promessas que elevaram Domingos, Paulo Sérgio, Sá Pinto ou Oceano ao estatuto de "este é que vai ser o nosso Mourinho".
Sim, ainda vivemos na quimera do treinador que de tão genial, sai debaixo das pedras para dar títulos improváveis ao clube, transformando pau em espada e fraqueza em força. Essa locomotiva messiânica tarda em dar à costa, mas entretanto (e ao sabor dos pasquins) vamos acendendo fósforos como quem queima treinadores...quem sabe haverá um que leve mais do que uma época a consumir-se. Quem sabe.
Entretanto, há filas de espera para que o nosso "queijo" no caia da boca.
SL
terça-feira, 3 de março de 2015
2 pontos no J
1/ O "caso" Jefferson não será o primeiro nem o último no futebol mundial. Cada vez mais será "normal" estas atitudes por parte dos jogadores, pois se há coisa em que o futebol mudou mesmo é a sobrevalorização dos jogadores. Os empresários também (não) ajudam. Longe vão os tempos do "amor à camisola". O dinheiro, sempre o dinheiro. Lamentavelmente. apesar de serem pagos estratosfericamente o profissionalismo é cada vez mais deficiente. Aos clubes não restam soluções como as que se aplicam a um puto de 6 anos. Castigos. Treinos à parte, não há recreio para quem não compreende as regras ou se projecta acima delas (tenha ou não argumentos para uma qualquer contestação).
Jefferson pode ter toda a razão do mundo em lamentar que não lhe tenha sido comunicada uma oferta. Mas apenas isso. O clube vende se quiser, o clube comunica-lhe isso se a tal estiver contratualmente obrigado. E ponto final na conversa. Pode até toda esta polémica estar na base de uma "promessa" ou um "acordo" verbal acordado entre ambas as partes, mas ao jogador não deve ser lógico que BdC seja incumpridor ou mentiroso e deve lembrar-se sempre quem lhe assina os cheques mensalmente e tem uma função dentro do clube muito maior que "apenas" presidente. Esta birra do brasileiro (que parece destinada a terminar em mais um clássico pedido de desculpas) desvalorizou o atleta e fê-lo perder 2 jogos fundamentais na época. Algo que manchará a sua afirmação tanto interna, como internacional.
À direcção o meu voto de confiança. Até agora tem sabido "tratar" destes comportamentos da única forma que acho ser positiva para a equipa e para a imagem do clube…com firmeza.
2/ Começo a não achar piada nenhuma quanto à forma como estes casos internos acabam, ponto por ponto, nos jornais. Não é a primeira vez esta época que factos ocorridos dentro do balneário saem para fora do mesmo. É grave. Sabendo-se da relação do clube com a maioria dos media…é quase uma traição ao emblema. Não desejando caça às bruxas ao nível do profissionalismo de atletas ou jogadores, gostaria muito que se tentasse identificar a origem destas "transpirações"…pois se o balneário é sagrado para umas coisas, também devia ser sagrado para estas. A imagem do clube e, mais importante ainda neste caso, da equipa está em causa.
SL
segunda-feira, 2 de março de 2015
Levantar os braços
Esta é uma segunda-feira difícil. Não há para os Sportinguistas muitos motivos para sorrir. Na Liga, apesar de ainda faltarem muitos jogos, a percepção depois do clássico de ontem é a de que o Sporting vai mesmo lutar pelo 3º lugar. Ninguém o quer aceitar, eu muito menos, mas realisticamente o que importa mesmo daqui para a frente é ganhar jogos, esquecendo os rivais e dando importância ao que interessa - assegurar a pré-eliminatória da Champions. O Braga não parece equipa para nos roubar essa posição, mas convém não esquecer a lição de outras épocas.
A má exibição colectiva, apesar do bom jogo de alguns jogadores, que ficou de ontem mostra claramente que a equipa ficou afectada pela eliminação na UEFA e pela distância que já leva dos seus rivais. Aliás, pode-se dizer mesmo que este Sporting de Fevereiro é algo distante do que já foi nesta época. Mas. como venho escrevendo neste blog, a hora não é de carpir mágoas nem de cair em depressões desportivas. Está já aí a 1ª mão da meia-final da Taça de Portugal e é essencial que a deslocação à Madeira traga qualquer coisa de positivo.
É também muito importante que a Direcção, os adeptos e seja mais quem for não faça desta hora uma caça às bruxas. Não é tempo para isso, lá chegaremos, mas começar já a mandar "tiros" nos próprios pés pode ser tudo aquilo que o clube não precisa. Se na Quinta-Feira a equipa esteve bem orientada, foi briosa e competiu com o Wolfsburgo da forma como o fez…não é depois de ir ao dragão (que é uma deslocação muito difícil) que tudo passa a ser intrinsecamente mau. Detesto sobretudo que se caia na opção fácil (mas não barata) de culpar o treinador.
Os objectivos da época estão de facto comprometidos e a equipa não parece na sua melhor fase. Mas há jogos para jogar e metas mínimas para alcançar. Exige-se agora a Taça, mas como é óbvio primeiro temos de chegar ao Jamor…e o Nacional já não é o "bobo da corte" do início da época.
Aos adeptos, apesar da tristeza, só resta arregaçar as mangas e não entrar em más ondas, a contestação só por si não resolve nada….e sinceramente já estou farto de "chorar" por insucessos. A época não está a ser boa? Prepare-se já a próxima…um pouco melhor, se possível. Baixar os braços é que não constrói nada no futuro.
SL
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