Elias e Labyad, são os casos mais graves de
uma visão para o futebol alcoolizada. Elias era até ao momento de chegar a Alvalade
uma das muitas revelações do Brasileirão que não confirmou em Espanha o
estatuto de vedeta. Era, pela limitação de estrangeiros, um jogador
transferível...não se entende nem um pouco a dimensão da tesão leonina....quase 12 milhões de euros?! Fazer parte das convocatórias da Selecção
não chega para explicar o que alguém viu em Elias.
A forma como Labyad é contratado pelo Sporting
é simplesmente digna de um filme dos Cohen. O Sporting pagou ao pai do jogador 2 milhões de
euros! Não estamos a falar do pai de nenhuma vedeta de créditos confirmados, estamos
a falar do pai de uma promessa da Liga Holandesa...e todos sabemos que existem
tantas por aí...(quanto terá recebido o pai do Ola, ou o pai do Wolfswinkel?)
Confesso que poucas coisas me surpreendem no
futebol. É uma selva, vale tudo, é tudo verdade como é mentira dependendo dos
timings e das necessidades. Não há honra nem compromissos, não há respeito nem
memoria. Mas...mesmo assim cada agente defende o seu penico, a sua
carteira, o seu público da melhor forma que pode. Godinho Lopes, defendeu todos
os interesses...de um filme de terror.
Não é aceitável que um ser humano, mesmo a roçar o primata, considerasse que o caminho
traçado pela anterior direcção iria trazer algum fruto. O insucesso era só uma
questão de calendário, a tomada de posse dos credores era o que mais se assemelhava como uma solução alternativa (??!!). Em muitas
coisas o plano desportivo de Godinho Lopes foi uma missão kamikaze. Sem plano
B, sem fallback, sem forma de alterar o percurso ou reposicionar-se perante
novos objectivos. A missão correu mal...não acertarmos no porta-aviões do inimigo...aliás nem sequer levantámos voo. Os torpedos explodiram na própria pista...
O salário de Luís Duque é absolutamente
pornográfico. O salário de Manuel Fernandes idem, o entendimento por detrás
desta lógica salarial é digna de um conto infantil...em que a moralidade
castiga os maus e repõe a riqueza a quem a merece. Só que o Sporting não é para
meninos e inevitavelmente teremos de dar aos “bandidos” o fruto do seu saque. Bruno de Carvalho não é o Robin dos Bosques ...nem sequer um Errol Flynn....é um rapaz com ideias e vontade...apenas isso.
Elias, Labyad, Baldes, Duques, para muitos dos que têm passado por
Alvalade....infelizmente temos todos de o entender....o amor é ao dinheiro,
ponto final. São todos uma grande cambada de ladrões, chupistas, Xerifes de Nottingham que prezam tanto o Sporting e os sportinguistas como parasitas no cu.
Não sei se nos outros clubes é esta a
realidade. Nem me interessa. Mas não querendo ser inocente, acho que o Sporting não
terá salvação possível se quiser andar a “comprar” amor ao clube desta forma. E
não venham com tretas...o Sporting não pode ser grande a “pagar” e pequeno a
“lucrar”. Algo tem de ser corrigido...e se tivermos de passar algumas época na
sombra do cinto apertado...que seja! Uma coisa é certa...a pagar pouco...não
atraímos porventura alguns bons jogadores...mas também evitaremos os grandes
barretes.
Da próxima vez que forem escrever sobre o Gerson Magrão, sobre Vitor ou Mauricio, talvez fosse melhor pensar que esses quiseram vir...apesar de tudo...quiseram vir.
SL