Não sei o que dizer do boato da vinda de Rolando para o Sporting, ou melhor, até sei...mas não é bonito. Então é assim. Temos neste momento com contrato: Boulahrouz, Rojo, Ilori, Dier, Nuno Reis e Onyewu (fora os da equipa B). Admitindo que o holandês e o americano vão ser dispensados (quem dera que fossem vendidos...mas isso secalhar já é muita fruta) sobram 4. Destes 4, 3 são de potencial claramente superior a Rolando e Nuno Reis merece uma oportunidade.
Então expliquem-me lá senhores jornalistas onde cabe um ordenado como o do jogador ex-belenenses? Servirá para preencher a vaga de Rojo? Mesmo que fosse, alguém me explica que raio de motivação tem o cabo-verdiano em vir para o Sporting? Numa equipa jovem, fora da Liga Europa e sem garantias que mesmo que titular em Alvalade pode ficar afastado do Mundial do Brasil (se lá chegarmos...o que até parece mais difícil)? Numa época de contenção, o salário de Rolando não iria rolar para fora do budget?
Já são argumentos suficientes para pendurar esta notícia no cesto da "Anita vai à Gestifute" juntamente com os Edinhos, mas se por acaso subsistirem dúvidas, então cá vai mais um issue: para que raio quero eu um gajo completamente trucidado psicologicamente depois de ser apelidado em Nápoles de "barrete" e "traste", escorraçado do dragão, ignorado na selecção?! Desde quando é o Sporting um "reciclador" de jogadores dos tripeiros?
Temos cara de clínica? De albergue para vitimas de maus tratos desportivos?
SL
PS- Já agora, alguém me consegue explicar para que é que Inácio está a negociar Josué do Paços? Será para desmotivar um dos mais motivados jogadores do plantel, André Martins? É que entre os dois não vejo muitas diferenças...ok, pronto...o Josué tem mais 4 cm de altura e tem mais 2 tatuagens. Deve ser por isso.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
O síndroma de pequenez
O Portugal do futebol é assim:
Os 3 grandes imperam. Porto e Benfica lutam pela hegemonia, tendo os tripeiros quase sempre vantagem. O Sporting depende de um fogacho por década. O Braga espreita. O Guimarães e o Marítimo já tiveram mais balanço. Paços de Ferreira e Estoril são as "sensações", como já foram Nacional, Académica ou Rio Ave agora estáveis na rotina do meio da tabela.
Os eternos aflitos Setúbal, Gil Vicente, Beira Mar, Académica e Olhanense juntam-se a Leixões, Belenenses, Desp. Aves, Portimonense e Naval como clubes que fazem ping-pong regular entre as duas ligas.
Para trás ficaram os habituais Boavista, Varzim, Farense, Chaves, Estrela da Amadora, Penafiel, U.Leiria e Salgueiros. Ainda mais para trás Famalicão, U.Madeira, Vizela e Atlético. Na pré-história perderam-se a CUF, Barreirense, Sp. Covilhã e Ac.Viseu.
Há excepção dos 3 grandes e dos 3 médios (Braga, Guimarães e Marítimo) todos os clubes são mais ou menos iguais, dependendo de mecenas pontuais (empresas, câmaras municipais, presidentes milionários) ou ocasionais coincidências desportivas (treinadores excepcionais ou conjugação feliz de jogadores) para espreitar fora do rectângulo de pequenez.
Coloca-se sempre a impossibilidade de crescer, na concentração devoradora dos 3 grandes. Conceito idiota. Os pequenos não crescem, porque não querem. Não querem desafiar, não querem ser únicos, não querem inovar. Mimetizam os 3 grandes no que podem, e no que não podem inventam, sem critério ou direcção.
Com a Lei Bosman e a globalização, Ghilas do Moreirense pode ser contratado pelo Auxerre, ou Licá pelo Légia de Varsóvia. Já ninguém precisa de Porto, Sporting ou Benfica para fazer uma boa venda. Isso mudou tudo e no fundo, não mudou nada. Os grandes continuaram a comprar muito e os pequenos a vender mal. A diferença é que o dinheiro sai e os talentos também.
Ainda ninguém avisou, mas as nossa competições aceleram brutalmente para bancarrota. Os alicerces económicos do nosso futebol estão a ruir, Sporting agora, Benfica e Porto em breve. Todos estão a perder, todos os anos, imensas receitas. Os espectáculos são cada vez mais pobres, os bilhetes mais caros, os árbitros piores e as infra-estruturas mais ao nível dos salários em atraso.
Para inverter este estado de coisas seria preciso uma revolução. Mas está-se tudo a cagar...o que interessa é quem ganha, seja limpinho ou sujinho. O que aconteceria se a Liga fosse rigorosa na prova de profissionalismo?
SL
Os 3 grandes imperam. Porto e Benfica lutam pela hegemonia, tendo os tripeiros quase sempre vantagem. O Sporting depende de um fogacho por década. O Braga espreita. O Guimarães e o Marítimo já tiveram mais balanço. Paços de Ferreira e Estoril são as "sensações", como já foram Nacional, Académica ou Rio Ave agora estáveis na rotina do meio da tabela.
Os eternos aflitos Setúbal, Gil Vicente, Beira Mar, Académica e Olhanense juntam-se a Leixões, Belenenses, Desp. Aves, Portimonense e Naval como clubes que fazem ping-pong regular entre as duas ligas.
Para trás ficaram os habituais Boavista, Varzim, Farense, Chaves, Estrela da Amadora, Penafiel, U.Leiria e Salgueiros. Ainda mais para trás Famalicão, U.Madeira, Vizela e Atlético. Na pré-história perderam-se a CUF, Barreirense, Sp. Covilhã e Ac.Viseu.
Há excepção dos 3 grandes e dos 3 médios (Braga, Guimarães e Marítimo) todos os clubes são mais ou menos iguais, dependendo de mecenas pontuais (empresas, câmaras municipais, presidentes milionários) ou ocasionais coincidências desportivas (treinadores excepcionais ou conjugação feliz de jogadores) para espreitar fora do rectângulo de pequenez.
Coloca-se sempre a impossibilidade de crescer, na concentração devoradora dos 3 grandes. Conceito idiota. Os pequenos não crescem, porque não querem. Não querem desafiar, não querem ser únicos, não querem inovar. Mimetizam os 3 grandes no que podem, e no que não podem inventam, sem critério ou direcção.
Com a Lei Bosman e a globalização, Ghilas do Moreirense pode ser contratado pelo Auxerre, ou Licá pelo Légia de Varsóvia. Já ninguém precisa de Porto, Sporting ou Benfica para fazer uma boa venda. Isso mudou tudo e no fundo, não mudou nada. Os grandes continuaram a comprar muito e os pequenos a vender mal. A diferença é que o dinheiro sai e os talentos também.
Ainda ninguém avisou, mas as nossa competições aceleram brutalmente para bancarrota. Os alicerces económicos do nosso futebol estão a ruir, Sporting agora, Benfica e Porto em breve. Todos estão a perder, todos os anos, imensas receitas. Os espectáculos são cada vez mais pobres, os bilhetes mais caros, os árbitros piores e as infra-estruturas mais ao nível dos salários em atraso.
Para inverter este estado de coisas seria preciso uma revolução. Mas está-se tudo a cagar...o que interessa é quem ganha, seja limpinho ou sujinho. O que aconteceria se a Liga fosse rigorosa na prova de profissionalismo?
SL
terça-feira, 21 de maio de 2013
Afastar os brinquedos
Pode não ser o arrumo mais "smart" da coisa, mas BdC lá vai pondo os brinquedos nas gavetas e arranjando espaço para alguém conseguir jogar à bola.
Tenho algumas dúvidas no capítulo "organização" e "melhores práticas de gestão desportiva" quando tenho dois tipos como o Virgilio e Inácio, que estão como uma lavadeira para uma máquina de lavar nesta matéria. Mas como o presidente é mestrado na coisa...vamos ver. Sempre aprendi no mundo do trabalho que o patrão não deve dar "mãozinhas" aos empregados...
Mas ok. Casa mais ou menos arrumada. Passemos ao resto. Leonardo Jardim. Podia ser melhor? Talvez não, com o dinheiro que o clube pode pagar. Ao menos uma coisa se fez bem: não se esperou que todos os outros clubes escolhessem para ficarmos com os restos. Aqui o presidente deu uma cabazada no método GL, ou seja, vamos adiando uma boa decisão até que se transforme em má.
Faltam os jogadores. Todos os dias vendemos metade do plantel, mas o que é certo é que ainda só saiu o Wolfs...não tenho dúvidas nenhumas que os interessados vão guardar as propostas realistas lá muito mais para a frente, quando o clube com a corda na garganta de tanta decisão empatada, tiver mesmo que dizer que sim. Por isso, digo-lhe caro Presidente:
- Imponha (em privado) um prazo de negociação. Tipo até 15 de Junho. Depois dessa data, o clube só negociará valores dentro ou estupidamente próximos das cláusulas de rescisão. Sem discussão. Sem margem para dúvidas. Let them know you mean business!
Só assim a construção do plantel evitará uma catástrofe...perdendo os melhores e sem tempo nem dinheiro (quanto mais tarde mais inflacionados são os valores) para negociar substituições.
- Imponha aos empresários dos "milionários de bogotan" uma realidade: quem não encontrar clube que queira dar a quantia que o Sporting precisa (estamos nas lonas caraças!) em retorno pelo passe, passará o resto do contrato na equipa B.
- Compre o Steven Vitória, Jefferson e o Ghilas. Não são o Messi, Neymar e o Ronaldo, mas resolviam muitos problemas da equipa. Não são dados? Não. Mas desconfio que quem os leve, esteja daqui a pouco tempo montado em grandes negócios. Considere-os investimentos.
SL
Tenho algumas dúvidas no capítulo "organização" e "melhores práticas de gestão desportiva" quando tenho dois tipos como o Virgilio e Inácio, que estão como uma lavadeira para uma máquina de lavar nesta matéria. Mas como o presidente é mestrado na coisa...vamos ver. Sempre aprendi no mundo do trabalho que o patrão não deve dar "mãozinhas" aos empregados...
Mas ok. Casa mais ou menos arrumada. Passemos ao resto. Leonardo Jardim. Podia ser melhor? Talvez não, com o dinheiro que o clube pode pagar. Ao menos uma coisa se fez bem: não se esperou que todos os outros clubes escolhessem para ficarmos com os restos. Aqui o presidente deu uma cabazada no método GL, ou seja, vamos adiando uma boa decisão até que se transforme em má.
Faltam os jogadores. Todos os dias vendemos metade do plantel, mas o que é certo é que ainda só saiu o Wolfs...não tenho dúvidas nenhumas que os interessados vão guardar as propostas realistas lá muito mais para a frente, quando o clube com a corda na garganta de tanta decisão empatada, tiver mesmo que dizer que sim. Por isso, digo-lhe caro Presidente:
- Imponha (em privado) um prazo de negociação. Tipo até 15 de Junho. Depois dessa data, o clube só negociará valores dentro ou estupidamente próximos das cláusulas de rescisão. Sem discussão. Sem margem para dúvidas. Let them know you mean business!
Só assim a construção do plantel evitará uma catástrofe...perdendo os melhores e sem tempo nem dinheiro (quanto mais tarde mais inflacionados são os valores) para negociar substituições.
- Imponha aos empresários dos "milionários de bogotan" uma realidade: quem não encontrar clube que queira dar a quantia que o Sporting precisa (estamos nas lonas caraças!) em retorno pelo passe, passará o resto do contrato na equipa B.
- Compre o Steven Vitória, Jefferson e o Ghilas. Não são o Messi, Neymar e o Ronaldo, mas resolviam muitos problemas da equipa. Não são dados? Não. Mas desconfio que quem os leve, esteja daqui a pouco tempo montado em grandes negócios. Considere-os investimentos.
SL
domingo, 19 de maio de 2013
Um Jardim verde e branco
Bruno de Carvalho escolheu. Ou Inácio, tanto faz. É admirável a rectidão mantida face à pressão exterior para renovar com Jesualdo. Agora será bom ver até que ponto o próximo treinador não se sentirá sempre a parte mais "fraca" da questão. E o Leonardo Jardim (LJ) já deu provas que tem pressa de chegar a qualquer lado, sem hesitar em bater com a porta ao mínimo desfavor (Beira Mar e Braga).
Espero que der certo. Em muitas coisas este LJ é uma incógnita. Integra bem novos jogadores? Potencia a formação? Sabe construir plantéis? Resiste bem à pressão por resultados? Sabe lidar com uma massa associativa enorme e exigente? Não seria menos desconhecido a estes problemas que o treinador do Estoril, Guimarães ou Paços de Ferreira....e ao menos já treinou um Braga e Olimpiakos, o que é mais parecido mesmo assim.
Já estou para além dos palpites. É olhar para frente e passar ao dossier principal, fazer uma equipa, fazer esquecer esta época de merda que triturou 4 treinadores, 1 direcção, milhões de euros e alguns milhares de sócios. Há 2 meses para encontrar soluções que impeçam uma sangria e escolhas muito duvidosas para substituir os jogadores mais caros e melhores do plantel. O que me "venderam" foi uma redução de custos e recuperação desportiva. Não foi um Sporting a lutar pela manutenção.
SL
Espero que der certo. Em muitas coisas este LJ é uma incógnita. Integra bem novos jogadores? Potencia a formação? Sabe construir plantéis? Resiste bem à pressão por resultados? Sabe lidar com uma massa associativa enorme e exigente? Não seria menos desconhecido a estes problemas que o treinador do Estoril, Guimarães ou Paços de Ferreira....e ao menos já treinou um Braga e Olimpiakos, o que é mais parecido mesmo assim.
Já estou para além dos palpites. É olhar para frente e passar ao dossier principal, fazer uma equipa, fazer esquecer esta época de merda que triturou 4 treinadores, 1 direcção, milhões de euros e alguns milhares de sócios. Há 2 meses para encontrar soluções que impeçam uma sangria e escolhas muito duvidosas para substituir os jogadores mais caros e melhores do plantel. O que me "venderam" foi uma redução de custos e recuperação desportiva. Não foi um Sporting a lutar pela manutenção.
SL
sábado, 18 de maio de 2013
Guia para escolher um bom treinador
1- Nunca escolher o óbvio. A imprensa é capaz de endeusar um atrasado mental se os ventos do futebol o empurrarem para algumas vitórias inesperadas (Ranieiri, Jaime Pacheco, Souness, há tantos).
2- Olhar para números e para quem os obteve com raia miúda. Ter a defesa menos batida com Thiago Silva e Pepe ou o melhor ataque com Ronaldo e Messi é muito mais fácil.
3- Escolher com base nos jogadores e filosofia de jogo. De que vale a pena contratar Mourinho se o meu clube joga 90% dos jogos em contra-ataque, ou para que quero um Prandelli se quase todas as equipas quando me defrontam jogam com as linhas recuadas.
3- Ver a curva de carreira. Dos 35 aos 40 aprende-se. Dos 40 aos 50 atinge-se o auge. Dos 50 aos 60 chega o declínio. A partir daqui poucos mantêm a ambição de enriquecer clubes com troféus. Há excepções (Ferguson) mas estão todos em grandes clubes. Tal como os jogadores, os treinadores também falham e perdem confiança. Recrutar em alta é bom. Contratar em baixa é um grande risco.
4- Evitar reprises. Lá porque um treinador vingou no passado num rival, não quer dizer que volte a fazê-lo. Tudo muda e embora o algodão não engane, depois de usado é mais difícil distinguir o cagado do muito cagado.
5- Good press. Hoje em dia apostar num treinador com uma má relação com os media é meio caminho andado para andar o caminho todo a penar (Vitor Pereira é um exemplo que devia vir nos livros).
6- O ex da casa. Cada vez menos treinadores vingam nos clubes onde são formados e destes cada vez menos foram jogadores de futebol a sério. Há cada vez menos santos e fazem poucos milagres.
7- Em Portugal o contrato que faz mais sentido é o 1+1. Um ano, se correr bem o clube opta pelo segundo. Se sobreviver a este início, está na altura de um contrato de 2 anos.
8- Português. Está na moda dizer que a nossa Liga é muito específica e que o treinador tuga é a melhor aposta. Dois mitos. A nossa liga é tão específica como todas as outras e a maior parte dos treinadores portugueses são tão bons como os clubes, directores, árbitros e imprensa. Ou seja, sofríveis. O problema é que não trazemos os melhores treinadores estrangeiros para Portugal.
9- O formador. Também é moda, mas esta é vital. Ter um treinador com coragem e capaz de "ensinar" jovens a dar os primeiros passos na equipa principal do clube é uma garantia de dinheiro em caixa.
10- Bem me quer. Os adeptos nunca são bons conselheiros. Testar o nome nos blogs e jornais é uma asneira (foi método nos últimos anos e não serve para nada). Não há nomes consensuais. O treinador esta seguro pelo presidente e este é o único que tem de dar palpites na coisa. O resto é conversa.
SL
2- Olhar para números e para quem os obteve com raia miúda. Ter a defesa menos batida com Thiago Silva e Pepe ou o melhor ataque com Ronaldo e Messi é muito mais fácil.
3- Escolher com base nos jogadores e filosofia de jogo. De que vale a pena contratar Mourinho se o meu clube joga 90% dos jogos em contra-ataque, ou para que quero um Prandelli se quase todas as equipas quando me defrontam jogam com as linhas recuadas.
3- Ver a curva de carreira. Dos 35 aos 40 aprende-se. Dos 40 aos 50 atinge-se o auge. Dos 50 aos 60 chega o declínio. A partir daqui poucos mantêm a ambição de enriquecer clubes com troféus. Há excepções (Ferguson) mas estão todos em grandes clubes. Tal como os jogadores, os treinadores também falham e perdem confiança. Recrutar em alta é bom. Contratar em baixa é um grande risco.
4- Evitar reprises. Lá porque um treinador vingou no passado num rival, não quer dizer que volte a fazê-lo. Tudo muda e embora o algodão não engane, depois de usado é mais difícil distinguir o cagado do muito cagado.
5- Good press. Hoje em dia apostar num treinador com uma má relação com os media é meio caminho andado para andar o caminho todo a penar (Vitor Pereira é um exemplo que devia vir nos livros).
6- O ex da casa. Cada vez menos treinadores vingam nos clubes onde são formados e destes cada vez menos foram jogadores de futebol a sério. Há cada vez menos santos e fazem poucos milagres.
7- Em Portugal o contrato que faz mais sentido é o 1+1. Um ano, se correr bem o clube opta pelo segundo. Se sobreviver a este início, está na altura de um contrato de 2 anos.
8- Português. Está na moda dizer que a nossa Liga é muito específica e que o treinador tuga é a melhor aposta. Dois mitos. A nossa liga é tão específica como todas as outras e a maior parte dos treinadores portugueses são tão bons como os clubes, directores, árbitros e imprensa. Ou seja, sofríveis. O problema é que não trazemos os melhores treinadores estrangeiros para Portugal.
9- O formador. Também é moda, mas esta é vital. Ter um treinador com coragem e capaz de "ensinar" jovens a dar os primeiros passos na equipa principal do clube é uma garantia de dinheiro em caixa.
10- Bem me quer. Os adeptos nunca são bons conselheiros. Testar o nome nos blogs e jornais é uma asneira (foi método nos últimos anos e não serve para nada). Não há nomes consensuais. O treinador esta seguro pelo presidente e este é o único que tem de dar palpites na coisa. O resto é conversa.
SL
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Erros do costume
Toda a imprensa dá como garantida a não continuidade de Jesualdo. Isto tem 3 suposições muito más associadas.
1/ Se tudo isto é verdade, então quem está a alimentar este "par e passo"? É inaceitável. Só falta publicarem uma acta das reuniões.
2/ Se tudo não passa de "palpites" mediáticos, é grave, o clube está exposto a uma governação fictícia sem qualquer tipo de contraditório.
3/ O processo de renovação do treinador foi mal conduzido. Seja por JF ou por BC, ou pelos dois. O que perdeu mais? O clube.
Continuando no "suponhamos"...tenho bem presente o que foi a equipa do Sporting ao comando das mãos cheias de sportinguismo, energia e discursos motivadores de Oceano e Sá Pinto. Vercauteren era mais experiente, mas boa vontade, simpatia e um discurso realista não chegaram para o que era preciso.
E o que era preciso? Alguém com tomates suficientes para traçar uma linha, pôr todos em cima da mesma e ir empurrando para a frente, deixando cair quem tremesse e ajudando a andar quem tivesse pezinhos. A coisa nunca atingiu níveis óptimos, mas também nunca mais se afundou no cagalhão futebolístico que chegou a ser.
Leonardo Jardim? 2 épocas na I Liga (no Beira Mar e Braga). Um alpinista que não acaba nenhum projecto. Uma boa época no Braga, uns meses no "ganha tudo" da Grécia...é isto que queremos?
Marco Silva? 1 época na I Liga...um perfil sossegadito. Uma subida de divisão e um 5º lugar...com uma equipa montada por investidores...é isto que queremos?
Rui Vitória? 4 épocas na I liga (Paços de Ferreira e Guimarães). Resultados porreiros, mas nada assombroso. É isto que queremos?
Estes serão os mais prováveis...sendo que pelo que oiço por aí, Rui Vitória é o que está mais "à mão". Precisamos mesmo de mais um Paulo Sérgio? O que vai BC dizer aos sócios quando a coisa der para o torto e ficar mais uma vez provado que o Sporting precisa de um treinador líder, com experiência...e muito jogo de cintura dentro do balneário?
Não sendo nenhum drama, tremo só de pensar que pode ser Inácio, Virgilio e (por exemplo) Rui Vitória a construírem o plantel da próxima época. O que vale é que não há dinheiro.
Vou esperando que nada disto faça sentido. Vou esperando que os erros do costume não batam à porta de BC.
SL
1/ Se tudo isto é verdade, então quem está a alimentar este "par e passo"? É inaceitável. Só falta publicarem uma acta das reuniões.
2/ Se tudo não passa de "palpites" mediáticos, é grave, o clube está exposto a uma governação fictícia sem qualquer tipo de contraditório.
3/ O processo de renovação do treinador foi mal conduzido. Seja por JF ou por BC, ou pelos dois. O que perdeu mais? O clube.
Continuando no "suponhamos"...tenho bem presente o que foi a equipa do Sporting ao comando das mãos cheias de sportinguismo, energia e discursos motivadores de Oceano e Sá Pinto. Vercauteren era mais experiente, mas boa vontade, simpatia e um discurso realista não chegaram para o que era preciso.
E o que era preciso? Alguém com tomates suficientes para traçar uma linha, pôr todos em cima da mesma e ir empurrando para a frente, deixando cair quem tremesse e ajudando a andar quem tivesse pezinhos. A coisa nunca atingiu níveis óptimos, mas também nunca mais se afundou no cagalhão futebolístico que chegou a ser.
Leonardo Jardim? 2 épocas na I Liga (no Beira Mar e Braga). Um alpinista que não acaba nenhum projecto. Uma boa época no Braga, uns meses no "ganha tudo" da Grécia...é isto que queremos?
Marco Silva? 1 época na I Liga...um perfil sossegadito. Uma subida de divisão e um 5º lugar...com uma equipa montada por investidores...é isto que queremos?
Rui Vitória? 4 épocas na I liga (Paços de Ferreira e Guimarães). Resultados porreiros, mas nada assombroso. É isto que queremos?
Estes serão os mais prováveis...sendo que pelo que oiço por aí, Rui Vitória é o que está mais "à mão". Precisamos mesmo de mais um Paulo Sérgio? O que vai BC dizer aos sócios quando a coisa der para o torto e ficar mais uma vez provado que o Sporting precisa de um treinador líder, com experiência...e muito jogo de cintura dentro do balneário?
Não sendo nenhum drama, tremo só de pensar que pode ser Inácio, Virgilio e (por exemplo) Rui Vitória a construírem o plantel da próxima época. O que vale é que não há dinheiro.
Vou esperando que nada disto faça sentido. Vou esperando que os erros do costume não batam à porta de BC.
SL
quinta-feira, 16 de maio de 2013
O Carnaval
Começou oficialmente o Carnaval mediático sobre o Sporting. São nomes e nomes, treinadores e jogadores. Uns mais possíveis que outros, mas sempre, um trabalho pouco sério da imprensa desportiva portuguesa. Não sei o que pensar de boatos de latrina como a vinda de Peseiro ou a contratação de jogadores que nem o Freitas alguma vez ouviu falar.
Vale tudo. 1/3 dos treinadores da Liga (JJ, Vitória, Fonseca, Marco Silva, Peseiro, Inácio e claro...JF) já "foi" treinador do Sporting...e ainda correm por fora Jardim e Manuel José. Isto não é informar é...só...adivinhar. Não estou tão convencido que JF não fique. Aliás a demora no anúncio (que não dependia da última jornada, já que nesta semana já não havia objectivos a atingir) só pode provar que há negociação.
Mas isso, é claro, não vende jornais. E o trabalho que possa estar a ser feito (há muitos relatos de trabalho diário...noite a dentro desta direcção) não ajuda, pois está a ser feito longe dos "ouvidos" de jornalistas. A pressão de agir a que o clube está habituado a ceder, desta vez parece estar a ser bem gerida, com recados pontuais que visam quem não está sentado à mesa de quem decide, mas tudo faz para o conseguir.
Com isto tudo, há uma coisa onde o Sporting está a ser "ajudado". Os negócios verdadeiros devem estar a seguir o seu caminho, completamente "cobertos" pela nuvem de tangas da imprensa.
SL
Vale tudo. 1/3 dos treinadores da Liga (JJ, Vitória, Fonseca, Marco Silva, Peseiro, Inácio e claro...JF) já "foi" treinador do Sporting...e ainda correm por fora Jardim e Manuel José. Isto não é informar é...só...adivinhar. Não estou tão convencido que JF não fique. Aliás a demora no anúncio (que não dependia da última jornada, já que nesta semana já não havia objectivos a atingir) só pode provar que há negociação.
Mas isso, é claro, não vende jornais. E o trabalho que possa estar a ser feito (há muitos relatos de trabalho diário...noite a dentro desta direcção) não ajuda, pois está a ser feito longe dos "ouvidos" de jornalistas. A pressão de agir a que o clube está habituado a ceder, desta vez parece estar a ser bem gerida, com recados pontuais que visam quem não está sentado à mesa de quem decide, mas tudo faz para o conseguir.
Com isto tudo, há uma coisa onde o Sporting está a ser "ajudado". Os negócios verdadeiros devem estar a seguir o seu caminho, completamente "cobertos" pela nuvem de tangas da imprensa.
SL
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